CGB Capítulo 3 – Março de 2003

janeiro 6, 2016

cgb3c

No Carnaval, com início em 28 de fevereiro e término na Quarta-Feira de Cinzas, 5 de março, os principais eventos foram os 4 bailes ao ar livre realizados, a partir das 21 horas e 30 minutos, na Avenida Fernando Correa da Costa. A FUNCESP contratou, na Bahia, Kid Monteiro e a Banda Swing, bem como a cantora Lua. As aberturas foram feitas pelo grupo local Feitiço Moleque.1

Houve também o tradicional desfile das Escolas de Samba, na Rua 14 de Julho, nos dias 1 e 2, com patrocínio do Governo do Estado. A Unidos do Cruzeiro foi a campeã do primeiro grupo, e os Catedráticos do Samba os campeões do segundo grupo.2

Na Guerra dos Números, para o desfile os organizadores falavam em 50 mil pessoas por evento; para o Carnaval de Rua na Avenida Fernando Correa, também 50 mil por evento. Nestes últimos, considerando-se que o espaço livre (pistas e passeios) entre a Calógeras e a 14 de Julho é de 7 mil metros quadrados (35 x 200), pode-se reduzir os números maiores pretendidos para 40% ou 50%. Vale o mesmo quanto ao número de pessoas presentes em cada desfile das escolas de samba.

Terminadas as festas, a Santa Casa contabilizou a entrada, em seu Pronto-Socorro, de 57 pessoas, sendo 47 vítimas de acidentes de trânsito, 4 de agressões, 4 de esfaqueamentos e 2 de baleamentos.3

Ocorrências Policiais

No decorrer do mês foram se acumulando os casos policiais, de que retratamos os mais graves ou inusitados:

No Jardim Antártica, saída para Sidrolândia, à 1 hora da madrugada do dia 1º, um casal namorava no carro, defronte à casa da mulher. Um homem os surpreendeu, prendeu o namorado no portamalas do carro e circulou com o veículo pela cidade, procuranda fazer saque na conta bancária da mulher. Não conseguindo, o sequestrador voltou à vila e estuprou a mulher num terreno baldio.4

M.C.R., de 42 anos, que pilotava uma moto Honda sem usar capacete, ficou gravemente ferido, com traumatismo craniano, afundamento da face e corte profundo na região occipital, quando colidiu contra a moto de L.B.S., de 19 anos, que usava capacete e sofreu apenas escoriações leves.5

Na manhã do dia 6, Rubens C.R., mecânico na localidade de Bandeirantes, trafegava com uma caminhoneta D-10 pela Avenida Coronel Antonino, rumo ao centro da capital, quando conseguiu atropelar 2 cavalos que atravessavam a pista, matando os animais. O veículo, que fora emprestado a Rubens, ficou muito danificado, e o motorista sonhava obter indenização do proprietário dos equinos.6

Ainda no dia 6, um ciclista que trafegava pela BR-060, km 350, saída para Sidrolândia, foi atropelado por um caminhão com placas daquela cidade. O ciclista morreu.7

Na Quarta-Feira de Cinzas dois homens armados invadiram a casa do vereador Celso Ianase, renderam sua esposa e 2 filhos, e roubaram 5 mil reais em jóias, cerca de 500 reais em dinheiro e ainda um aparelho DVD e roupas diversas.8

No Lixão, disputando acesso a materiais recicláveis, R.L.S. disparou 8 tiros de revólver contra A.S., de 26 anos, matando-o.9

Na Penitenciária de Segurança Máxima, 2 presos foram assassinados por companheiros de cela, que utilizaram chuchos como arma.10

Atuações Político-Administrativas

O prefeito André Puccinelli entregou, no mês, as seguintes obras:

a) No bairro Santa Carmélia, policlínica odontológica com 4 gabinetes.11

b) No Itamaracá e no Marajoara, quadras poli-esportivas com 638 m2, cercadas e com iluminação.12

c) Drenagens e pavimentações no Santo Eugênio (9 mil m2 de asfalto e 733 m de drenagem) e no Jardim das Hortências (30.500 m2 e 1.500 m).13

d) Uma praça do Jardim Colonial ganhou quiosque, play-ground e árvores.14

Em seu primeiro mandato o prefeito Puccinelli tentara implantar na cidade uma usina para aproveitamento do lixo. Mas em virtude de irregularidades na formação do consórcio construtor, descobertas pela Polícia Federal (no episódio que ficou apelidado de Lixogate), teve de desistir. Mas agora, depois de visitar a cidade-gêmea de Campo Grande (Turim), na Itália, o prefeito trouxe consigo técnicos daquele país para averiguar a viabilidade de um novo projeto. E para cercar-se de garantias, procurava obter a aprovação antecipada do Ministério Público Estadual, com que mantinha excelentes relações.15

* * *

Fora da alçada da prefeitura, tivemos os seguintes destaques:

Dia 28 a Plaenge lançava o seu segundo edifício residencial de 2003: o “Renoir”, junto ao Shopping Campo Grande. Com 29 andares e 2 apartamentos por andar (com 326 e 331 m2), seria inaugurado em 30 de agosto de 2005.16

o governo do Estado inaugurava um laboratório com sequenciador de DNA, ao custo de 1 milhão de reais. Anteriormente os exames solicitados pelo Judiciário eram encomendados (cerca de 50 por mês) a laboratórios particulares, que cobravam cerca de 500 reais por exame.17

Encargos para a população

Descobriram os profissionais liberais que a partir desse mês passariam a pagar, mensalmente, um ISS (em valor fixo, estimado) 120% maior que o cobrado até o mês anterior. A Comissão de Justiça da Câmara Municipal e membros do Fórum dos Profissionais Liberais reuniram-se com o prefeito, que precisou explicar (aos liberais) e lembrar (aos vereadores) que o aumento resultara de lei aprovada no ano anterior, pela própria Câmara, e que os valores não poderiam ser alterados, pois, com o princípio da anterioridade, uma correção não poderia entrar em vigor no mesmo ano de sua ocorrência.18

A alta de 26% na tarifa de ônibus, ocorrida em fevereiro, provocou substancial aumento do índice mensal de inflação da cidade, índice que subiu a 2,33%.19

Iria vigorar, a partir de 20 de abril, a nova tarifa de água e esgoto, aumentada em 27,2%.20

A Enersul pretendia aumentar suas tarifas em 42,64%. Mas a ABCCON, apoiada por alguns vereadores e alguns deputados, fazia panfletagem contra o índice de reajuste.21

Vereadores e Holofotes

Iniciada a nova legislatura, em 17 de fevereiro, alguns vereadores logo se colocaram sob os holofotes da Mídia:

Youssif Domingos, que anos mais tarde pretenderia trazer o Oceano Atlântico para litorar terras sulmatogrossenses22, já agora, como presidente da Câmara, almejava transformá-la numa espécie de Divinal Entidade, captando os reais anseios da população e providenciando olimpicamente para que as outras instituições, municipais, estaduais e federais, lhes dessem adequado provimento.23

César Disney não ficou muito atrás, incursionando por vários temas ligados ao trânsito, como sinalização, passeios livres no último domingo do mês, planilhas das empresas de transporte coletivo, e até cobrança, ao seu ver indevida, pela implantação de asfalto nas ruas da periferia.24 Sem contar o suspense em torno de sua nova filiação partidária.

Alex do PT envolveu-se em uma ampla gama de assuntos, como a questão da EMHA, transporte coletivo, “indústria da multa”, reajuste da tarifa de energia e até serviço 0800 na Câmara.25

Quanto a ações efetivas, tivemos no mês:

Youssif visitou de surpresa o Posto de Saúde de Vila Almeida, onde teria encontrado uma fila com 400 pessoas. Consultas com especialistas “costumavam demorar 3 meses”.26

Celso Ianase, visitando a Santa Casa, encontrou 60 adultos e 50 crianças instalados precariamente em macas nos corredores.27

Vereadores aprovaram lei que procurava conter a fúria arrecadadora da sociedade civil ECAD, proibindo a cobrança de “direitos autorais” relativos a músicas tocadas em eventos de caráter filantrópico.28

Compromissos públicos

Youssif29 :

A Câmara será independente e vai frustrar quem pensar que ela será subserviente ao executivo”.

Defenderei as prerrogativas administrativas e políticas da Casa, sem permitir a exposição pública dos membros”.

Práticas políticas

Depois de elogiar o prefeito Puccinelli, pelas muitas obras que teria implantado em sua região (Aero Rancho), Robson Martins, do PSDB, concluiu:

Cada vereador tem os seus interesses e visam a sua reeleição. Penso que se eu ficar ao lado do prefeito, minha região se desenvolverá mais rapidamente. Com isso eu terei a minha reeleição garantida. Acontecerá o contrário se eu trabalhar contra o prefeito”.

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1 Midiamax 38258.

2 Midiamax 38393 e 38876.

3 Midiamax 38818.

4 Midiamax 38521.

5 Midiamax 38611.

6 Midiamax 38985.

7 Midiamax 39086.

8 Midiamax 39106.

9 Midiamax 39304.

10 Midiamax 40316.

11 Midiamax 40945.

12 Midiamax 41054.

13 Midiamax 41994.

14 Midiamax 42032.

15 Midiamax 42265, 42285 e 42287.

16 Midiamax 41872.

17 Midiamax 41950.

18 Midiamax 38044 e 39484.

19 Midiamax 39540.

20 Midiamax 39534, 40530 e 41910.

21 Midiamax 39744 e 40110.

23 Midiamax 35590, 35593, 35859, 36706, 36758, 36761, 36861, 36892, 37202, 37360, 37986, 40434 e principalmente 36629 e 38616.

24 Midiamax 34467, 37906, 39012, 39635, 39648, 39909 e 39922.

25 Midiamaz 36886, 38832, 39919, 41078, 41316 e 41913.

26 Midiamax 39147.

27 Midiamax 39924.

28 Midiamax 40834 e 45552.

29 Midiamax 36629.

Oh, Miss Hannah

janeiro 3, 2016

“Descobri” Bix Beiderbecke há uns 20 anos atrás, quando comprei um CD da “Folio Collection” dedicado a ele e à sua banda. Magníficas interpretações, com destaque, pelo meu gosto, para “Thou Swell” e “Oh, Miss Hannah”.

“Thou Swell”, que muitos consideraram, numa certa época e lugar, como a “música mais linda do mundo”, na realidade vale só por seu refrão, a única parte que mereceu a atenção de intérpretes como Nat King Cole, Natalie Cole, Sarah Vaughan e outros. É de fato um refrão marcante, e ainda mais no trumpete de Bix. Mas nada que justifique aquela avaliação.

Já “Oh, Miss Hannah” é música bonita por inteira, do começo ao fim. E aí Bix e banda novamente se destacam. A melodia é da compositora Jessie L. Deppen, de Cleveland, Ohio, da qual nunca mais se ouviu falar. Durante décadas, não me preocupei com a letra (em Bix, apenas as estrofes iniciais são vocalizadas), mesmo porque vinha num inglês arrevesado (com a grafia dos negros dunidenses da época, que troca “the” por “de”, “are” por “am”, “ear” por “heah”, “river” por “ribber”, etc.). Mas ao final de 2015 resolvi “pagar para ver”. Não se encontrava a letra (words, lyrics) disponível na Internet, a não ser incrustrada em imagens de partituras musicais. Localizei uma partitura original, de 1924, no saite da National Library of Australia (NLA), neste linque: http://nla.gov.au/nla.obj-177667874/view#page/n1/mode/1up .

Resolvi traduzir a letra, de Thekla Hollingsworth (outra desconhecida), esperançoso de encontrar um belo poema (tanto que desafiei o poeta fluminense Henrique Pimenta, do Bar do Bardo, a fazer o mesmo). Mas se trata de um palavreado simples, um poema (mal) inspirado por uma melodia. Que pena! Mas seguem abaixo o texto em inglês e tradução (também não muito inspirada) que fiz:

Oh, Miss Hannah
Ain’t you comin out tonight ?
De mockin’ bird am singin’
An’ de moon am shinin’ bright.
De roses am a noddin’
an’ a swayin’ in de breeze;
on yo’ Sunday go to meetin’ clothes
an’ come along please.

Cain’t you heah de banjo strummin’,
Cain’t you heah de fiddle call ?
Cain’t you heah de folks a dancin’
in de Odd Fellow Hall ?

We’ll go strollin’ down de levee
by de light of de moon,
A listnin’ to de fiddle
An’ de mockin’ birds tune.

Oh, Miss Hannah,
de cotton fields am white as snow;
Way out on de ribber,
I can heah do’s steamboats blow.

De music an’ de moon-light
hab got me in a trance
Oh, Laydy me, Miss Hannah
Le’s go to dat dance.
Miss Hanna, le’s go to dat dance.

Oh, Miss Hannah
Vamos sair esta noite?
A coruja ensaia canto
E o luar é doce açoite.
A roseira faz acenos
a balançar com a brisa;
Vista sua roupa de festa,
venha cá, me tranquiliza.

Ouve no banjo o dedilhar,
Ouve o chamado do violino?
Ouve seu povo a dançar
No Salão dos Caras Finos?

Andaremos pelo dique
debaixo da luz do luar
ouvindo os tais violinos
e o som da coruja a piar.

Oh, Miss Hannah,
Branco está o algodoal;
nas mansas ondas do rio,
balançam barcos, igual.

A música e o luar
Me fazem em transe entrar
Oh, por Deus, Miss Hannah,
Vamos lá para dançar.
Miss Hannah,
vamos pra dançar.

A música, com vocal de Bing Crosby, pode ser ouvida aqui.

CGB Capítulo 2 – Fevereiro de 2003

dezembro 28, 2015

Cap2cgb1

Atuações Político-Administrativas

O prefeito André Puccinelli apreciava os bons resultados dos seus programas habitacionais1 , notadamente o “Mudando para Melhor”, que assentara, nos anos anteriores, em pequenas casas de alvenaria, cerca de 3 mil famílias antes faveladas. Outro programa, a Aldeia Urbana Marçal de Souza, desenvolvido para famílias indígenas desaldeiadas, recebera reconhecimento nacional (com prêmio da Caixa Econômica Federal). Mas havia problemas.

Surgiu a denúncia de que um funcionário da EMHA – Empresa Municipal de Habitação estaria recebendo propina de interessados para que seus nomes fossem escolhidos como beneficiários dos programas da entidade. O prefeito mandou instalar comissão de sindicância, e que o funcionário citado, B.B.C., fosse deslocado para outro setor.2 No dia 11 cerca de 150 pessoas apinhavam-se defronte ao prédio da EMHA. Falava-se que os interessados em “furar a fila” pagavam de 100 a 500 reais a um rapaz, C.R.C., que fazia a intermediação junto ao funcionário B.B.C. Duas pessoas falaram ao Midiamax, confirmando ter efetuado pagamento a C.R.C., crentes de que, sem essa propina, nunca seriam sorteados.3 C.R.C. confirma os repasses a B.B.C., alegando entretanto nada haver ganho do esquema montado, pois “só receberia no final”.4

No dia 13 o diretor-presidente da EMHA, Carlos Marun, disse que no caso a vítima fora a empresa. “Na última terça-feira esse cidadão mandou as pessoas que pagaram a taxa [sic] se dirigirem à EMHA, pensando que iríamos mudar a nossa posição — que é de não atender qualquer tipo de posicionamento que tente burlar o nosso sistema”.5

No dia seguinte Marun informou que 1 ano atrás fora informado de um golpe semelhante e que os funcionários então sob suspeita haviam sido afastados. E asseverou que B.B.C. era o “funcionário-padrão” da EMHA, título concedido há algum tempo por seus colegas.6

Foram entregues pelo prefeito, no mês, uma escola7 para atender aos conjuntos habitacionais Mário Covas, Canguru e Bálsamo (2.788 m2 construidos, 31 salas, para 800 alunos por turno), um CEINF8 (creche com 556 m2, 20 salas, para 250 crianças) no Jardim Canguru, e uma UBS9 (construção com 654 m2) no Parque do Sol.

No item Saude, os casos suspeitos de Dengue somaram em janeiro 381 (sendo 30 confirmados), contra 5.412 ocorridos em janeiro de 2002.10

Quanto ao Governo Estadual, o LACEN – Laboratório Central do Estado começava a realizar o isolamento viral para diagnóstico da Dengue (em 5 horas), que antes era realizado em São Paulo – SP, pelo Instituto Adolfo Lutz (demandando três dias entre idas e vindas do material coletado).11

Eventos Culturais e Esportivos

Dia 7 a cantora Emilinha Borba se apresentou na “Noite da Seresta”, programa das sextas-feiras apresentados na Praça do Rádio pela FUNCESP.12

De 13 a 16 aconteceu, no Parque Laucídio Coelho, a sexta edição do Moto Road, com shows de rock, de manobras radicais com motos, de demolição de carros, além de gincanas e brincadeiras. Promoveu-se também um desfile que reuniu, na Avenida Afonso Pena, centenas de motociclistas e motoqueiros. Segundo os organizadores do evento, nos quatro dias 135 mil pessoas passaram pelo Parque. 13 Mas fora dali motoqueiros entusiasmados emulavam nas ruas os profissionais dos shows, causando transtornos e acidentes.14

No Horto Florestal, dia 23, recomeçou a apresentação do programa “A Praça é o Show”, que a FUNCESP sempre marca para o último domingo de cada mês. Com a proximidade do Carnaval, esse foi o tema agraciado, reunindo cerca de 15 mil pessoas para ver passistas e os grupos Raízes do Samba e Kelly Ramos e Banda.15

Dia 28, na Praça Ary Coelho, a mesma FUNCESP realizava “Arte na Praça”, com os grupos “Na Gandaia” e Karisma, e ainda o grupo de danças “Dinâmica The Boys”.

Encargos da População

Enquanto isto, a população da cidade ia convivendo com diversos tipos de dramas, perigos, injustiças e contratempos.

No campo policial, alguns destaques mais escabrosos:

Dia 14 a Polícia exibiu um maníaco de 25 anos, E.S.O., que fora reconhecido por 7 mulheres como seu estuprador. Ele admitiu os crimes, culpando pelo seu vício o padrasto, que lhe teria infringido muitos castigos quando criança, e as bebibas alcoólicas. Ele era foragido da comarca de Dourados, onde fora condenado a 25 anos de prisão por roubos e… estupros.16

Na madrugada do dia 1º a agência do HSBC da Avenida Mato Grosso foi invadida por assaltantes, que arrombaram os caixas eletrônicos com um maçarico e levaram mais de 80 mil reais.

Numa lanchonete do Lar do Trabalhador, na madrugada do dia 3, o segurança E.J.S., de 38 anos, estava com a ex-esposa de L.N.S., de 45. Este surpreendeu o casal e esfaqueou o segurança várias vezes, levando-o à morte.17

Dia 27, uma mulher sacara R$ 3.173,00 de uma agência bancária e caminhava pela Avenida Afonso Pena, próximo de uma concessionária de veículos. Passou uma moto com 2 homens e um deles agarrou e levou a sua bolsa.18

A imprensa noticiava, no dia 28, a condenação de Juliano F.L., pelo Tribunal do Júri, a 20 anos de cárcere, sendo 6 pelo estupro e 14 pelo assassinato da estudante universitária Alessandra, crimes ocorridos na manhã do dia 23/06/2001, na construção abandonada que pretendera ser o Mercado do Produtor (governo Pedrossian), entre a Rua Japão e a Avenida Ernesto Geisel. A sentença foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul. Os cúmplices de Juliano, Wanderson P.A. e Misael C.B., foram também condenados às mesmas penas, sendo as de Misael confirmadas e as de Wanderson aumentadas (para 26 anos) pelo TJMS.19

Falando de contratempos não-policiais, mais especificamente de encargos impostos a toda a população ou a alguns de seus segmentos:

foi anunciada a inflação, na cidade, referente ao mês de janeiro de 2003: 1,72%. Para os últimos 12 meses (fevereiro de 2002 a janeiro de 2003), o índice acumulava 21,18%.20

O Shopping Campo Grande iniciava, no dia 7, a cobrança pelo estacionamento em seu pátio. O valor era de R$ 2,00, independente do tempo em que o veículo ali permanecesse. Estavam isentas as permanências inferiores a 15 minutos.

A tarifa de ônibus urbanos foi aumentada, a partir do dia 25, de R$ 1,35 para R$ 1,70 (aumento de 26%). Os “fresquinhos”, ônibus com ar condicionado, passaram a cobrar R$ 2,20.21

Mas setores privilegiados recebiam generosas doações dos Cofres Públicos municipais: a prefeitura repassava 1,9 milhão de reais para 52 ONGs que “prestavam serviços na área de assistência social”.22

Eventos Políticos

Já nos primeiros dias de fevereiro César Disney (ex-PSDB, então sem partido) mostrava, em matéria do Midiamax, que seria um vereador atuante. Com 2.845 votos23 obtidos nas eleições de 2000 (contra 3.52824 em 1996), não conseguira ser reeleito, mas ficara como suplente da coligação pela qual concorrera. Afastando-se do PSDB, exercera, de 22/08/2001 a 31/12/2002, no Governo Estadual (do PT), o cargo de Secretário Extraordinário de Ações Integradas.25

Na nova legislatura municipal, que iniciaria em 17 de fevereiro de 2003, ele iria substituir Nelsinho Trad, que fora guindado ao cargo de Deputado Estadual. César pretendia inicialmente batalhar pela sincronização dos semáforos e pela aposição de guard-rails nos espaços entre os córregos e as vias movimentadas com que faziam limite.26 Iniciada a legislatura, o novo vereador foi designado presidente da Comissão de Transportes e Trânsito.

Com a direção nacional do PTB pretendendo desbancar seu pai do cargo, até aí “vitalício”, de presidente regional do partido, Nelsinho Trad marcou seu inconformismo com estas palavras: “O PT tem a senadora Heloisa Helena como dissidente. Aqui em Mato Grosso do Sul, a bancada do PTB terá o deputado Nelsinho Trad”.27

Relativamente bem humorado, o prefeito Puccinelli rebateu críticas do vereador Cabo Almi, que o chamara de “intransigente” por não aceitar a antecipação do encontro com os profissionais de enfermagem, agendado para março. André fez um xingamento, mas num torneio verbal reticente, que o disfarçava: “Ele pode me chamar de intransigente e do que quiser, menos de viado. Não importo com o que ele fala. Quem ele pensa que é? Ele apenas é um mal-educado.”28

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1 Midiamax 34490.

2 Midiamax 35799.

3 Midiamax 35892.

4 Midiamax 35926.

5 Midiamax 36042.

6 Midiamax 36202.

7 Midiamax 36196.

8 Centro de Educação Infantil. Midiamax 37335.

9 Unidade Básica de Saude. Midiamax 37815 e 37770.

10 Midiamax 34880.

11 Midiamax 35036.

12 Midiamax 35099.

13 Midiamax 36036 e 36620.

14 Midiamax 36470.

15 Midiamax 37760.

16 Midiamax 36309.

17 Midiamax 34440.

18 Midiamax 38321.

19 TJMS APR 659, APR 5159 e APR 5201.

20 Midiamax 34978.

21 Midiamax 37224 e 37236.

22 Midiamax 38061.

23 http://www.justicaeleitoral.jus.br/arquivos/tre-ms-resultado-eleicao-municipal-2000-campo-grande

24 http://www.justicaeleitoral.jus.br/arquivos/tre-ms-resultado-eleicao-municipal-1996-campo-grande

25 http://www.acritica-cg.inf.br/contents.asp?index=4896; Diosul 5578 pág. 14, e 5907 pág. 3.

26 Midiamax 10513 e 34467.

27 Midiamax 38124.

28 Midiamax 37241.

 

CGB Capítulo 1 – Janeiro de 2003

dezembro 19, 2015

cgb-01b

Em janeiro de 2003 a vida seguia normal em Campo Grande. Assalariados desempenhavam suas funções, empresas lutavam por sobrevivência e expansão, instituições cumpriam seus rituais burocráticos. Nos finais de semana o Shopping, clubes, parques e balneários lotavam durante o dia, e à noite bares, o Shopping e igrejas recebiam seus fieis frequentadores.

A Cultura, em seu sentido assético e genérico, era assim homenageada:

Bairros periféricos recebiam oficinas de teatro e dança, patrocinados pela FUNCESP – Fundação Municipal de Cultura, Esporte e Lazer; 1

Na “Mostra de Verão” do Cinecultura, empreendimento do Governo Estadual, a Secretaria de Cultura pretendia “valorizar a Cultura do país” apresentando uma série de 24 filmes estrangeiros; 2

O “Projeto Viva Verão”, promovido pela Rádio Canarinho FM, contava atrair 10 mil pessoas para os shows, concursos, campeonatos e exposições apresentados na Via Parque duranto todo o domingo, 26; 3

O Governo do Estado promovia “oficinas culturais” nos parques Ayrton Senna e Jacques da Luz, com cursos de teatro, dança, capoeira, pinturas e artesanato para Carnaval;4

O ferroviário Valdemir Vieira lançava o seu livro “Noroeste do Brasil em Trilhos e Prosas”, onde se contam a saga da construção da ferrovia (principalmente em seu trecho paulista), a luta dos funcionários contra a privatização e alguns “causos” ocorridos durante a vivência ferroviária do autor.5

Permeando toda essa vida relativamente pacata e normal, tomávamos conhecimento dos dramas diários e pontuais promovidos principalmente pela desocupação, pela bebedeira e pelo Machismo. Não necessariamente nessa ordem e não necessariamente em causalidades estanques: os protagonistas, quase sempre do sexo masculino, poderiam sobrepor 2 ou 3 desses condicionantes, que resultavam em assaltos, atropelamentos e trombadas, e em ponto menor (quantitativamente) em estupros e brigas. Eis alguns exemplos:

Um taxista, entrando na Avenida Euler de Azevedo, após o cruzamento com a Avenida Tamandaré, encontra à sua frente, na faixa esquerda da pista que demanda o quartel do Exército, um veículo Gol. Como sempre fazem os taxistas, certamente “colou” no veículo, pressionando-o para que saísse da faixa, assim abrindo caminho para a ultrapassagem. O motorista do Gol não cedeu passagem, e o taxista então tomou a faixa da direita, tentando ultrapassar por ali. O veículo Gol convergiu bruscamente para essa pista, assim “fechando” o táxi e novamente impedindo a ultrapassagem. Esses movimentos de “fechada”, à esquerda e à direita, se repetiram até os dois veículos alcançarem a rotatória de acesso à Avenida Presidente Vargas. Aí o Gol novamente “fechou” o táxi, tendo seu motorista proferido palavras agressivas ao taxista. Os veículos acabaram parando, emparelhados, na Presidente Vargas, onde iniciou-se acalorada discussão, tendo o motorista do Gol chegado a cuspir dentro do táxi. Com isto o taxista tomou de um revólver e deu dois tiros, um deles acertando o motorista na nuca e levando-o à morte. No táxi havia dois passageiros, um homem e uma mulher grávida. No outro carro um sobrinho e outra pessoa acompanhavam o motorista, um comerciante.6

Numa tarde, na Rua Cândido Mariano, no Centro, 3 homens armados invadem a agência do Unibanco, rendem o vigia, fazem os clientes deitarem no chão e esvaziam os caixas, levando, segundo o gerente, pelo menos R$ 10.000,00. Depois fogem, dois deles numa motocicleta vermelha.7

Às 6 e meia da manhã, circulando pela Avenida Bandeirantes a bordo de uma caminhoneta Hilux, jovem de 24 anos “perde a direção” e o veículo se choca contra um poste da via. O jovem morre.8

No Indubrasil, uma adolescente de 13 anos sofre abordagem por 2 homens em uma moto, secundados por outros homens que vinham num carro. Ela é espancada, sequestrada, levada a uma casa do bairro e estuprada pelo grupo.9

Na Rua 26 de Agosto, no Centro, 2 homens invadem um apartamento e roubam R$ 5.000,00 em jóias, fugindo depois numa moto Titan vermelha.10

À tarde, na Avenida Tamandaré, um motoqueiro foge de uma blitz policial, mas termina batendo num caminhão e depois no portão de uma residência. É levado à Santa Casa com ferimentos graves.11

Cerca de meia-noite, na Avenida Mascarenhas de Moraes, um homem de 31 anos é atropelado por uma caminhoneta Pampa, cujo condutor se evade. Com politraumatismo, a vítima morre quando os Bombeiros a introduziam no Pronto Socorro da Santa Casa.12

Açodados Prefeitáveis

No campo político, acabávamos de sair de uma eleição (6 e 27 de outubro de 2002), com a vitória do PT (Lula) no plano nacional e a difícil reeleição de José Orcírio Miranda dos Santos (o Zeca do PT) no plano estadual. Mas já nos primeiros dias de janeiro aparecia um pré-candidato à Prefeitura de Campo Grande, que só vagaria dois anos depois. O senador Juvêncio César da Fonseca, ex-prefeito da capital, queria voltar ao cargo13, sonhando com o apoio do prefeito André Puccinelli. Juvêncio obtivera em Campo Grande, nas eleições de 1998, 117.164 votos, pouco mais do que o segundo colocado ao cargo de senador, Carmelino de Arruda Rezende (107.733 votos, sob a sigla PPS).

Poucos dias depois a Deputada Federal Marisa Serrano, candidata derrotada ao cargo de governador (obtivera 169.005 votos em Campo Grande) se colocava à disposição do PSDB para uma possível candidatura ao cargo de Prefeito.

A esse anúncio seguiu-se o de Nelson Trad Filho, o Nelsinho Trad, afirmando peremptoriamente ser pré-candidato ao cargo de Prefeito. Sua justificativa: “Saí de uma eleição como o mais votado, com resultado excelente na capital. Bati todos os recordes históricos em Campo Grande”. De fato, Nelsinho, que obtivera, para o cargo de vereador, 4.403 votos em 1996 e 7.155 votos em 2000, havia dado um salto e conseguido, como candidato a Deputado Estadual, a expressiva marca de 36.283 votos no Estado, dos quais 30.789 na capital.14 Esse salto deveu-se em grande parte à popularidade angariada pelo político desde que começou, em junho de 2001, a apresentação diária (15 minutos) do aveludado programa “Boa Saúde”, na TV Campo Grande.

Finalmente, o Deputado Federal Vander Loubet asseverava ao Midiamax “ser um forte candidato para disputar a Prefeitura de Campo Grande”. Mas admitia que o PT tinha outros bons nomes para apresentar ao eleitor: Delcídio do Amaral, Pedro Teruel e Pedro Kemp.15 Vander obtivera, nas eleições de 2002, a maior votação (101.815) para Deputado Federal, sendo 38.756 votos oriundos de eleitores campograndenses.

Atuações Político-Administrativas

O Prefeito André Puccinelli pagava antecipadamente (no dia 3) o salário dos funcionários municipais (9.860 na ativa, 254 aposentados e 116 pensionistas), numa soma total de 10,8 milhões de reais. Reassentava no Conjunto Paulo Coelho Machado, em casas com 28 m2, pelo Programa Mudando para Melhor, 14 famílias antes faveladas no Parati, e entregava 70 casas (53 com a metragem 28,8 e as restantes com 45,56m2) do Programa Casa da Gente (financiamento da Caixa Econômica Federal), no Jardim Mário Covas. Mas a Santa Casa acusava a Secretaria Municipal de Saúde de atrasar repasses oriundos do SUS.16

O Governo Zeca do PT pretendia terminar a grande obra abandonada do bairro Cabreúva, planejada originalmente (no início dos anos 90, governo Pedro Pedrossian) para ser “a nova estação rodoviária da capital”, adaptando-a para abrigar órgãos públicos e construindo no seu entorno um espaço para a prática de esportes. O orçamento previsto era de 2,5 milhões de reais.17

Pela Iniciativa Privada, a Kepler Weber, produtora de equipamentos para armazenagem e processamento de grãos, com sede em Panambi – RS, pretendia instalar filial em Campo Grande, numa área de 100 hectares doada pela Prefeitura. Contando com incentivos do Governo Estadual (que reduziriam significativamente o montante de ICMS a recolher pelas suas vendas), a empresa pretendia processar na filial, no primeiro ano de atuação, 20 mil toneladas de aço (contra 40 mil na matriz), aumentando depois para 50 mil. As obras, orçadas em 85 milhões de reais, estavam marcadas para iniciar em março, e contavam com financiamento do BNDES (40 milhões) e FCO (20 milhões), constituindo o restante aporte próprio da empresa.18

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1 Midiamax 30141.

2 Midiamax 30529.

3 Midiamax 33322.

4 Midiamax 33899.

6 Midiamax 30135. Detalhes no acórdão da Apelação Criminal TJMS APR3116.

7 Midiamax 30661.

8 Midiamax 31301.

9 Midiamax 31837.

10 Midiamax 32382.

11 Midiamax 32452.

12 Midiamax 34033.

13 Midiamax 30473.

14 Midiamax 32525. Os números das votações são do TRE-MS.

15 Midiamax 32783.

16 Midiamax 30071, 31426, 33197 e 31396.

17 Midiamax 31698.

18 Midiamax 30992.

 

Santa Rita do Pardo e o Paço da Desídia

julho 26, 2015

No início da década de 2000, parte de uma indenização paga pela CESP – Companhia Energética de São Paulo S.A., veio ter às mãos da Prefeitura Municipal de Santa Rita do Pardo, via transferência oriunda do Governo do Estado (na época era governador o Zeca do PT). R$ 900.000,00. Com esse dinheiro a prefeitura (sob a administração de Antônio Arcanjo dos Santos, do PSDB) fez construir um magnífico prédio, com 1.851 m2, para servir de sede para o executivo municipal. Seria o Paço Municipal, e realmente mereceria o nome de paço.

Em dezembro de 2004 o prédio estava praticamente pronto, tanto que recebeu todas as placas de inauguração. Mas veio a mudança da administração, e em 1° de janeiro de 2005 assumiu a prefeita Eledir Barcelos de Souza, do PT, eleita no ano anterior como  candidata única. A nova mandatária constatou que faltavam pequenos detalhes para considerar a obra acabada, coisas que quantificou em minúsculos 2% (dois por cento). Era de se esperar que a prefeita contatasse a empresa construtora para que esta terminasse adequadamente a obra. Em caso de recusa, deveria ser instaurado procedimento de perícia visando estabelecer a irregularidade e, a partir daí, acionar administrativa ou judicialmente os eventuais responsáveis. Diz-nos o Bom Senso que em seguida (ou pelo menos no primeiro semestre de seu mandato) deveria a prefeita terminar a obra (já que faltava muito pouco e a construção era responsabilidade do município) e instalar no prédio, magnificamente, toda a sua administração.

Talvez mal aconselhada, a prefeita não tomou nenhuma providência sensata. Pior: não cuidou para que o prédio fosse permanentemente vigiado, de forma a evitar depredações, por vândalos autônomos, por vândalos a soldo de inimigos políticos ou (nunca se sabe…) por vândalos a soldo de amigos políticos. Na prática, preferiu a prefeita abandonar a obra e emparedar-se no barracão que atende, em letras monumentais, pelo pomposo título de “Paço Municipal”. E assim continuou por todo o primeiro mandato, e também pelo segundo, que terminou em 31/12/2012.

O novo prefeito, Cacildo Dagno Pereira, do PRP,  não fez melhor. Ao invés de também acionar o Ministério Público para o caso de abandono do imóvel, apenas acionou o Tribunal de Contas do Estado, que só poderia, ao nosso ver, ocupar-se das contas referentes à execução da obra, ou seja, às contas do prefeito Antônio Arcanjo dos Santos e àquele percentual de 2% de inconclusão. Em todo caso, o TCE resolveu realizar “inspeção especial no intuito de averiguar a existência de possíveis indícios do abandono e da falta de conclusão final da obra do prédio do paço municipal”. Assinado por três engenheiros, foi expedida em 10 de maio de 2013 a ANC-DEAMA-5245/2013, com descrições detalhadas e farto material fotográfico, constatando a procedência da denúncia e o estado deplorável do imóvel, apenas um pouco menos ruim do que o estado atual, documentado nas fotos abaixo. Não soubemos de nenhum resultado prático da denúncia e de sua constatação, mas enquanto isso o novo prefeito copiava a inação da prefeita anterior (fugindo da resolução do problema, ou seja, do término da obra), e novos vidros iam sendo estilhaçados e ocorriam novos furtos de materiais.

No olhômetro, calculamos que se esse prédio fosse particular, seu proprietário iria gastar, hoje, cerca de R$ 300.000,00 para deixá-lo limpo, com fiação elétrica e pintura completos, com o forro e as instalações hidráulicas reconstituidos e os vidros estilhaçados repostos. Mas o prejuízo para Santa Rita do Pardo deve também incluir os aluguéis desnecessariamente pagos pela prefeitura nesses quase 11 anos (pois certamente os há)…

Vistas Externas da Parte Frontal

Defronte ao parque municipal, a majestosa construção que visava abrigar a Prefeitura. Terminada em 2004 (98%), desde então foi relegada ao abandono.

Defronte ao parque municipal, a majestosa construção que visava abrigar a Prefeitura.

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Vistas do Saguão

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Vistas do Interior da Ala Oeste

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 Vistas do Interior da Ala Leste

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Vistas Externas dos Fundos

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Vista do barracão onde funciona a sede da prefeitura municipal

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O Pequeno Falcão

No saguão do prédio abandonado, encontramos um pequeno falcão morto recentemente. A espécie tem o nome de Quiriquiri (nome científico, “Falco sparverius” L), e o exemplar deve ter morrido ao se chocar contra o vidro. Dentre os falconídeos, essa espécie é talvez a mais bela, pelas faixas e pintas de sua plumagem.

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Outras Fontes:

1 – http://www.tce.ms.gov.br/portal/admin/uploads/Santa%20Rita%281%29.pdf

2 – http://www.santaritadopardonews.com.br/noticias/tce-apura-obra-inacabada-da-prefeitura-de-santa-rita/42203

3 – http://www.sad.ms.gov.br/wp-content/uploads/sites/20/2015/03/santa_rita_do_pardo.pdf