Árvores em Estudo (04)

Julho 5, 2009 by Valdir

Encontrei três exemplares (dois adultos e um jovem) de uma árvore que apresenta uma floração interessantíssima. Os cachos, com flores femininas e masculinas, se penduram nas pontas dos ramos como pequenos balões ou lanternas chinesas. Já consultei cerca de 1000 fotos de espécies diversas, e nada encontrei que sequer se aproximasse do aspecto dessa floração. Vejam as fotos.

arv_desc_4_1a

Um exemplar adulto, com cerca de 50 cm de diâmetro, e junto dele um exemplar jovem, com 6 cm de diâmetro.

arv_desc_4_1b

A copa do exemplar jovem.

arv_desc_4_2a

Cacho mostrando principalmente as flores masculinas, com anteras ainda “verdes”.

arv_desc_4_2b

Cacho com anteras maduras.

arv_desc_4_2c2

Os cachos reunem flores femininas (no alto) e flores masculinas (mais abaixo, e mais abundantes). Notem, nas flores femininas, o ovário separando o pecíolo do estilete. Este geralmente se abre em três pontas.

arv_desc_4_4a

Copa de uma das árvores adultas, mostrando floração e frutos já bem desenvolvidos.

arv_desc_4_6a

Folhas da árvore.

arv_desc_4_7a

Tronco de uma das árvores adultas, medindo cerca de 50 cm de diâmetro. A outra árvore adulta tem tronco fendido, medindo em conjunto cerca de 1 metro de diâmetro.

arv_desc_4_7b

O tronco da árvore jovem, medindo cerca de 6 cm de diâmetro. Observem o caminho de cupins que o ladeia.

Do Coxipó ao Chuá-chuá

Julho 2, 2009 by Valdir

Campo Grande, Palácio Popular da Cultura, 01/07/2009, com início às 20 horas. Para um auditório superlotado (dezenas de pessoas tiveram de sentar nos degraus das passarelas), apresentou-se a Orquestra do Estado de Mato Grosso, sob a regência do maestro Leandro Carvalho.

O repertório partiu de composição inglesa, passeou por músicas argentinas (de Astor Piazzolla), paraguaias (de José Asunción Flores e de Pedro Elias Gutiérrez) e venezuelana, para desembocar nas composições brasileiras (muitas delas regionais como “Rabello no Coxipó”, de Tote Garcia), do quilate de “Araponga Isprivitada”, do mineiro Roberto Corrêa, e de “Noites do Sertão”, de Tavinho Moura e Milton Nascimento. Além de “Chuá-chuá”, de Pedro Sá Pereira e Ari Pavão.

A orquestra teve, ao nosso ver, um desempenho primoroso, conceito compartilhado pelos demais espectadores, que a aplaudiram entusiasticamente.

orquestra_mt_01

O cenário da apresentação.

orquestra_mt_02

A orquestra.

orquestra_mt_03

O maestro Leandro Carvalho.

Os leitores poderão ouvir o som da orquestra clicando aqui .

Em tempo: como se sabe, Coxipó da Ponte é o nome de uma cidade do vizinho Estado do Mato Grosso.

A floração dos Ipês-Rosas

Junho 24, 2009 by Valdir

Campo Grande, manhã de 23/06/2009.

ipê_rosa_23

Este magnífico exemplar fica nos fundos de um quintal contíguo ao Centro de Convenções Albano Franco, na Avenida Mato Grosso. Tem cerca de 15 metros de altura.

ipê_rosa_24

A copa do mesmo exemplar.

ipê_rosa_25

A copa, com maior aproximação.

ipê_rosa_26

O Ipê Rosa distribui beleza pelo céu e pela terra…

ipê_rosa_28

O interior de uma flor de Ipê Rosa.

ipê_rosa_29

Próximo daquele exemplar magnífico, mas no canteiro central da Avenida Mato Grosso, outro exemplar mostra sua beleza, ainda permeando flores e folhas. Eis um cacho florido.

ipê_rosa_30

Outro cacho.

ipê_rosa_31

Uma visão lateral das flores.

ipê_rosa_32

Outra visão lateral.

ipê_rosa_33

Num mesmo cacho, flores e botões prestes a abrirem.

ipê_rosa_34

A parte inferior de um cacho floral, vista contra a luz.

ipê_rosa_35

Visão inferior de outro cacho.

ipê_rosa_36

Uma flor do exemplar do canteiro da Mato Grosso. Na parte central, o estilete, receptáculo que leva os grãos de pólen até o ovário. Ao seu redor, os 4 órgãos masculinos (estames), exibindo na ponta as anteras (que produzem e liberam o pólen).

ipê_rosa_37

Salvo melhor juízo, todas as árvores mostradas em sua floração são da espécie Tabebuia heptaphylla. Esta folha, com sete folíolos (rara nos exemplares examinados) é de um exemplar jovem no referido canteiro central.

Artesãos e Pintores

Junho 23, 2009 by Valdir

No Memorial da Cultura e da Cidadania, na Avenida Fernando Corrêa, há, desde sábado, 20/09/2009, uma nova exposição na galeria, juntando obras dos artistas plásticos “Gejo, o Bendito” (de São Paulo) e Davi Zen (de Campo Grande). No mezanino, exposição de objetos produzidos pelos artesãos do Estado. Aqui vai uma pequena amostra do que pode ser visto:

cabaça_biscuit_01

Trabalho em cabaça (coité) e biscuit, de Cristina Orsi, Campo Grande.

cabaça_biscuit_02

Mesmos materiais, da artesã Lorna D’Ávila, também de Campo Grande.

cestos_artesanais_01

Belos cestos da artesã Marly Sanchik.

gejo_o_bendito_01

“São Francisco”, de Gejo o Bendito.

gejo_o_bendito_02

De Gejo o Bendito, “Infância Perdida” (spray, marcador, latex s/ painel), 2009, 100 cm x 60.

gejo_o_bendito_03

Ainda de Gejo o Bendito, “Che People”, spray s/ tela, 2006, 100 cm x 80 cm.

davi_zen_01

De Davi Zen, “Rishi Sutra”, acrílica s/ papel, 2009, 50 cm x 32.

davi_zen_02

Davi Zen, “Hipersensigno II”, acrílica s/ papel, 2009, 50 cm x 32.

davi_zen_03

Ainda Davi Zen, “A fonte e o cântaro”, acrílica s/ papel, 2009, 50 cm x 32.

No Parque NI (01)

Junho 21, 2009 by Valdir

Parque das Nações Indígenas ( Parque NI ), em Campo Grande, 20 de junho de 2009, das 8 às 10 hs.

Cenários

quati_41

Desgarrado do bando, este quati veio do vizinho Parque Estadual do Prosa, para ver se encontrava algo de comer nas lixeiras. No intervalo da pesquisa, um gostoso bocejo.

ipê_rosa_21

Ipê Rosa em flor. Ainda não descobrimos se é Tabebuia Impetiginosa ou Tabebuia Avellanedae…

ipê_rosa_22

A mesma floração, vista de baixo.

parque_ni_21

No lago do Parque NI, uma ilha artificial.

parque_ni_22

Como guardião da ilha, o Guerreiro Guaicuru.

parque_ni_23

O rosto expressivo do guerreiro.

parque_ni_24

Na fria manhã, um cágado sai da água para “pegar um solzinho”.

cordia_trichotoma_2a

Junto à Rua Antonio Maria, mais de dez Louros Pardos mostram a sua floração singular, em que as pétalas das flores não caem depois da fecundação dos ovários.

cordia_trichotoma_2d

As belas flores do Louro Pardo (Cordia trichotoma). Medem cerca de 2 cm de diâmetro e o estilete, que se abre no que parecem 4 pequeninas pétalas, parece uma flor dentro da flor.

quero_quero_11

Um irrequieto Quero-quero.

Problemas

parque_ni_25

Era para ser um mirante. Nunca foi terminado, embora essa tarefa não pareça difícil. O governador que o terminar vai merecer uma placa comemorativa.

parque_ni_26

Existem no Parque quatro conjuntos de construções, cada um deles composto por 1 local para lanchonete, um recinto de WCs e um pequeno mirante. Apenas um dos conjuntos foi um dia utilizado. Hoje, os quatro estão abandonados à depredação.

parque_ni_27

Bela árvore, provavelmente uma Albízia. Próximos ao tronco, dois marcos (peças raríssimas no parque) indicando uma Aspidosperma cilindrocarpon e uma Clitoria fairchildiana que não se sabe onde estão…

Cerração e Araras

Junho 17, 2009 by Valdir

17 de junho de 2009, 8 hs 45, Parque das Nações Indígenas.

cerração_01

cerração_02

araras_11a

araras_12

Tapetes de Corpus Christi

Junho 11, 2009 by Valdir

11 de junho de 2009, no início da tarde. Rua 14 de Julho. A procissão de Corpus Christi se iniciará às 15 horas, sobre os tapetes preparados para a ocasião.

corpus_christi_07

Um grupo retardatário dá os últimos retoques no quadrilátero a ele confiado.

corpus_christi_08

Outro grupo ultima seu projeto.

corpus_christi_09

Motivos geométricos …

corpus_christi_10

… e simbólicos.

corpus_christi_11

Os materiais começam a variar um tanto…

corpus_christi_12

Uma pomba bem pictórica.

corpus_christi_13

Outra pomba, em bela representação.

corpus_christi_14

Coração e tampas de garrafa.

corpus_christi_15

Um mini-corneteiro feliz.

corpus_christi_16

O Terço, motivo sempre recorrente.

corpus_christi_17

Materiais tradicionais, papel, desenho e cabelos humanos. Bela composição.

corpus_christi_18

A Cruz, outro símbolo sempre recorrente.

corpus_christi_19

Dentre as várias representações da escultura de N. S. Aparecida, apenas esta apresenta boa semelhança.

corpus_christi_20

Um Sagrado Coração, rodeado por espinhos … de pano.

corpus_christi_21

Castiçais.

corpus_christi_22

Trabalho com relevo acentuado no centro (linha vertical).

corpus_christi_23

Materiais tradicionais, em caprichosa execução.

Um pouco de Arte

Junho 10, 2009 by Valdir

MARCO – Museu de Arte Contemporânea, sito à Rua Antonio Maria, no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande. O blog foi ver a 2ª Temporada de Exposições 2009, composta por “Desenho e Cerâmica de Irani Bucker”, “A Arte de Colecionar-te”, “Tradição e Ruptura de Lídia Baís” e “Cores da Cidade Branca de Nilvana Moreno Mujica”. Apresentamos abaixo uma amostra das duas primeiras salas. (CLIQUE NAS FOTOS PARA VÊ-LAS EM RESOLUÇÃO MAIOR).

marco_15

Irani Bucker, “Pantanal II”, guache s/ papel, sem data.

marco_16

Irani Bucker, “Bailarina – o amor do Palhaço”, guache s/ papel, sem data.

marco_17

José Pinto, s/ título, 1970.

marco_18

Jorapimo, “Festa Junina”, 1983.

marco_19

Isaac Saraiva, s/ título, 1996.

marco_20

Heitor dos Prazeres, s/ título, 1963.

marco_21

Di Cavalcanti, s/ título e sem data.

marco_22

Hector Carybé, s/ título e sem data.

marco_23

Jos Boomgaardt (Holanda), “Bamboo”, 2005.

marco_24

Humberto Espíndola, s/ título, 1997.

marco_25

Tomie Ohtake, s/ título, 1991.

marco_26

Alexandre Rapoport, s/ título, 1971.

marco_27a

Douglas Colombelli, Série Metáfora, 2007.

marco_28

Aldemir Martins, s/ título, 1989.

marco_29

André Arantes, série TC & Girafa, 2006.

marco_30

Máscara Dogon, oriunda do Mali, c. 1920.

marco_31

Maria Eugênia Lima, “Jardim das Flores de Ferro I”, 2001.

marco_32

Marcus Pierson (Estados Unidos), s/ título e sem data.

marco_33

Marcus Pierson (Estados Unidos), “The gumshoe and the dame”, s/ data.

marco_34

Mackenzie Thorpe (Estados Unidos), s/ título e sem data.

marco_35

Antonio Poteiro, s/ data.

marco_36

O MARCO – Museu de Arte Contemporânea, com o anúncio da Exposição atual.

No Museu da FEB

Junho 4, 2009 by Valdir

O blog esteve no Museu da FEB – Força Expedicionária Brasileira. Como se sabe, a FEB participou, em 1944 e 1945, em terras italianas, dos combates da Segunda Guerra Mundial, ao lado das forças anti-nazistas.

O museu tem mais de 200 peças entre fotografias da época, roupas e equipamentos utilizados pelos soldados (”pracinhas”), equipamentos de combate e de sobrevivência em condições adversas, objetos trazidos das frentes de batalha, armamentos e outros. Levamos 1 hora para ver, detalhadamente, cada ítem.

O Museu da FEB fica na Avenida Afonso Pena, número 2270 (entre a 13 e a Rui Barbosa). A visita vale por uma aula de História e pode provocar reflexões sobre a utilidade ou inutilidade das guerras…

(CLIQUE NAS IMAGENS PARA VÊ-LAS COM MAIS DETALHES)

museu_FEB_06

Rio de Janeiro, 20 de setembro de 1944. Soldados se amontoam em alojamento de navio de transporte de tropas. Destino: campos de batalha da Itália.

museu_FEB_01

Na Itália. Sobre os destroços de uma ponte, uma outra, de aço, é construída pelo Batalhão de Engenharia oriundo de Aquidauana.

museu_FEB_03

Itália, dezembro de 1944. Os artilheiros preparam mais um tiro de canhão.

museu_FEB_04

Ataque a Monte Castelo, 21 de fevereiro de 1945. Artilheiros metralham posições alemãs.

museu_FEB_05

Tenente-coronel Aviador Nero Moura, Comandante do 1º Grupo de Caça da FAB.

museu_FEB_07

Revista que circulava entre as tropas brasileiras na Itália, aqui mostrando como foram encontrados prisioneiros ingleses que permaneceram 4 anos no Campo de Prisioneiros de Goettingen, na Alemanha.

museu_FEB_08

Aos cuidados da 2ª Tenente Enfermeira, dois soldados se recuperam de ferimentos sofridos em combate. Hospital Geral 185, de Nápoles, Itália, 1945.

museu_FEB_09

Rendição, às tropas brasileiras, da 148ª Divisão Alemã.

museu_FEB_10

Estatística de mortos, feridos e aprisionados no teatro de guerra percorrido pelos expedicionários brasileiros. Um contraponto interessante seria saber, não apenas quantos alemães foram aprisionados, mas também quantos foram mortos e quantos foram feridos nesse mesmo teatro de operações…

museu_FEB_11

Marechal Mascarenhas de Moraes, comandante da Força Expedicionária Brasileira que atuou na Itália.

museu_FEB_12

Armamentos leves utilizados pelos soldados brasileiros na Campanha da Itália.

museu_FEB_02

Um clarim utilizado na época.

museu_FEB_13

Uma caprichada nota alemã da época.

museu_FEB_14

Horários de visita ao Museu da FEB.

Manhã na Fazenda

Junho 2, 2009 by Valdir

Manhã de domingo e de outono, na Fazenda do Tiquinho, à margem esquerda do Rio Aquidauana, distrito do Cachoeirão, município de Terenos – MS.

pescadores_11

Pescador Pai (Gil) e Pescador Filho (Bruno).

pescadores_12

Na cena bucólica, um aprendiz de pescador (Diego).

pescadores_13

Pedro. Entre o rio, a bolacha e a conversa, a liberdade o instiga.

orvalho_e_flor_01

Orvalho e flor. O que são, mesmo, esses raminhos peludos? Ainda não descobri. Essa erva deve ser a Evolvulus pterygophyllus Mart, mostrada no livro “Plantas do Pantanal”, de Arnildo Pott e Vali J. Pott, Embrapa, 1994, página 97…

marimbondos_31

Dentro da enorme flor de uma “Costela de Adão”, casa de marimbondos de 5 cm de diâmetro, com insetos de meio centímetro.

narguilé

Fernando e o bafo do narguilé.

gato_e_cachorro_01

Convivência pacífica.

trator_velho_01

Gugu, também tenho um sonho!