Piscinão Trapalhão

janeiro 27, 2012

O Córrego Prosa e, à sua esquerda, o "piscinão".

Campo Grande – MS. Ontem, 26/01/2012,  à tarde, choveu 91 milímetros no espaço de 1 hora, verificando-se inundações em vários pontos da cidade. A maior inundação, embora com poucos danos materiais, ocorreu na Via Parque, próximo à Avenida Afonso Pena, onde o Córrego Prosa recebeu recentemente um açude de vazante, erroneamente chamado de “piscinão”.

Já houve, na região, chuvarada mais intensa, beirando os 120 milímetros, e a inundação foi menor, mesmo com vasão limitada na tubulação que atravessava a Avenida. Na época havia 2 tubulões Armco de 3 metros de diâmetro, ou seja, um corte de vasão de 14 metros quadrados, menor que o da tubulação a montante, sob a Via Parque, que chega a 18 m2. Atualmente aquele corte chega a cerca de 26 m2, resolvendo o ponto de estrangulamento.

Ao nosso ver, o que causou o alagamento de toda essa área foi justamente a presença do tal “piscinão”.  A margem esquerda do córrego foi rebaixada de 3 metros de altura para 1 metro e meio. Isto quer dizer que a água que chega de montante começa a ser retida logo no início da chuva, talvez dentro de 15 minutos. Quando a chuva atinge o auge, talvez aos 40 minutos,  o açude já está cheio, e a grande massa de água estática (15 milhões de litros) faz pressão sobre a correnteza no leito do córrego.  Com a pressão a velocidade dessa correnteza é bruscamente reduzida, o que provoca, riacho acima, o encavalamento das águas, e logo o seu extravazamento sobre a Via Parque.

Isto não ocorreria se houvesse, entre a tubulação da Via Parque (18 m2) e, a jusante,  a tubulação da Afonso Pena (26 m2), apenas um corredor com a largura inicial de 6 metros (a da primeira tubulação citada)  e final de 7,5 metros (a da segunda tubulação).  Com a manutenção de uma velocidade constante em todo o trecho (pois não haveria pressão lateral), a torrente seria melhor distribuída durante o decorrer da chuva e período posterior.

À direita, o prefeito Nelsinho Trad. O alcaide tem uma personalidade cativante, um verdadeiro "médico de família"; mas é mau administrador, pois não procura resolver efetivamente os problemas da cidade, limitando-se a homenageá-los com a injeção de verbas cavadas junto ao Governo Federal.

O Esgarçamento da Represa

Alguns quilômetros acima, no Córrego Sóter, tributário do Córrego Prosa, uma nova represa, prestes a ser inaugurada, passava pela sua prova de fogo. Ou melhor, prova de água. E foi reprovada. A estrutura central, com parede muito fina, foi esgarçada pela pressão da água que ali se represou durante e após a chuvarada. Na estrutura secundária várias placas, simplesmente encaixadas e coladas,  rolaram enxurrada abaixo.

Nós, contribuintes, esperamos que não nos chamem a pagar, através dos cofres municipais, por esse erro (de projeto ou de execução).

A propósito, havia anteriormente, no Córrego Sóter, três pequenas represas, que suportaram bem as chuvas do ano passado e até o temporal de ontem. Junto à terceira dessas represas (mais especificamente, 100 metros a montante), resolveram construir represa mais alta, talvez com o triplo da capacidade de represamento da menor, que passaria então a servir como mero enfeite. Enquanto as menores custaram já exorbitantes 700 mil reais cada (veja As Represas de Mármore , de abril/2010), essa nova foi orçada em R$ 1.800.000,00.

Pode-se concluir que quanto mais dinheiro a prefeitura da Capital enterra numa represa, mais fraca ela fica. Não seria melhor enterrar mais concreto?

Aspecto do Piscinão no dia 09/01/2012:

Os Duendes da Catasetum fimbriatum

janeiro 24, 2012

Esta orquídea surgiu na chácara há cerca de 7 ou 8 meses, a semente trazida pelo vento, insetos ou pássaros. Instalou-se num ramo seco de Seriguela, na entrada de um bosquezinho. Tratei de irrigá-la periodicamente, já que estávamos num período excepcionalmente seco.

Esta floração, que foi a primeira, veio com flores masculinas. Pode-se ver nelas perfeitos duendes, ou bruxinhos, ou um móbile de origâmis. De qualquer modo, flores de um belo e interessante desenho. Elas começaram a abrir no dia 20, atingindo a maior abertura no dia 22, quando atingiram a envergadura de 5 centímetros ou pouco mais.  Exalam o típico perfume das orquídeas, e oferecem aos insetos uma plataforma de pouso que parece privilegiar abelhas (talvez arapuás e Apis mellifera). Entretanto, sendo exemplar único na área, não conseguiu, aparentemente, atrair esses insetos. Os únicos visitantes foram pequenos besouros preto-azulados (de 2 milímetros).

Dia 23 as duas “asas” superiores de cada flor começaram a fechar, e no dia 24 a murcharem, tornando-se oleosas.

Vi na Internet vários fotos dessas flores masculinas, mas todas “de ponta-cabeça”, ou seja, com o “capacete” abado (com fímbrias, daí o nome da espécie) na parte de baixo. E todas isoladas do pendão floral.

Mas vamos ao meu registro fotográfico, efetuado com câmeras compactas Sony e Olympus.

Fotos do dia 21/01/2012:

Fotos do dia 22/01/2012:

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Uma Abelha-rainha

janeiro 16, 2012

Colméia pequena instalada numa árvore, junto a uma casa em Campo Grande – MS. O morador, temeroso, fez uma tocha e com ela incendiou o ninho das abelhas africanizadas. Depois, com uma vara, derrubou-o. Muitas abelhas esparramaram-se atordoadas pelo chão, inclusive a abelha-rainha, que foi colocada pela filha do morador num vidro com tampa ventilada. O blogueiro levou-a para a chácara, mas a abelha-rainha estava muito debilitada e não conseguiu voar. Morreu, inerte, 24 horas depois.

As abelhas da colméia tinham cerca de 2 centímetros de comprimento. A abelha-rainha, cerca de 4 centímetros.

Abaixo, o vídeo dessa rainha destronada:

Outras fontes sobre Apis mellifera:

Produção de Mel (Embrapa)

Abelha (Saude Animal)

A Dança dos Pré-candidatos

janeiro 9, 2012

Nas fotos abaixo, cinco cidadãos são declaradamente pré-candidatos a prefeito de Campo Grande (Giroto, Siufi, Marun, Mandetta e Vander), e 2 aparentemente pré-candidatos a vereador (“Cazuza” e Dr. Cury). Ficaram de fora dos out-doors, por enquanto, os pré-candidatos Simone Tebet e Antônio João.

É evidente que todos eles querem ser vistos e lembrados pelos eleitores. Mas montar esses out-doors, fora da época da campanha eleitoral, configura infração grave, que o TRE certamente vai anotar.

Simone Tebet e Antônio João, por não inventarem pretextos primários para impingir-se ao eleitorado,  merecem parabéns da platéia democrática (um tanto minguada nestes tempos de maniqueísmo hollywoodiano-medieval).

P.S. 27/01/2012: mais um pré-candidato (retardatário nos out-doors) a prefeito:

4 Gatinhos e 1 Pocinha

dezembro 30, 2011

A dona de casa gritou: “Se eu vir esses gatos mijando aí eu vou limpar com a cara deles!”. Mas um dos quatro gatinhos já havia mijado na área, fazendo uma “pocinha”. Uma gatinha, extemporaneamente, bem que tentou esconder o mal-feito, mas…

Abaixo, outro vídeo de gatos (do canal de putzbloguei) que vale a pena assistir:


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