Levantamento Florístico do Parque Estadual Matas do Segredo

LevantamentoCapa

Autor: JOSÉ ANTONIO MASIERO COELHO

AGRADECIMENTOS

Ao Geoglemir Barbosa Rodrigues, que ao longo destes anos, ajudou voluntariamente, nos períodos diurnos e noturnos, no acompanhamento fenológico do Jardim Botânico, atual Parque Estadual Matas do Segredo.

Ao Engenheiro Agrônomo Reginaldo Gomes Yamaciro, por acreditar em meu trabalho.

Ao Mestre Botânico e Engenheiro Florestal José Edmur Resende, por me incentivar a estudar na biblioteca do SEMA, na área de botânica e fitoterapia.

À bióloga Elizabeth Burckhardt, pela identificação botânica de algumas espécies.

Ao técnico Agropecuário Luis Carlos Teixeira, por ensinamentos práticos, de identificação de espécies arbóreas.

À Marli Jussara Mense, bibliotecária do SEMA, pelo empréstimo de livros de botânica.

Aos técnicos de meio ambiente do SEMA e ao Cravinho do EMPAER, atual IDATERRA, que me apoiaram e incentivaram, na publicação deste livro histórico e técnico.

A Ubirazilda Maria Resende, pela taxonomia vegetal de algumas espécies e sua paciência, com seus ensinamentos botânicos no Herbarium, da UFMS.

Ao Eduardo Francisco dos Santos Filho e Marivan Marcos Paiva Ribas, pela doação do livro Plantas Aquáticas do Pantanal, de Vali J.Pott.

À Flavia Néri de Moura, gestora ambiental do Parque Estadual do Prosa e do Parque Estadual Matas do Segredo, sem o que, não poderia digitar este livro.

Ao Marcelo Seabra Paim, pela participação na formatação e fotos.

A Liliane Gomes de Oliveira, pelas fotos.

Ao Professor Cláudio de Almeida Conceição, da UFMS, pela orientação e apoio para a execução deste projeto.

Ao Mestre Ecólogo Edmur Lavezo Gomes, pela força de vontade e pela admiração pelo seu trabalho.

Ao Engº Florestal Reginaldo Brito da Costa, pela doação de seu compêndio Fragmentação Florestal e Alternativas de Desenvolvimento Rural na Região Centro-Oeste, que é muito útil para o meu dia a dia. (pág.80).

Em especial, à minha família, que sempre me incentivou a lutar pelos meus ideais.

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CHÁCARA SANTA INÊS ( DE 1983 A 1989 )

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O Previsul – Instituto de Previdência de Mato Grosso do Sul, manda topógrafos e engenheiros agrimensores, para fazer um levantamento planialtimétrico do local, para posteriormente se proceder aos arruamentos e demarcações dos lotes onde serão construídas 2.500 casas, que seriam para funcionários públicos estaduais.

Vários piquetes de 0,70cm com a ponta de cima pintada na cor vermelha estavam sendo colocados. Tinha cerca de dez homens trabalhando e abrindo picadas no mato. Motoserras foram utilizadas para retirar árvores maiores. Uma maquina D-40 de esteira foi arrancando arbustos, raízes mais profundas e arrancando tocos, com correntões e buldozeres.

O loteamento Jardim Presidente ainda era um cerrado, já arruado e tinha pouquíssimas casas. Tinha só um ônibus que vinha do centro para cá, às 6:00hs e depois só às 18:00hs. Não tinha água encanada, iluminação pública, telefone, nada.

A movimentação e as promessas iniciais, de emprego a moradores locais, foi muito grande: pedreiros, serventes, carpinteiros, ferreiros, etc. O que fez que muita gente, corresse a comprar lotes neste bairro, pela Imobiliária Multiplik, na esperança de arrumar um emprego, que segundo a Previsul Empreendimentos Imobiliários, sería bem duradouro, pois a previsão de entrega das casas, sería após quatro anos. Foi como a corrida do ouro.

Após 30 dias de trabalho pelos técnicos de campo, da engenharia contratada, já se notavam “ruas” aparecendo no interior da mata e centenas de estacas demarcando as quadras. Foi quando colocaram placas informativas, na Avenida Marques de Herval, oferecendo vagas para trabalhadores: braçais, operadores de motoserras, traçadores,etc.

A trilha da onça foi aberta pela D-40 de esteira para dar acesso a veículos. Uma clareira enorme foi aberta, logo atrás do hoje posto de policia ambiental, e foram arrancadas do solo, inúmeras árvores de madeira de lei; os arbustos e restos de árvores destroçadas e misturadas a enormes quantidades de terra do subsolo, foram se acumulando nos lados desta clareira.

Logo se via, alguns trabalhadores utilizando toras cortadas para se erguer um acampamento, onde se acomodariam pessoas, máquinas e equipamentos.

Nas semanas que se seguiam, ouvia-se o ensurdecedor barulho das motoserras cortando árvores frondosas e de belezas ímpares; os traçadores cortando árvores menores e muitos homens com machados; cortavam desordenadamente, a torto e a direito, com o intuito de desmatar, de arrancar o manto verde que cobria o solo nú da mãe natureza.

Meu coração se comprimia a cada árvore abatida. De que adiantou tanta divulgação no rádio amador; estava impotente e nada podia fazer, senão observar… rezava fervorosamente aos meus orixás da natureza, para que aquela devastação parasse.

A cada dia de trabalho efetuado, caminhava entre as árvores caídas, ainda “ouvindo” seus lamentos, seus gritos sufocados, seus pensamentos que adentravam meu cérebro como um punhal afiado e gritavam: “porquê fizeram isto conosco? Qual o mal que fizemos à raça humana? Porque nos cortam, se ajudamos o homem?”.

Ao sair da mata, olhava o solado de meus sapatos, e grudados neles, seivas e látex com areia, mostravam o palco verdinolento daquela hecatombe monstruosa.

No mesmo mês teria eleições e com a mudança do chefe de estado e a nova constituição de 1988, novos decretos de defesa da flora, parariam por algum tempo, aquela obra absurda. Além disto, todo político precisa de dinheiro para suas alegóricas campanhas e a obra teria que ser paralisada até o outro ano; o que daria algum tempo, para arquitetar um plano ecológico para frear aquela destruição toda.

Mas, ficaram no local, um caminhão meleiro que abastecia os tratores que também ficaram e um caminhão pipa. Os trabalhadores braçais foram dispensados, ficando os operadores de motoserras, que continuariam os serviços de corte, além dos traçadores. À noite, um só vigia era colocado para cuidar das máquinas, ferramentas e equipamentos, além dos combustíveis.

Aquela mata, ao longo dos anos, foi depredada por caçadores, raizeiros e também já tinha sido palco de uma guerra entre traficantes de cocaína e o próprio exército, que jogou até granadas e “napalm” para desalojar possíveis criminosos de seu meio, e agora, sería dizimada para construção de casas… algo teria de ser feito.

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JARDIM BOTÂNICO — HISTÓRICO

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Em 18 de novembro de 1990, foi assinada por Nilson de Barros (Secretário Estadual do SEMA); João Silvério Pereira (presidente da Associação Regional de Produtores Hortifrutigranjeiros); João Eduardo R. Pinheiro (Diretor Técnico do Ceasa); Joaquim Duran da Silva (Presidente do Jardim Presidente); Jorcy Neves Luis (Presidente do Jardim Campo Belo); Ieda Maria Bortolotto (Tesoureira do ECOA – Ecologia e Ação) e acompanhado pelo autor deste livro, a Proposta para transformação da Chácara Santa Inês em Unidade de Conservação.

A Chácara Santa Inês, também conhecida como Mata do Segredo, era uma área de 179ha, constituída por 16 chácaras de vários proprietários, que foi adquirida pelo Previsul, como forma de investimento de seu patrimônio. Devido às características ambientais da área, não foi possível a realização de nenhum empreendimento imobiliário por parte do Previsul.

A área ficou abandonada durante algum tempo, sofrendo pressões por parte da população, que deu início à caça e extração de produtos florestais.

Anteriormente fora cedido à Secretaria de Segurança Pública por um prazo de 10 anos, que teria permissão de uso de 10ha para construção de uma unidade da Policia Militar, encarregada da fiscalização.

A Chácara Santa Inês, localiza-se ao norte da cidade de Campo Grande e ocupa, uma área de 181,5157m2.

Estão presentes várias espécies de animais silvestres que utilizam o ambiente para nidificação, alimentação, reprodução e abrigo, sendo inclusive local de pouso para aves migratórias.

As trinta e três nascentes não sofreram interferência antrópica e o solo é predominantemente arenoso e o terreno apresenta declividade que se acentua próximo ao córrego e suas nascentes, chegando a atingir 90º. No local, onde se situa uma pequena cachoeira de considerável valor cênico e paisagístico. A textura do solo, associada ao relevo da área, impede os riscos de processos erosivos e carreamento de sedimentos para os cursos de água.

Ressalta-se que o córrego Segredo tem importância histórica, já que a cidade de Campo Grande se desenvolveu, entre este córrego e o Prosa, que já tem sua nascente preservada pela Reserva Ecológica do Parque dos Poderes, atual Parque Estadual do Prosa.

A oeste da área, a jusante das nascentes existe concentração de hortifrutigranjeiros que dependem das águas, para irrigação.

E na época, a administração da área e elaboração do plano de manejo ficou sob a responsabilidade da SEMA em conjunto com a comunidade interessada.

Alguns animais e aves observados pelos moradores:

Sagui…………………………….Callithris penicillata

Bugio……………………………Aloutta caraya *

Irara……………………………..Eira bárbara

Anta…………………………….Tapirus terrestris

Coelho………………………….Oryctolagus cuniculus

Lebre…………………………….Lepus capensis *

Paca……………………………..Agouti paca

Tatu-bola……………………..Tolypeutus matacus *

Tatú-galinha………………….Dasypus novemcinctus

Mutum………………………….Crax fasciolata *

Macaco-prego………………..Cebus apella

Onça-parda……………………Felis concolor

Lobo-guará……………………Chrysocyon brachyurus *

Lobinho………………………..Cerdocion thous

Cutia…………………………….Dasyprocta punctata

Veado-mateiro………………..Mazama guazoubira

Tamanduá-bandeira…………Myrmecophaga tridactyla *

Tamanduá-mirim…………….Tamandua tetradactyla

Periquito………………………..Brotogeris versicolorus

Papagaio………………………..Amazona aestiva

Sucuri……………………………Eunectes notaeus

Jaguatirica……………………..Felis pardalis *

* Ameaçados de extinção.

O Jardim Botânico de Campo Grande foi criado em 17 de março de 1993 pelo Decreto Estadual nº 7.119/93, tendo sido administrado oficialmente pela SEMA/MS até dezembro de 1993, quando foi criada a Fundação 3º Milênio – Natureza Viva. Mediante convênio celebrado entre ambas em junho de 1995, a SEMA assumiu a função de assessorar tecnicamente a Fundação, na administração da área.

Em 1996, o Previsul, proprietário da área, rescindiu unilateralmente o termo de cessão de uso que era de 10 anos, informação esta prestada pelo então Núcleo de Proteção à Flora, do DCRN, em 18 de fevereiro de 1997.

A partir da fusão da Fundação 3º Milênio – Natureza Viva, com a Fundação 3º Milênio – Pantanal, que resultou na FEMAP- Fundação Estadual de Meio Ambiente – Pantanal, criada em 16 de janeiro de 1998, o Jardim Botânico de Campo Grande, estava sendo administrado pela FEMAP.

Há no local uma unidade da Policia Militar Ambiental, que é para fiscalizar a área; construída com a mão-de-obra de moradores do Jardim Presidente, e com materiais de construção, parcialmente conseguidos de doação pelo então Cabo PM Paulo Roberto Nunes (comandante do posto) e também, através de doações de moradores locais. O início da construção do posto foi em 01 de junho de 1991, terminando suas obras em 13 de junho de 1992.

O Jardim Botânico de Campo Grande era administrado pela SEMA-MS; cuja atuação objetiva seria deter a extinção de espécies da flora e promover a conservação, classificação, avaliação e utilização do patrimônio genético de plantas; e tinha um propósito triplo: conservação, propagação de espécies e educação do público.

Seria aberto à visitação pública com a finalidade de pesquisa, educação e lazer.

Alguns ecossistemas do estado de Mato Grosso do Sul e talvez, do Brasil, se encontrarão representados no local, através de espécies características. As coleções de plantas serão mantidas e ordenadas cientificamente.

Em junho de 1993 foi feito o cercamento da área, que conta com 6.162,887m de perímetro, com postes de concreto e 11 fios de arame farpado e liso, feitos pela Champion Celulose de Três Lagoas-MS, em acordo com a SEMA-MS, através de compensação ambiental.

As propostas apresentadas em forma de estudo por estudantes vários da UFMS, UNIDERP, Fundações, ONG’s, etc., não se somam, visto que cada uma, não comunica a outra e estes estudos, teses, monografias ou dissertações, permanecem em gavetas de suas instituições, quando o certo, sería uma formação de equipe que apresentaria uma proposta real, para o plano de manejo e a inauguração positiva da área, à comunidade, que tanto lutou por este parque.

Neste espaço de tantos anos de pesquisa e levantamento florístico do Jardim Botânico, realizamos eu e Geô, um plantio de 75.000 mudas de essências arbóreas nativas da área, em clareiras abertas ou antigos locais desmatados, recobrindo aproximadamente 90% da área, que hoje se regenera naturalmente, mantendo inclusive, um relatório diário escrito, deste trabalho idealista e ecológico, mesmo com todas as dificuldades financeiras, com aquisição de ferramentas ou alimentação básica para nossa sobrevivência.

Pensando nisto, e com o crescimento populacional de bairros em torno da área e a crescente necessidade de recebermos ajuda externa; criamos o GEMAS – Grupo Ecológico de Manutenção das Matas do Segredo; composta exclusivamente por meninos de rua, com 11 crianças, que antes caçavam com estilingues, na mesma mata, que hoje conservam, em 01 de novembro de 1990.

Elaboramos um viveiro florestal, na Avenida Gualter Barbosa, no Jardim Campo Belo, onde ensinávamos estas crianças, a coletar sementes, beneficiar, quebrar sua dormência, identificar espécies florestais, semear, encher saquinhos, adubação orgânica, feitio de composteira, plantar no campo,etc.

Com o passar do tempo, o terreno foi ficando pequeno, para nossas atividades; foi quando procuramos o soldado PM Waldir Rodrigues Da Motta Antunes; que em 10 de outubro de 1992, tornou-se o responsável pela fiscalização policial da mata; para ali fixar o viveiro florestal do GEMAS.

Ali os meninos, já com a influência militar do soldado PM Da Motta, queriam fardas e coturnos para caminhar na mata. Foi quando se criou a Guarda Florestal Mirim e conseguimos da Fundação O Boticário a doação do primeiro fardamento, em 04 de outubro de 1994.

No dia 07 de janeiro de 1995, doei para os alunos Caco, Dionísio, Renan, Paulo, Hoender, Fabrício, Lúcio, Claudemir, Denílson, Diego e China, cinqüenta saquinhos plásticos de mudas para cada um, para que fizessem seus próprios viveiros florestais em casa. A satisfação foi maior em 18 de abril de 1995, quando vários meninos, entre eles o Renan, já comercializavam mudas em sua casa, e ensinava outros garotos de rua a plantar.

No dia 23 de novembro de 1990, solicitei a GERCG da Sanesul, para coletar água da nascente para análise e seu resultado foi:

PH…………………………………………5,9

Alcalinidade HO………………………0

Alcalinidade CO3…………………….0

Alcalinidade HCO3…………………20

Alcalinidade total…………………….20

Gás Carbônico livre…………………51

Dureza total…………………………….23

Cloreto…………………………………..1,0

Acidez……………………………………9,0

Cálcio…………………………………….6,4

Magnésio……………………………….1,7

Turbidez………………………………..5,7

Cor………………………………………..8,0

Oxigênio consumido………………..1,0

Resíduos de cloro…………………….0

Bactérias…………………………………0

Conclusão: Exame Físico Químico e exame bacteriológico: atendem aos padrões de potabilidade estabelecidos. Responsável pelo laboratório: Felizana Maria Maia da Silveira.

Em 01 de junho de 1999, foi realizado o mapeamento por satélite da trilha 1 com 750m e trilha 2 com 987 m de percurso, do posto policial ambiental às nascentes do rio Segredo, pelos topógrafos do DOP: Jonas de Almeida Batista e Walfrido Cardoso Gomes, totalizando um percurso de 1.737m

No período de 1994 a 1998, quaisquer outras informações a respeito do Jardim Botânico e da extinta GEMAS, hoje, Patrulha Florestinha, encontram-se em poder da CIPMA e da SEMA, que não cederam informações para publicar neste livro, devendo os interessados, procurar obtê-las nas autarquias de origem.

Em 18 de maio de 2.000, foi realizado o mapeamento por satélite, dos cantos divisórios, inclusive com informações de latitude e longitude, com topógrafos e agrimensores do TERRASUL, com um GPS profissional costal, da Garmin.

Em agosto de 1991, foi desmembrada uma área do Jardim Botânico, às margens de um açude artificial, que foi entregue ao Senhor Albino Galdino Carvalho, por ali ter morado durante 40 anos,(figura na página 16). A metragem e coordenadas desta área, encontram-se no Levantamento planialtimétrico da Chácara Santa Inês, na Divisão de Cartografia e Geografia do Departamento de Terras e Colonização (TERRASUL).

Na Tabela de 1991, cada canto divisório, com seus lados, foi demarcado, na seguinte maneira:

LADOS AZIMUTES DISTANCIAS(m)

M01 – M02……………….52.o.43’32”…………………………..295,32

M02 – M03………………306.o.49’16”……………………………73,98

M03 – M04……………….51.o.11’03”……………………………782,63

M04 – M05………………335.o.05’44”……………………….1.271,15

M05 – M06………………235.o.58’53”……………………….1.698,42

M06 – M07………………228.o.22’19”…………………………..115,11

M07 – M08……………….193.o.12’17”……………………………11,09

M08-M09…………………92.o.10’31”…………………………….45,44

M09-M10…………………80.o.00’16”…………………………..180,85

M10-M11……………….154.o.05’14”…………………………..117,95

M11-M12…………………65.o.32’06”……………………………189,00

M12-M13……………….144.o.22’51”……………………………377,51

M13-M14……………….215.o.35’42”……………………………116,19

M14-M15……………….131.o.07’40”……………………………..15,93

M15-M16……………….130.o.31’20”……………………………424,85

M16-M17…………………52.o.18’55”…………………………….111,16

M17-M01………………..130.o.20’15”……………………………307,65

As divisas são:

De M01 a M04, com o Jardim Presidente.

De M04 a M05, com a Avenida Marques de Herval.

De M05 a M08, com a fazenda de Elisa Zahran.

De M08 a M11, com Jorge Miyashiro.

De M11 a M14, com Manoel Santana.

De M14 a M16, propriedade particular.

De M16 a M01, com Benedito Celso Rodrigues Dias.

E em 05 de junho de 2000, através do Decreto Estadual nº 9.935, foi criado o PEMS – Parque Estadual Matas do Segredo, sendo este uma unidade de conservação de proteção integral de acordo com a lei federal nº 9.985 de 18 de julho de 2000, que instituiu o SNUC – Sistema Nacional de Unidades de Conservação, administrada pela SEMA, através do IMAP de Mato Grosso do Sul, possuindo área total de 181,8940ha e 6.162,887m de perímetro.

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COLABORAÇÃO COM ACADÊMICOS

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Em dezembro de 1987, o acadêmico de Biologia Munier Abrão, apresentou sua dissertação, com o titulo “Angiospermas da Chácara Santa Inês”, na qual o acompanhei, no levantamento apresentado e na coleta de material prensado, que sería levado para as funcionárias do Laboratório de Botânica e Ecologia: Luci de Deus Lopes e Sueli Lascano. O mesmo teve como professores: Arnaldo de Oliveira, Tereza Cristina Stocco Pagotto e Cláudio de Almeida Conceição.

Já em outro ano, acompanhei Edna Scremin-Dias e Teresa Cristina Stocco Pagotto (Professoras da UFMS), Ubirazilda Maria Resende (Bióloga da UFMS), Ademir Kleber Norbeck de Oliveira e Marilda Cristina Akiko Fukuda (Biólogos) e a acadêmica de Biologia/UFMS: Elizabete Burckhardt, em um Estudo Fitossociológico do Estrato Arbóreo da Fazenda Santa Inês, onde foi usado o método do quadrante (“Point-centered Quarter Method”) segundo Cottam & Curtis,(1956) (cf. Dombois-Muller & Ellemberg,(1974) e a análise dos parâmetros pelo programa Fitopac 1 segundo Shepherd, (1988)).

Este mesmo trabalho, foi apresentado de 20 a 26 de janeiro de 1991, no Congresso Nacional de Botânica, XLII, em Goiânia (GO), por Edna Scremin – Dias, e publicado em Resumos…Goiânia (GO) Sociedade Botânica do Brasil, na pagina 187, em um livro com 562 paginas.

cartografPEMS-1

cartografPEMS-2

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PRINCIPAIS FATOS RELACIONADOS À ÁREA DO PARQUE ESTADUAL MATAS DO SEGREDO

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26/06/1986: esta área, anteriormente formada por diversas glebas (chácara Santa Inês) pertencentes a 6 pessoas de 2 famílias (Fujihara e Faria) de São Paulo-SP, foi adquirida pelo PREVISUL, conforme registro de Imóveis da 1ª Circunscrição – matrícula 110.636 do Cartório do 1º Ofício de Campo Grande-MS;

1987/1988: com o início do desmatamento (arruamentos, demarcação de lotes, etc) do cerrado por homens e máquinas contratados pelo Previsul Empreendimentos Imobiliários para a construção de casas (segundo Oficio/DG/Previsul/Nº 267/97 o objetivo seria atender ao Programa Imobiliário do Instituto) deu-se início a uma mobilização por parte da população de bairros do entorno que resultou na entrega, juntamente com ongs, a um abaixo assinado ao governador do estado;

22/06/1989: Previsul fez um Termo de Cessão de Uso por 10 anos à SSP – Secretaria de Segurança Pública;

14/12/1990: Previsul fez rescisão do Termo de Cessão de Uso com a SSP e fez outro com a SEMA por 10 anos;

21/02/1992: O Previsul cedeu 5ha a SES – Secretaria de Estado da Saúde;

19/06/1992: Previsul assinou com a SEMADES Termo Aditivo à Cessão de Uso reduzindo a área em 5ha;

17/03/1993: Governador Pedro Pedrossian transformou esta área, juntamente com algumas propriedades, no Jardim Botânico de Campo Grande (179ha e 3.595,02 m²) pelo Decreto Estadual nº 7.119/93 de 17 de março de 1993;

30/03/1993: Previsul fez um Termo Aditivo à Cessão de Uso por cinco anos de 5ha com a Secretaria de Estado de Saúde;

1995: a Procuradoria Geral de Justiça instaurou o Inquérito Civil nº 23/PGJ/95 com o objetivo de investigação e apuração de possíveis irregularidades com relação ao patrimônio e gestão do Previsul;

03/07/1996: a Procuradoria Geral do Estado sugeriu a rescisão do Termo de Cessão de Uso com a SEMA através do Parecer PGE048/95-PAA/nº013/95;

15/08/1996: a CPI do Previsul (Processo 189/95 formado por 16 volumes, além de pastas denominadas “Fatos” de números 01 a 06, 08 a 13, 16, 18 e 19) foi criada pela Assembléia Legislativa do Estado pelo Ato 07/96 sendo concluída em 07/05/1997;

08/05/1997: o Procurador Geral de Justiça despachou determinando que o Relatório Final e o Processo nº 189/95 da CPI fossem apensados ao Inquérito Civil nº 23/PGJ/95;

27/10/1997: o Diretor Geral do Previsul confirma, através do Ofício/DG/Previsul/Nº267/97 que não encontrou “estudos prévios para aquisição” nem “projeto de utilização”, mas considera que a área foi adquirida para o “Programa Imobiliário” (construção de moradias aos servidores públicos);

23/02/1999: Idaterra abriu o Processo nº 06/225. 014/1999 sobre ação de usucapião (feito 9832218-3) promovida por espólio de Albino Galdino de Carvalho contra Sebastião Alves Nantes;

31/05/2000: Idaterra abriu o Processo nº 06/220. 070/2000 sobre “roteiro visando à criação da unidade e estudo fundiário” apensando a este o Processo nº 06/225. 014/1999;

05/06/2000: reconhecendo que a categoria é inadequada, o Governo Estadual transformou esta área no Parque Estadual Matas do Segredo (unidade de conservação) através do Decreto Estadual nº 9.935, compreendendo uma área total de 177,58ha. Atualmente é considerada uma unidade de conservação de proteção integral (pelo novo SNUC), onde qualquer uso direto de seus recursos naturais (como extrativismo, caça, pesca, extração de madeira ou qualquer outro produto florestal, manejo de fauna, etc) está proibido, sendo só permitidas atividades como turismo, educação ambiental e pesquisa científica. Pois o artigo 1º da Lei Estadual de 05/06/2000 que criou este parque estabeleceu estes objetivos:

A preservação de amostras do Cerrado e matas nela associadas além das espécies de flora e fauna;

A manutenção de bacias hidrográficas;

A valorização do patrimônio paisagístico e cultural do município de Campo Grande;

Sua utilização para fins de pesquisa científica, educação ambiental, recreação e turismo em contato com a natureza.

05/06/2000: outro Decreto Estadual declarou a área como de utilidade pública para fins de desapropriação, e em seu artigo 5º autorizou o Idaterra a “proceder, amigável ou judicialmente, a desapropriação” e a “invocar caráter de urgência para efeito de imediata emissão de posse das propriedades atingidas”;

18/07/2000: Foi criado o Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC, criado pela Lei Federal nº 9.985 de 18/07/2000 e regulamentado pelo Decreto Federal nº 4.340 de 22/08/2000.

A comunidade do entorno do PEMS realizou uma campanha chamada: Campanha SOS Parque Estadual Matas do Segredo, juntamente com as ongs: Fuconams (Fundação para a Conservação da Natureza do Mato Grosso do Sul) (e Pratiquecologia) e associações de moradores do Jardim Campo Belo, Jardim Presidente, Clube de Mães do Jardim Presidente e APPM (Associação de Pais dos Patrulheiros Mirins de Campo Grande), e USSITER (União Sul-Matogrossense dos Usuários do Sistema Integrado de Transporte Urbano e Estadual Rodoviário do Mato Grosso do Sul), que foi encaminhada ao Governador José Orcirio Miranda dos Santos, solicitando que:

O 15º Batalhão da Policia Militar Ambiental realize fiscalização intensiva no PEMS;

A SEMA, transferisse de volta seu único funcionário, José Antonio Masiero Coelho, que tinha sido lotado no PEP (Parque Estadual do Prosa), e que elaborasse seu Plano de Manejo para abrir a unidade ao público;

Que a SEMA/IMAP aplique corretamente os recursos de Compensação Ambiental no PEMS na forma prevista pela legislação do SNUC;

Que o Projeto Florestinha do 15º BPMA seja mantido no PEMS através de um Termo de Cessão de Uso de 20 anos ao representante legal deste projeto, e que fosse oficializado o Convênio de Cooperação entre o 15º BPMA, o IMAP/SEMA, a SETASS (Secretaria de Estado de Trabalho, Assistência Social e Economia Solidária), e a APPM (Associação de Pais dos Patrulheiros Mirins de Campo Grande), e que seus alunos recebessem capacitação para se tornarem futuros monitores (guias) do PEMS.

(Fonte: Edmur Lavezo Gomes – MPE/MS).

Sendo que na Semana do Meio Ambiente, realizada de 01 de junho a 5 de junho de 2004, a SEMA/IMAP realizou o DIPUC, em resposta a este abaixo-assinado, o que foi totalmente aprovado pela comunidade presente. Restando agora, que as datas marcadas sejam realmente aplicadas. Pois esta espera burocrática já tem 14 anos e a voz do povo é a voz de Deus.

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LEVANTAMENTO FLORÍSTICO DO PEMS

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Desde 1989, realizo este levantamento florístico do Jardim Botânico, localizado na Região do Segredo, última mata urbana de Campo Grande – MS, hoje PEMS – Parque Estadual Matas do Segredo.

No presente trabalho não foram marcadas DAP, CAP ou altura das espécies florestais. Acompanhei a fenologia ao longo destes anos, e agora apresento uma lista alfabética de famílias, nomes populares ou comuns e nomes científicos.

Segundo o Engº Agrônomo Reginaldo Gomes Yamaciro, a área atualmente é considerada uma floresta estacional semidecidual aluvial, que conta com 33 nascentes, que formam o rio Segredo.

Anotei espécies herbáceas, cipós, trepadeiras, do cerrado, cerradão, mata ciliar, campo limpo, campo sujo, etc.

Algumas espécies foram prensadas e enviadas ao Profº Cláudio de Almeida Conceição, da UFMS e à Profª Sueli Brandão, da UNIDERP, para identificação botânica e para confirmar a taxonomia vegetal, o que muito me ajudou.

O objetivo deste trabalho, é fornecer aos estudantes da flora sul-mato-grossense, conhecimentos suficientes, para que os mesmos, através de características macro-morfológicas, pudessem identificá-las, para o início de um trabalho de silvicultura com espécies nativas, além de registrar as espécies florestais da área e contar o histórico do parque, e a história das Matas do Segredo.

Este levantamento constitui uma contribuição para o conhecimento da fitogeografia do PEMS, além de fornecer as bases indispensáveis para pesquisas ecológicas, já que existem poucos trabalhos de inventário florestal de essências nativas, no estado de Mato Grosso do Sul.

LEVANTAMENTO DA FLORA NATIVA DO PEMS

ANACARDIACEAE

Aroeira……………………………Myracrodruon urundeuva

Aroeira-branca………………..Lithraea molleoides

Aroeira-pimenta……………..Schinus terebinthifolius

Gonçalo-alves………………….Astronium fraxinifolium

Guaritá……………………………Astronium graveolens

Pau-pombo……………………….Tapirira guianensis

ANNONACEAE

Araticum-dos-grandes……….Annona coriacea

Pindaíba-do-brejo……………..Xylopia emarginata

APOCYNACEAE

Chifre-do-diabo………………….Himatanthus obovatus

Guatambú-amarelo……………Aspidosperma parvifolium

Guatambu-do-cerrado……….A. macrocarpon

Guatambú-vermelho………….A. subincanum

Mangabeira……………………….Hancornia speciosa

Peroba-comum…………………..Aspidosperma polyneuron

Peroba-rosa……………………….A. cilindrocarpon

ARALIACEAE

Carobão……………………………..Sciadodendron excelsus

Maria-mole………………………..Dendropanax cuneatum

BIGNONIACEAE

Caroba-branca…………………..Sparattosperma leucanthum

Ipê-amarelo……………………….Tabebuia ochracea

Ipê-branco…………………………Tabebuia roseo-alba

Ipê-branco-do-brejo…………..Tabebuia dura

Ipê-roxo…………………………….Tabebuia avellanedae

Ipê-tabaco…………………………Tabebuia vellosoi

Jacarandá-caroba……………..Jacaranda cuspidifolia

Caraíba…………………………….Tabebuia caraíba

BOMBACACEAE

Embiruçu………………………….Pseudobombax grandiflorum

Paina-amarela…………………..Pseudobombax longiflorum

Paineira-do-campo…………….Eriotheca gracilipes

BORAGINACEAE

Louro-do-mato-grosso………..Cordia glabrata

Louro-mole………………………..Cordia sellowiana

BURSERACEAE

Almecegueira……………………..Protium heptaphyllum

CARICACEAE

Jaracatiá……………………………..Jacaratia spinosa

CARYOCARACEAE

Pequi…………………………………..Caryocar brasiliense

CECROPIACEAE

Imbaúba………………………………Cecropia pachystachya

CHRYSOBARANACEAE

Angelim-dos-morcêgos………….Couepia grandiflora

COMBRETACEAE

Amarelinho…………………………..Terminalia triflora

Capitão-do-campo…………………T. argentea

Cerne-amarelo……………………..T. brasiliensis

COMPOSITAE

Cambará-do-mato…………………Gochnatia polymorpha

DILLENIACEAE

Lixeira……………………..Curatella americana

ERYTHROXYLACEAE

Sombra-de-touro…………………….Erythroxylum suberosum

EUPHORBIACEAE

Caixeta………………………………….Croton piptocalix

Canudeiro……………………………..Mabea fistulifera

Carneiro………………………………..Pera obovata

Leiteiro-branco……………………….Micrandra elata

Pau-marfim…………………………….Maprounea guianensis

Sangra d-água…………………………Croton urucurana

FLACOURTIACEAE

Café-de-bugre………………………….Casearia sylvestris

Espeteiro………………………………….C. gossypiosperma

GUTTIFERAE (Clusiaceae)

Guanandi…………………………………Calophyllum brasiliense

Pau-santo…………………………………Kielmeyera variabilis

HIPPOCRATEACEAE

Siputá………………………………………Salacea eliptica

LAURACEAE

Canela-amarela……………………….Ocotea velutina

Canela-fedorenta…………………….Nectandra lanceolata

Canela-preta…………………………..Ocotea pullchella

LECYTHIDACEAE

Jequitibá-branco………………………Cariniana legalis

Jequitibá-vermelho………………………….C. estrellensis

LEGUMINOSAE-CAESALPINIOIDEAE (Caesalpiniaceae)

Canafistula…………………………….Peltophorum dubium

Carvão-vermelho…………………..Diptychandra aurantiaca

Copaíba…………………………………Copaifera langsdorffii

Jatobá-do-cerrado………………….Hymenaea stigonocarpa

Jatobá-mirim…………………………Hymenaea courbaril var.stilbocarpa

LEGUMINOSAE-FABOIDEAE

Angelim…………………………………Vatairea macrocarpa

Mata-baratas………………………….Andira cuyabensis

LEGUMINOSAE-MIMOSOIDEAE

Barbatimão……………………………Stryphnodendron adstringens

Monjoleiro…………………………….Piptadenia gonoacantha

Vinhático………………………………Plathymenia reticulata

LEGUMINOSAE-PAPILIONOIDEAE

Amendoim-bravo………………………………Platypodium elegans

Amendoim-do-cerrado…………..Pterogyne nitens

Araribá…………………………………Centrolobium tomentosum

Caviúna-candeia…………………..Machaerium scleroxylon

Caviúna-do-cerrado………………Dalbergia miscolobium

Chapadinha………………………….Acosmium sublegans

Coração-de-negro…………………Poecilanthe parviflora

Cumbarú……………………………..Dipteryx alata

Imburana……………………………..Amburana cearensis

Jacarandá-roxo…………………….Machaerium stipitatum

Mulungú………………………………Erythrina falcata

Olho-de-cabra………………………Ormosia arbórea

Sapatinho-de-judeu……………..Erythrina mulungu

Sucupira-amarela………………..Sweetia fruticosa

Sucupira-branca…………………..Pterodum emarginatus

Sucupira-preta……………………..Bowdichia virgilioides

LEGUMINOSAE-LYTHRACEAE

Dedal……………………………………Lafoensia pacari

MALPIGHIACEAE

Murici-do-campo…………………..Byrsonima baciloba

MELIACEAE

Marinheiro……………………………..Guarea guidonia

Canjerana…………………………….Cabralea canjerana

Catiguá…………………………………Trichilla claussenil

Carrapeta……………………………..T. hirta

Cedro-rosa……………………………Cedrela fissilis

MIRISTICACEAE

Ucuúba-vermelha………………….Virola sebifera

MORACEAE

Amora-branca……………………….Maclura tinctoria

Figueira-branca…………………….Ficus guaranítica

MYRSINACEAE

Pororoca……………………………….Rapanea ferruginea

MYRTACEAE

Araçá…………………………………..Psidium cattleianum

Guavira……………………………….Campomanesia eugenioides

Guabiroba………………………….. C. xanthocarpa

Pêssego-do-mato………………….Hexachlamys edulis

Pitanga-cabaca…………………….Eugenia sp

Sete-capotes……………………….Campomanesia guazumaefolia

Uvaia…………………………………..Eugenia pyriformes

OCHNACEAE

Farinha-seca………………………..Ouratea castanaefolia

PALMAE (Arecaceae)

Bocaiúva……………………………………………Acrocomia aculeata

Jerivá…………………………………..Syagrus romanzoffiana

PHYTOLACCACEAE

Pau-d’alho…………………………..Gallesia integrifólia

Umbuzeiro……………………………Phytolacca dióica

POLYGONACEAE

Pau-novato……………………………Triplaris brasiliana

PROTEACEAE

Carne-de-vaca………………………Roupala brasiliensis

RHAMNACEAE

Cabrito…………………………………Rhamnidium elaeocarpus

Sobrasil………………………………..Colubrina grandulosa

ROSACEAE

Coração-de-bugre………………….Prunus sellowii

RUBIACEAE

Marmelada…………………………….Alibertia edulis

Marmelada-preta……………………Alibertia sessilis

RUTACEAE

Guarantã…………………………………Esenbeckia leiocarpa

Mamica-de-porca…………………….Zanthoxylum rhoifolium

Osso-de-burro…………………………Helietta apiculata

SAPINDACEAE

Camboatã-vermelho………………..Cupania vernalis

Maria-pobre……………………………Dilodendron bipinnatum

Murta-vermelha……………………..Allophyllus edulis

Pau-crioulo…………………………….Diatenopteryx sorbifolia

Sabão-de-soldado……………………Sapindus saponaria

Timbó-de-árvore………………………Magonia pubecens

SAPOTACEAE

Curriola…………………………………..Pouteria torta

SIMAROUBACEAE

Perdiz………………………………………Simaruba versicolor

STERCULIACEAE

Chico-magro…………………………….Guazuma ulmifolia

Manduvi…………………………………..Sterculia striata

STYRACACEAE

Benjoeiro………………………………..Styrax camporum

Estoraqueiro…………………………….S. pohlii

Limoeiro-do-mato…………………….Styrax ferrugineus

TILIACEAE

Açoita-cavalo……………………………Luehea candicans

Açoita-cavalo-graúdo………………..L. grandiflora

Pau-de-canga……………………………L. divaricata

Pau-jangada……………………………..Apeiba tibourbou

ULMACEAE

Crindiúva…………………………………Trema micrantha

VERBENACEAE

Lixa………………………………………….Aloysia virgata

Tarumã……………………………………Vitex montevidensis

VOCHYSIACEAE

Carvão-branco…………………………Callisthene fasciculata

Colher-de-vaqueiro………………..Salvertia convallariaeodora

Pau-terra…………………………………Qualea grandiflora

Pau-terrinha……………………………Qualea parviflora

Pau-tucano………………………………Vochysia tucanorum

WINTERACEAE

Casca-de-anta………………………….Drimys winteri

COLETAS DE SEMENTES

Janeiro:- aroeira-pimenta, ingá-do-brejo, cajuzinho-do-campo, timbó, jamelão-do-mato e pequi.

Fevereiro:- congonha-de-bugre, imbaúba, jamelão-do-mato, crindiúva, ingá-do-brejo, sangra-d’-água, cajá-mirim, pau-pombo e ingá.

Março:- araçá, cajá-mirim, imbaúba, figueiras, sucupira-branca, pau-rosa, pindó, acerola, canafistula e amendoim-bravo.

Abril:- canafistula, munguba, guapuruvú, aroeira-pimenta, gabiroba e guaritá.

Maio:- amendoim-bravo, olho-de-cabra, canafistula, jacarandá-do-cerrado, cedro e paineira.

Junho:- murta, barbatimão, faveiro, canafistula, jacarandá-caroba, vinhático, boca-boa ou tarumarana, jequitibá, guapuruvú e paineira-do-cerrado.

Julho:- marmelada, boca-boa, vinhático, colher-de-boiadeiro, sucupira-preta, jequitibá, bacuri, gabiroba, pau-bosta, almécega, canjerana, quebra-foice, paineira, cedro, guapuruvú, louro-pardo, timbó, castelo, canudeiro, cinamomo, carneiro, canelas, quina-doce, jacarandá, guatambu, faveiro, pau-pereira, marmelada e mamica-de-porca.

Agosto:- boca-boa, cabriteiro, pau-d’-óleo, barbatimão, chico-magro, ximbuva, angico-vermelho, guatambu, sabão-de-soldado, falso-ingá, pau-tucano, amendoim-do-cerrado, louro-pardo, tamarindo, puta-pobre, canela-de-macaco, jatobá, guatambu-miúdo, pau-ferro ou jucá, ximbuva, cerejeira ou imburana, vinhático, ipê-roxo, jacarandá-caroba, guatambu-da-folha-larga, ipezinho, canudeiro, pindó, aroeira, camboatã-vermelho, cumbarú, marmelo-preto, balsimin ou carvão-vermelho, cabreúva, paina-do-cerrado, angico-preto, pau-terrinha, quina-doce e quina-amarga.

Setembro:- ipê-roxo, angico-branco, angico-jacaré, aroeira, barbatimão, caraíba, paratudo, uvaia, ipê-amarelo-felpudo, mulungú, caju, ipê-amarelo-liso, ximbuva, ipê-verde, dedal, pau-bosta, sucupira-preta, faveiro, pau-terrinha, pau-terra e mangaba-brava.

Outubro:- gonçalo-alves, uvaia, cumbarú, paratudo, ipezinho, ipê-amarelo-liso, teipoca, ipê-branco, pindó, pinha-do-brejo, angelim-doce, jamelão-do-mato, catiguá, marolinho, mamica-de-cadela, ucuúba, amor-agarradinho, juúna, jaca e pau-jangada.

Novembro:- jenipapo, guapeva e oiti-pardo.

Dezembro:- tarumã, guapeva, curriola, curte-seco, cascudinho, canelas e amoreira-branca.

Observações:- Note-se que algumas espécies acima apresentadas, não fazem parte do parque. Mas, como é a época de sua colheita, acrescentei estas informações.

Nas próximas páginas, acrescento a Fenologia de Frutificação e a Dispersão da Avifauna em dois parques e no CRAS – Centro de Reabilitação de Animais Silvestres, assim como a Utilidade das Madeiras, antes de colocar As Plantas Medicinais do PEMS. Por último, o relato de meus trabalhos no parque, desde quando este nem era unidade de conservação.

FENOLOGIA DE FRUTIFICACÃO

(Nome popular : Frutificação)

Amendoim-bravo…………jun/jul

Amendoim-do-campo…..mai/jun

Angico-branco…………….abr/jun

Angico-do-cerrado……….abr/jun

Angico………………………..jun/jul

Araribá……………………….ago/set

Aroeira-pimenta…………..jan/mar

Aroeira……………………….set/out

Barbatimão………………….mai/jun

Camboata……………………nov/dez

Canafistula………………….abr/out

Canelas (várias)…………..dez/jan

Canjerana……………………todo ano

Carne-de-vaca……………..abr/jun

Caroba………………………..jun/ago

Cascudinho…………………jun/set

Cedro…………………………mai/jun

Cumbarú…………………….set/out

Dedal…………………………fev/jun

Figueira…………………. ….mar/abr

Guapuruvú………………….abr/ago

Guatambu…………………..jun/jul

Imburana……………… ……set/out

Ipê-amarelo………………..out/nov

Ipê-branco………………….ago/out

Ipê-felpudo…………………ago/set

Ipê-roxo…………… ……….nov/dez

Ipê-verde……………………ago/set

Jatobá………………………..jul/out

Jequitibá-branco………….jun/ago

Jequitibá-vermelho………jun/ago

Marinheiro…………………fev/abr

Olho-de-cabra…………….ago/set

Pau-d’-alho………………..junho

Pau-d’-óleo ou copaíba..ago/out

Pau-formiga……………….out/nov

Pau-jacaré………………….jul/out

Sucupira……………………..ago/out

Uva-do-japão………………abr/jun

Ximbuva…………………….jun/set

FRUTÍFERAS EXÓTICAS E NATIVAS, E OUTRAS PLANTAS NATIVAS; DISPERSÃO POR AVIFAUNA

(PEMS: Parque Estadual Matas do Segredo. PEP: Parque Estadual do Prosa. CRAS: Centro de Reabilitação de Animais Silvestres.)

Abacate (Laurus persea) Frutos: avifauna. (PEP).

Abacaxizinho (Ananas ananassoides) Fruto e folhas: capivara, anta e roedores. (PEP-PEMS).

Abre-noite-fecha-dia (Ipomoea alba) Sementes: aves. (PEP-PEMS).

Acerola (Malpighia glabra) Frutos: avifauna.(CRAS).

Água-pomba-macho (Melicoccus lepidopetalus) Frutos: avifauna (PEP).

Almécega (Protium heptaphyllum) Arilo do fruto: avifauna e o bugio comem o broto. (PEP-PEMS).

Ameixa-amarela (Prunus sp) Fruto: avifauna.(CRAS).

Amora (Morus nigra)- Frutos: avifauna.(CRAS).

Amora-branca (Maclura tinctoria)- Frutos: avifauna.(PEP-PEMS).

Angico-branco (Albizia niopioides) Ninho de arara-azul e do tuiuiú, pela copa aberta. (PEP-PEMS-CRAS).

Araçá (Psidium guineense) Frutos: aves e peixes. (PEP-PEMS).

Araticum (Annona coriacea) Frutos: avifauna, lobinho e teiú.(PEP-PEMS).

Arixicum-do-mato (Rollinia emarginata) Frutos: veados e lobinhos. (PEP).

Aroeira (Myracrodruon urundeuva) Frutos: periquitos e papagaios. (PEP-PEMS).

Assa-peixe (Vernonia scabra) planta toda: capivara e sementes: avifauna. (PEP-PEMS).

Ata-brava (Dughetia furfuracea) Frutos: veados e lobos.(PEP-PEMS).

Ata-de-cobra (Annona cornifolia) Frutos: veados. (PEP).

Azedinha (Begonia cuculata) Planta toda: veados e roedores.(PEP-PEMS).

Bocaiúva (Acrocomia aculeata) Frutos: tatú-peba, ratos, emas e araras. (PEP-PEMS).

Bucha (Luffa cylindrica) Frutos novos: veado e alguns roedores. (PEP-PEMS).

Cabeça (Capparis retusa) Frutos: avifauna. (PEP-PEMS).

Cacto (Opuntia bergeriana) Frutos: avifauna. (PEP-PEMS).

Café-de-bugre (Casearia sylvestris) Frutos: avifauna. (PEP-PEMS).

Cagaita (Eugenia dysenterica) Frutos: avifauna. (PEP-PEMS).

Cajá-mirim (Spondias lutea) Frutos: capivara, porco-monteiro, araras, outros animais. (PEP).

Cajamanga (Spondias dulcis) Frutos: porco-monteiro e jabuti. (PEP).

Caju-do-campo (Anacardium humile) Frutos avifauna e veados. (PEP-PEMS).

Camará-branco (Lantana cf.canescens) Frutos: avifauna. (PEMS).

Camará-rosa (Lantana camara) Frutos: avifauna.(PEP-PEMS).

Cambará (Vochysia divergens) Flores visitadas por beija-flor e macacos e comida por peixes. (PEP-PEMS).

Camboata (Cupania castanaefolia) frutos: aves. (PEP-PEMS).

Canjerana (Guarea guidonia) Frutos: capivara, roedores.(PEP-PEMS).

Canjiquinha (Coccoloba ochreolata) Frutos: aves, veado-mateiro e roedores. (PEP-PEMS).

Caraguatá (Bromélia balansae) Fruto cru:, rizoma cozido, eixo da inflorescência e botão floral: aves e quati. A capivara rói o centro da folha. É ninho de jacaré e refúgio de animais: porco-monteiro, cotia e quati, além da cobra jararaca ou caiçaca. (PEP-PEMS).

Caraguatá-chuça (Aechmea distichantha) capivaras. (PEP).

Carne-de-vaca (Roupala brasiliensis) Frutos: avifauna. (PEP-PEMS).

Carrapateira (Unonopsis lindmanii) Fruto maduro: arancuã, jacutinga, mutum, papagaios, sabiá, tucano, bemtevi, periquito, morcegos, bugio, coatis e roedores.(PEP-PEMS).

Carurú-do-brejo (Amaranthus lividus) Folhas: Capivara e roedores.(PEP-PEMS).

Catiguá (Trichilia catigua) frutos: avifauna. (PEP-PEMS).

Cera-cozida (Fagara chiloperone) Frutos: avifauna.(PEP).

Ceriguela (Spondias lutea) Frutos: porco-monteiro e jabuti.(PEP).

Chá-de-frade (Casearia sylvestris) Frutos: sabiá, e o lagarto vence a cobra se comer da folha. (PEP-PEMS).

Chico-magro (Guazuma ulmifolia) Frutos: bugio e outros animais. (PEP-PEMS).

Colher-de-vaqueiro ou moliana (Salvertia convallarieodora) Fruto verde: papagaio e outras aves. (PEP-PEMS).

Copaíba ou pau-d’-óleo (Copaifera langsdorffii) frutos e arilo: tucanos e araras.(PEP-PEMS).

Coroa-de-frade (Mouriri elliptica) Frutos: avifauna. (PEP-PEMS).

Crindiúva (Trema micrantha) Frutos: avifauna (PEP-PEMS).

Cruá (Sicana odorífera) Frutos: porco-monteiro e ratão-da-várzea ou do banhado. (PEMS).

Cumbarú (Dipterix alata) Fruto: roedores. (PEP-PEMS).

Curriola (Pouteria torta) Frutos: araras e papagaios. (PEP-PEMS).

Curumi (Muntingia calabura) Frutos: avifauna. (PEP-PEMS).

Dorme-dorme (Aeschynomene listrix var. incana) Folhas e flores: veado-catingueiro. (PEP-PEMS).

Embaúba (Cecropia pachystachya) – Fruto: bugio, tucano, morcegos e arancuã. (PEP-PEMS).

Espinho-da-colina (Cleome spinosa) Frutos: avifauna. (PEP).

Fava-de-arara (Hippocratea volubilis) Frutos: araras, papagaios, periquitos, etc. (PEP).

Faveiro (Dimorphandra mollis) Favas: roedores. (PEP-PEMS).

Faveiro (Dimorphandra mollis) Frutos: anta e roedores. (PEP-PEMS).

Figueira (Ficus sp) Frutos: bugio, coatis, papagaio e roedores.(PEP-PEMS).

Flor-da-terra (parasita de raiz) (Langsdorffia hypogaea) Flores: capivara e outros roedores. (PEP-PEMS).

Folha-branca (Miconia albicans) Frutos: aves (pombas).(PEP-PEMS).

Fruta-de-veado (Pouteria ramiflora) Frutos: aves, morcegos e veado-mateiro.(PEP-PEMS).

Fruta-do-conde (Annona squamosa) Frutos: avifauna (PEP).

Gabiroba (Campomanesia pubescens) Frutos: avifauna. (PEP-PEMS).

Genciana (Couepia grandiflora) Frutos: avifauna. (PEP).

Goiaba (Psidium guajava) Frutos: avifauna. (PEP-PEMS).

Guanandi (Calophyllum brasiliense) Frutos: avifauna. (PEP-PEMS).

Guaranazinho (Copaifera martii) Arilo dos frutos: tucanos e outras aves.(PEP).

Guavira (Campomanesia aromatica) Frutos: aves e peixes. (PEP-PEMS).

Imbé (Arum edule) e Guaimbé (Philodendron imbe) frutos: avifauna. (PEP).

Ingá-do-brejo (Inga uruguensis) Arilo do fruto: peixes, aves, bugio. Estames comidos por aves. (PEP-PEMS).

Ipê-amarelo (Tabebuia ochracea) Flores: avifauna e macacos. (PEP-PEMS).

Ipê-roxo (Tabebuia heptaphylla) (Cit. T.avellanedae; T. impetiginosa) Flores: arancuã, jacutinga, papagaio e bugio.(PEP-PEMS).

Jaborandi (Piper spp) Frutos: avifauna. (PEP-PEMS).

Jaboticaba-brava (Myrcia tomentosa) Frutos: avifauna. (PEP-PEMS).

Jamelão (Eugenia jambolana) Frutos: avifauna.(CRAS).

Jamelão do campo (Eugenia florida) frutos: aves e peixes.(PEP-PEMS).

Japecanga (Smilax fluminensis) Frutos: avifauna. (PEP-PEMS).

Jaracatiá (Jacaratia spinosa)- Frutos: avifauna. (PEP-PEMS).

Jatobá-do-cerrado (Hymenaea stigonocarpa) Frutos: periquito, papagaio, bugio, roedores, lobinho e insetos. (PEP-PEMS).

Jatobá-mirim (Hymenaea courbaril var. stilbocarpa) Frutos: avifauna. (PEP-PEMS).

Jequitibá (Cariniana estrellensis) –Fruto: macacos.(PEP-PEMS).

Jurubeba (Solanum paniculatum) Frutos: avifauna. (PEP-PEMS).

Laranja (Citrus sinensis) Frutos: avifauna (PEP).

Lixeira (Curatella americana) Arilo branco do fruto: aves. (PEP-PEMS).

Lobeira: (Solanum lycocarpon) Frutos: lobo-guará.(PEP-PEMS).

Mama-cadela (Brosimum gaudichaudii) Frutos: avifauna. (PEP-PEMS).

Mamão (Caryca papaya) Frutos: avifauna (PEP).

Maminha-de-porca (Fagara hassleriana) Frutos: avifauna (PEP-PEMS).

Manduvi (Sterculia apetala) Semente: bugio, aves, araras, periquitos e roedores. Araras fazem ninho nos troncos. (PEMS).

Manga (Mangifera indica) Frutos: avifauna.(PEP-PEMS-CRAS).

Mangaba (Hancornia speciosa) Frutos: avifauna (PEP-PEMS).

Maracujá (Passiflora edulis) Frutos e flores: Avifauna (PEP-PEMS).

Maria-preta (Diospyros obovata) Frutos: avifauna. (PEP-PEMS).

Marmelada (Alibertia edulis) Frutos maduros: avifauna e fruto verde: veado-mateiro. (PEP-PEMS).

Marmelo-preto (Alibertia fissilis) Fruto: avifauna. (PEP-PEMS).

Marolo (Annona crassifólia) frutos: avifauna, lobinho e teiú.(PEP-PEMS).

Morcegueira (Andira inermis) frutos: avifauna. (PEP-PEMS).

Munguba (Pachira aquática) Frutos: avifauna (PEP).

Murici (Byrsonima verbascifolia) Frutos: avifauna. (PEP-PEMS).

Nove-horas (Portulaca oleracea) planta toda: avifauna.(PEP-PEMS).

Pacová ou cana-de-macaco (Heliconia marginata) Planta toda: capivara. Sementes: peixes. (PEP-PEMS).

Paratudo-do-cerrado (Tabebuia carayba) Flores: avifauna e papagaio comem o fruto e as flores. (PEP-PEMS).

Pau-terra (Qualea grandiflora) Folha comida por anta. (PEP-PEMS).

Pequi (Caryocar brasiliense) Flor: veado mateiro. (PEP-PEMS).

Picão-vermelho (Bidens gardneri) Folhas e flores: veados. (PEP-PEMS).

Pimenta-de-macaco (Xylopia aromática) Frutos e sementes: aves e tucanos. (PEP-PEMS).

Pimenta-do-mato (jaborandi) (Piper tuberculatum) Frutos: aves e morcegos. (PEP-PEMS).

Pitanga (Eugenia pitanga) Frutos: avifauna. (PEP-PEMS).

Pururuca (Casearia decandra) frutos: avifauna. (PEP-PEMS).

Puta-pobre (Dilodendron bipinnatum) Arilo branco do fruto: aves e periquitos. (PEP-PEMS).

Quina-doce (Strychnos pseudoquina) Frutos: avifauna. (PEP-PEMS).

Rabo-de-coati (Achyranthes aspera) Frutos: avifauna. (PEP-PEMS).

Rosa-dos-cachorros (Pereskia sacharosa) Frutos: avifauna. (PEP).

Sangra-d’-água (Croton urucurana) frutos avifauna. A seiva sanguínea do tronco é antibacteriana, anti-séptica e antiviral, para fechar cortes superficiais na pele dos animais, sem precisar dar pontos. (PEP-PEMS).

Santa-luzia (Commelina cf. nudiflora) Planta toda: avifauna e veados. (PEP-PEMS).

Serralha-brava (Emilia coccínea) Planta toda: veados e avifauna.(PEP-PEMS).

Siputá (Salacia elliptica) Frutos: pacú, peixes e animais. (PEP-PEMS).

Tamarindo (Tamarindus indica) Fruto: avifauna. (PEP).

Tarumã (Vitex cymosa) Frutos: lobinho, porco-monteiro, aves e peixes. (PEP-PEMS).

Tarumarana ou boca-boa (Buchenavia tomentosa) Frutos: avifauna. (PEP-PEMS).

Ucuúba (Virola surinamensis) Frutos: tucanos. (PEP-PEMS).

Uva-japonesa (Hovenia dulcis) – Frutos: avifauna e macacos.(PEP).

Ximbuva (Enterolobium contortisiliquum) Frutos: papagaio e araras e copa: ninho de arara azul.(PEP-PEMS).

UTILIDADE DAS MADEIRAS

Açoita-cavalo…………..caixotaria, ripas, medicinal.

Aguaí……………………..brinquedos, caixas, carretéis, tábuas.

Almécega……………….carp., marc., tornearia, assoalhos.

Amarelinho…………….vigas, caibros, ripas, medicinal.

Amendoim-bravo…….lambris, vigas, caibros, ripas, tábuas.

Angico-branco………..const. civil, vigas, caibros, medicinal.

Angicos (vários)……..const.civil,vigas, caibros,medicinal.

Araticum………………..caixotaria, brinquedos, medicinal.

Aroeira…………………..postes, moirões, medicinal.

Aroeirinha………………obras de torno,esteio, lenha e carvão

Bacupari…………………cabos de ferramentas, moirões, esteio.

Balsimin…………………moirões, postes, etc.

Barbatimão……………..const. civil, torno, marcenaria, etc.

Bocaiúva………………..calhas p/água, ripas, const. rurais, etc.

Branquilho……………..cabos, caibros, lenha e carvão.

Buriti…………………….const. rurais e trapiche.

Cambará………………..caixotaria, lenha, medicinal.

Camboata………………lenha, carvão, mourão, marcenaria.

Canafistula…………….marcenaria, tanoaria, serv. Torno, etc.

Candeia…………………esquadrias, obras imersas, moirões.

Canela-de-veado…….viga, caibro, taco, lenha e carvão.

Canela-imbuia……….xilotecnologia, tábuas, const.civil.

Canelas (várias)……..vigas, esquadrias,portas, venezianas.

Canjerana……………..vagões, carrocerias, const.civil e naval.

Canxim…………………xilografia, tábuas, obras internas.

Capitão…………………vigas, caibros, ripas, medicinal

Capixingui……………caixotaria,carpintaria,tabuado em geral.

Capororoca…………….esteio,caibro,lenha e carvão.

Caraíba…………………..cabos, marcenaria, medicinal.

Carne-de-vaca……….móveis, artesanato, carpintaria, medicinal.

Carvão-vermelho……..postes, moirões, cruzetas, etc.

Catiguá………………….marcenaria, escultura, peças torneadas.

Cedro……………………..escultura, móveis, obras de talha.

Cerejeira…………………móveis, esculturas, marcenaria.

Chapadinha……………..construção civil interna.

Chico-magro…coronhas de armas, tonéis, pólvora, medicinal.

Cumbarú…………………poste, viga, caibro, ripa, medicinal.

Dedal……………………..mourão, tabuado em geral, medicinal.

Embaúba………………….brinquedos, lápis, compensados, celulose.

Embiruçu……………….caixotaria.

Espeteiro………………..caixotaria, const.civil, brinquedos.

Faveiro……………………caixotaria, lenha e carvão.

Figueira…………………..miolo de portas e painéis, caixas.

Genciana…………………mourão e acabamentos internos.

Grupiá…………………….tanoaria, const. Civil e esquadrias.

Guajuvira………………..vigas de pontes, selas, cabos, etc.

Guapeva…………………..construção civil e carpintaria.

Guaritá……………………dormentes, moirões, postes, cruzetas.

Ingá-bravo………………..const. civil, peças torneadas, etc.

Ingá-do-brejo…………….caixotaria, lápis, brinquedos, etc

Ipê-amarelo…………..inst. musicais, bolas de boliche, bocha.

Ipê-do-brejo…………..caixotaria, brinquedos, artefatos leves.

Ipê-roxo……………………const.civil e naval, pesadas.

Jaracatiá……………………tronco bizarro para paisagismo.

Jatobá-do-cerrado………const. civil e naval, medicinal.

Jatobá-mirim……………..const. civil e naval, medicinal.

Jequitibá……………………obras internas, móveis e lápis.

Leiteiro……………………..lenha e carvão.

Lixeira………………………marcenaria, medicinal.

Louro-preto……………….móveis em geral.

Mamica-de-porca…….remos, inst.agrícolas,cepas p/escovas.

Mandacaru………………..portas decorativas e cercas vivas.

Mandiocão………………..portas, molduras e caixotaria.

Mangaba…………………..caixotaria,lenha,carvão,medicinal.

Maria-mole……………….lenha.

Maria-preta……………..molduras, lambris, pisos de parquete.

Moliana…………………….caixotaria.

Morcegueira………………dormentes, postes e moirões.

Óleo-pardo………………..vigas, tábuas, móveis, etc.

Olho-de-cabra…….móveis, painéis, lambris, lâminas faqueadas.

Paratudo……………………marcenaria, cabos, medicinal.

Pau-alecrim……………….tornearia, raio de carroça, vigas.

Pau-d’-alho……………….tábuas, sarrafos, caixotes,etc.

Pau-d’-óleo……………….vigas, caibros, móveis,etc.

Pau-jangada……………….jangada, cordas, pasta celulósica.

Pau-marfim………………..móveis de luxo, portas, marcenaria.

Pau-pombo………………..caixotaria.

Pau-terra……………………caixotaria, medicinal.

Pau-terrinha……………….caixotaria, canoas.

Pau-tucano…………………caixotaria, brinquedos e lenha.

Pau-vidro……………………moirão, lenha e carvão.

Pequi…………………………xilografia, const.civil e naval.

Perdiz……………………….. caixotaria, forros, medicinal.

Peroba-rosa………………….carpintaria, tacos, const. civil.

Pimenta-de-macaco………forros, caixotes, cabos, medicinal.

Pindaíba……………………….esteio, caibro, lenha e carvão.

Pinha-do-brejo……………..caixão-de-defunto,forros, lambris.

Pororoca……………………….esteio, caibro, lenha e carvão.

Sangra-d’-água.canoas,obras hidráulicas,esteios,carpintaria.

Sapuvão………………………viga, caibro, tonéis, ripa, cabos,etc.

Sucupira-branca….pilar de ponte, const.civil e naval, lenha.

Sucupira-preta………………portas, assoalhos, medicinal.

Tamanqueiro…………………tamanco e caixotaria.

Tapiaieiro…………………..muletas, caixotes e miolo de portas.

Tarumã-bravo……………….canoas, carpintaria, caixotes.

Tarumarana………………….varas de porteira, caibros,tábuas.

Timbó………………………….caibros, ripas, lenha e carvão.

Ucuúba………………….molduras,sarrafos,rodapés, brinquedos.

Uvaia…………………..moirões, estacas, postes, lenha e carvão.

Uvalheira…………………moirão, estaca, poste, lenha e carvão.

Vinhático………………marcenaria, batente de porta, medicinal.

Ximbuva………………….caixotaria, canoas.

PLANTAS MEDICINAIS DO PEMS

ALISMATACEAE

Chapéu-de-couro……………………Echinodorus grandiflorus

AMARANTHACEAE

Caruru-bravo…………………………Amaranthus viridis

Doril……………………………………..Alternanthera tenella

Perpétua-da-mata………………….A. brasiliana

Terramicina………………………….A. dentata

ANACARDIACEAE

Aroeira-pimenta…………………….Schinus terebinthifolius

Cajúzinho-do-cerrado…………….Anacardium humile

ANNONACEAE

Araticum………………………………..Annona coriacea

Araticum-cagão………………………Annona crassifólia

Pimenta-de-macaco………………..Xylopia aromática

APOCYNACEAE

Chifre-do-diabo……………………….Himatanthus drasticus

ARISTOLOCHIACEAE

Cipó-mil-homens…………………….Aristolochia esperanzae

BIGNONIACEAE

Caraíba…………………………………..Tabebuia caraíba

Catuaba………………………………….Anemopaegma arvense

Cipó-cruz……………………………….Arrabidaea chica

Cuité………………………………………Crescentia cujete

Ipê-roxo………………………………….Tabebuia avellanedae

BORAGINACEAE

Borragem……………………………….Heliotropium indicum

BROMELIACEAE

Ananás…………………………………..Ananas comosus

Caraguatá………………………………Bromelia antiacantha

BURSERACEAE

Almécega……………………………….Protium heptaphyllum

CAPRIFOLIACEAE

Sabugueiro…………………………….Sambucus australis

CARICACEAE

Jaracatiá………………………………..Jacaratia spinosa

CECROPIACEAE

Imbaúba……………………………..Cecropia pachystachya

CELASTRACEAE

Cancorosa…………………………..Maytenus ilicifolia

CHENOPODIACEAE

Erva-de-santa-maria……………Chenopodium ambrosioides

COMPOSITAE (Asteraceae)

Arnica-do-mato……………………Porophyllum ruderale

Arnica-lanceta…………………….Solidago chilensis

Artemigem………………………….Artemisia vulgaris

Assa-peixe-branco……………….Vernonia polyanthes

Caferana…………………………….V. condensata

Carqueja-do-brejo………………Baccharis uncinella

Carqueja-doce…………………….B. articulata

Carrapichinho……………………Acanthospermum australe

Carrapicho-da-lagoa…………..Egletes viscosa

Cipó-almécega……………………Mikania hirsutissima

Cipó-cabeludo……………………Mikania cordifolia

Dente-de-leão…………………….Taraxacum officinale

Erva-lanceta………………………Eclipta Alba

Língua-de-vaca-sêca…………..Elephantopus mollis

Marcela……………………………..Achyrocline satureioides

Picão………………………………….Bidens pilosa

Serralha-brava…………………..Sonchus oleraceus

Serralhinha………………………..Emilia sonchifolia

CRASSULACEAE

Folha-da-fortuna…………………Bryophyllum pinnatum

CUCURBITACEAE

Abobrinha-do-mato………………Cayaponia tayuya

Buchinha-do-sertão………………Luffa operculata

Espelina-de-folha-larga…………Cayaponia podantha

Melão-de-são-caetano……………Momordica charantia

Tomba…………………………………..Cayaponia espelina

CYPERACEAE

Tiririca…………………………………Cyperus rotundus

EUPHORBIACEAE

Fura-parede…………………………..Phyllanthus tenellus

Mamona………………………………..Ricinus communis

Quebra-pedra………………………..Phyllanthus niruri

Sangra-d’-água……………………..Croton urucurana

FLACOURTIACEAE

Café-de-bugre……………………….Casearia sylvestris

GRAMINAE (Poaceae)

Lágrima-de-nossa-senhora…….Coix lacryma-jobi

GUTTIFERAE (Clusiaceae)

Guanandi………………………………Calophyllum brasiliense

LABIADEAE (Lamiaceae)

Alfavaca…………………………………Ocimum gratissimum

Boldo-gambá………………………….Plectranthus neochilus

Cordão-de-são-francisco………..Leonotis nepetaefolia

Hortelã-do-mato……………………Hyptis suaveolens

Malvaísco……………………………..Plectranthus amboinicus

Rubim…………………………………..Leonurus sibiricus

LEGUMINOSAE-CAESALPINIOIDEAE (Caesalpiniaceae)

Copaíba………………………………..Copaifera langsdorffii

Faveiro…………………………………Dimorphandra gardneriana

Fedegoso………………………………Senna occidentalis

Jatobá-do-cerrado…………………Hymenaea stigonocarpa

Mata-pasto……………………………Senna alata

Sene……………………………………..Senna corymbosa

LEGUMINOSAE-MIMOSOIDEAE (Mimosaceae)

Angico-branco……………………….Anadenanthera colubrina

Barbatimão………………………..Stryphnodendron adstringens

Sensitiva………………………………..Mimosa pudica

LEGUMINOSAE-PAPILIONOIDEAE (Fabaceae)

Angelim-da-várzea…………………Andira inermis

Bálsamo…………………………………Myroxylon peruiferum

Cumbarú……………………………….Dipteryx odorata

Guandu………………………………….Cajanus cajan

Imburana……………………………….Amburana cearensis

Sucupira-branca…………………….Pterodon emarginatus

Sucupira-preta……………………….Bowdichia virgilioides

Tento-miúdo…………………………..Abrus precatorius

LILIACEAE

Japecanga……………………………..Smilax brasiliensis

LOGANIACEAE

Calção-de-velho…………………….Buddleja brasiliensis

Erva-lombrigueira…………………Spigelia anthelmia

Quina-do-cerrado………………….Strychnos pseudoquina

LYTHRACEAE

Sete-sangrias…………………………Cuphea carthagenensis

MALPIGHIACEAE

Murici-do-campo…………………..Byrsonima intermédia

Murici-vermelho…………………..Byrsonima sp

MALVACEAE

Guanxuma…………………………….Sida rhombifolia

Guanxuma-larga……………………Sidastrum micranthum

MELIACEAE

Cedro-do-brejo………………………..Cedrela odorata

Marinheiro………………………………Guarea guidonia

MYRISTICACEAE

Ucuúba…………………………………….Virola surinamensis

MONIMIACEAE

Negramina……………………………….Siparuna guianensis

MORACEAE

Figueira-mata-pau……………………Ficus insípida

Gameleira-branca…………………….Ficus gomeleira

Mamica-de-cadela…………… ……..Brosimum gaudichaudii

MYRTACEAE

Árvore-da-febre……………………….Eucalyptus globulus

Goiaba-branca…………………………Psidium guajava

Goiaba-vermelha…………….. Psidium guajava var. pomifera

Pitanga……………………………………Eugenia uniflora

Pitanga- cabaça………………………. Eugenia sp

NYCTAGINACEAE

Agarra-pinto………………………….Boerhavia diffusa

Maravilha……………………………..Mirabilis jalapa

PAPAVERACEAE

Cardo-santo…………………………..Argemone mexicana

PASSIFLORACEAE

Maracujá-açú…………………………Passiflora alata

Maracujá-azedo……………………..P. edulis

Maracujá-silvestre………………….P. incarnata

PIPERACEAE

Jaborandi-do-mato………………….Piper marginatum

PLANTAGINACEAE

Tanchagem…………………………….Plantago major

POLYGONACEAE (Polypodiaceae)

Erva-de-bicho…………………………Polygonum hydropiperoides

PORTULACACEAE

Beldroega……………………………….Portulaca oleracea

ROSACEAE

Veludinho-vermelho……………….Rubus rosifolius

RUBIACEAE

Quina-quina…………………………..Coutarea hexandra

Jenipapo………………………………..Genipa americana

Jenipapo-bravo………………………Genipa spruceana

RUTACEAE

Limão-bravo…………………………..Citrus limonia

SIMAROUBACEAE

Calunga…………………………………Simaba ferruginea

Perdiz……………………………………Simarouba versicolor

SOLANACEAE

Juúna…………………………………….Solanum lycocarpon

Jurubeba……………………………….S. paniculatum

Maria-pretinha………………………S. americanum

Pé-de-fumo…………………………….Nicotiana tabacum

Pimenta-cumari……………………..Capsicum baccatum

Tomatinho…………………………..Lycopersicon pipinellifolium

STERCULIACEAE

Chico-magro…………………………..Guazuma ulmifolia

Douradinha…………………………….Waltheria douradinha

Douradinha-do-cerrado…………..W. indica

VERBENACEAE

Cambará-de-espinho……………….Lantana câmara

Cidreira-brava…………………………Lippia Alba

Gervão…………………………………Stachytarpheta cayennensis

Gervão-roxo…………………………….S. jamaicensis

VITACEAE

Cortina-de-pobre……………………..Cissus verticillata

ZINGIBERACEAE (Costaceae)

Lírio-do-brejo………………………….Costus spiralis

.

BIBLIOGRAFIA

.

Martius,C.F.P.1841-1872. Annonaceae – Flora Brasiliensis.

Rizzini, C.T. 1978 – Árvores e Madeiras Úteis do Brasil – Manual de Dendrologia Brasileira.

Pott, A – 1994 – Plantas do Pantanal.

Alzugaray, D & C. – Flora Brasileira.

Balbach, A – A Flora Nacional na Medicina Doméstica.

Côrrea, M. P. – 1926-1974 – Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas.

Joly, A B. 1975 – Botânica, Introdução à Taxonomia Vegetal.

Hoehne, F. C. 1939 – Plantas e Substâncias Vegetais Tóxicas e Medicinais.

Nascimento, M. T; Cunha, C.N. 1989 – Acta Botânica Bras.

Lorenzi, H. 1993 – Árvores Brasileiras. Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil.

Scopel, I.; Rocha, H. O da; Motter, I. – Potencial natural à erosão laminar e em sulcos no município de Palmeira/PR. Revista do Setor de Ciências Agrárias, Curitiba, v. 11, n, 1-2, 1989/91.

Costa, Reginaldo Brito da, (org.) UCDB 2003 – Fragmentação Florestal e Alternativas de Desenvolvimento Rural na Região Centro-Oeste.

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Uma resposta to “Levantamento Florístico do Parque Estadual Matas do Segredo”

  1. Edmur Lavezo Gomes Says:

    Este levantamento florístico foi realizado de forma tecnicamente deficiente de acordo com os procedimentos metodológicos amplamente adotados por botânicos, pois não houve depósito de amostras (excicatas) em qualquer coleção botânica (herbário) de forma que uma espécie citada estaria relacionada a um número de depósito no herbário, para que qualquer pesquisador possa confirmar os dados.
    __________
    Valdir diz:

    Edmur:

    Obrigado pelo comentário.

    Sem dúvida, o Coelho não tinha formação acadêmica, mas era, pelo que parece, um bom mateiro. Há 20 anos atrás, sem documentação fotográfica, ou com documentação fotográfica muito precária, quase todos os trabalhos acadêmicos dependiam dos mateiros, que eram os únicos que poderiam encontrar os exemplares objetos da dissertação, mestrado ou doutorado.

    Na minha opinião, exsicatas são excrescências da época das cavernas. Hoje em dia filmes e fotos informam mil vezes melhor do que os tais “cadáveres de partes de plantas”.

    A Ciência deve caminhar é para a frente, e não ficar presa a velharias. Há todo um universo a ser pesquisado de verdade, no campo e no mato. Cito como exemplo as Peixotoas, cujas 30 ou 31 espécies foram classificadas tão somente com base em exsicatas. Uma “cientista” americana, Anderson, sozinha “descobriu” mais de 10 espécies desse gênero, sem nunca ter posto os pés no Brasil, habitat do gênero, e sem nunca ter visto uma planta (certamente nem sabe de que cor são as flores das Peixotoas). Com tanto trabalho acadêmico baseado em exsicatas, ninguém consegue, com certeza, dizer que tipo de Peixotoa floresce em Campo Grande durantes os meses e períodos de estio…

    O conhecimento não tem preconceito: um sábio pode aprender com um roceiro, e um roceito pode aprender com um sábio…

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