No Parque NI (05)

O blog voltou ao Parque NI nos dias 04 (manhã) e 05/08/2011 (tarde).  Abaixo, um pouco do que viu.

Aves

Este belo pássaro é chamado de "Príncipe" ou "Verão" (Pyrocephalus rubinus).

João-de-Barro.

Quero-quero.

Casal de araras numa palmeira seca.

Close para a fêmea em seu ninho.

Close para o macho na torre do castelo.

Casa de João-de-Barro.

Melhoramentos

Já está ativada a pista para ciclismo. Na entrada do parque há bicicletas para alugar.

Parece que finalmente a Casa do Pantanal vai sair. O projeto é particular, mas o dinheiro vem quase todo dos cofres públicos.

Junto à Avenida Afonso Pena, prosseguem os trabalhos iniciais do futuro Aquário.

Assoreamento

O assoreamento avança pelo lago. Vista de montante.

O trecho assoreado, em vista de jusante.

A areia do assoreamento vem basicamente dos barrancos do córrego Prosa.

Outro trecho do barranco, que vem sendo sistematicamente corroído pelas águas de enxurro.

No caso do assoreamento do lago alimentado pelo Córrego Prosa, está faltando Engenharia Ambiental. A cada chuva maior uma quantidade avassaladora de águas turbulentas percorre o leito do córrego, corroendo as suas margens e entupindo o lago. Logo vai ser feita uma nova dragagem no lago, operação que contempla o efeito, mas não as causas do problema.

Essas águas pluviais vêm de vários espaços: as terras altas do próprio Parque das Nações Indígenas, a área urbanizada do Parque dos Poderes, e o asfalto do próprio parque NI e das avenidas Afonso Pena e “do Poeta” .

As águas do Parque dos Poderes deveriam chegar ao córrego apenas por infiltração no solo. No entanto, o que se vê é essa área tentando “livrar-se da água rapidamente e a qualquer custo”, como se fosse uma área totalmente calçada. Isto quando os espaçosos canteiros centrais e os bosques que ladeiam as construções oferecem condições para a absorção segura das águas do entorno. Pequenas obras de alvenaria, que até este blog poderia bancar, fariam algumas adequações necessárias.

As águas oriundas do arruamento do Parque NI e das referidas avenidas deveriam ser desviadas para muitas micro-bacias, e não convergirem diretamente para o leito do córrego. Aqui também um trabalho fácil e barato, que poderia ser bancado por algumas ongs honestas, que realmente perseguem os objetivos que dizem perseguir, e não a mera absorção de recursos públicos. Se é que existem ongs assim…

Caso queiram as autoridades e as empreiteiras continuar no círculo vicioso “dragagem, assoreamento, dragagem, assoreamento”, uma obra também simples e fácil impediria enchentes Prosa abaixo e mesmo no Rio Anhanduí. Com a construção de um pequeno vertedouro, estreito e rebaixado em relação aos atuais, as águas do lago passariam a ter dois níveis básicos: o normal, rebaixado em 20 centímetros, e o nível provisório durante o ápice das chuvas torrenciais. No nivel normal o lago serviria para recreação, com pedalinhos e caiaques à disposição de crianças, jovens e adultos. No nível provisório armazenaria emergencialmente até 8 milhões de litros de água a mais…

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Uma resposta to “No Parque NI (05)”

  1. Projeto Pincel Says:

    Adorei o blog, vou começar a entrar sempre. Só queria fazer um adendo, a ave da primeira foto não é um tico-tico-rei, e sim um príncipe (ou verão) – Pyrocephalus rubinus. É um tiranídeo migratório. Abrs,
    _____
    do blog:

    Você tem razão. É que eu comecei a pesquisa pelos livros, já que não possuía nenhuma referência anterior. E para ser Tico-tico Rei o bico teria de ser ligeiramente curvo. Vou corrigir. Obrigado.

Comentários encerrados.


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