Carrintrilho

Carrintrilho é o nome deste carrinho de rolimãs que se locomove sobre trilhos. Pode também ser interpretado como um skate ferroviário. O primeiro protótipo que fizemos aparece numa das postagens anteriores, chamada “Bicilinha, Bicitrem”. Após dois testes de campo (na ferrovia) ficou patente a necessidade de várias modificações, o que resultou neste segundo carrinho, que testamos no último dia 31 de março, próximo à Estação Guavira, a cerca de 20 km de Campo Grande.

O segundo protótipo, ainda no quintal de casa.

Aqui já nos trilhos da ferrovia (ramal desativado há 15 anos).

A principal alteração em relação ao primeiro protótipo foi a duplicação dos rolimãs. Rolimã isolado "despencaria" parcialmente nos vãos maiores entre os trilhos; com dois rolimãs próximos, cada um apenas sobrevoa o espaço vago, sem causar trepidação.

O carrinho pode ser impulsionado, por pessoas, de dois modos: o modo remo (aqui exemplificado pelo Cleomir) e o modo skate.

Aqui a menina utiliza o modo skate, apoiando-se numa haste, já que o espaço entre o chão do carrinho e o solo é maior do que no caso dos skates.

As mesmas skatistas.

As meninas Luísa e Ana Paula com o remador Fabrício.

O vídeo abaixo, de 1 minuto e 26 segundos, mostra o desempenho do carrintrilho (o ronco de motor que se ouve é o de uma moto que passava pela rodovia próxima). Vocês notarão que falta alguma coisa no projeto…

Além do “esquecimento” mostrado acima, no vídeo, ocorreu outro problema: em algumas junções dos trilhos uma peça fica saltada (em até meio centímetro) em relação à outra. Se o carrinho vem pelo lado da peça mais afastada do centro das linhas paralelas, um pequeno baque é inevitável, o que força os rolimãs-guias que correm em posição horizontal. Creio que o problema pode ser minimizado trocando-se os rolimãs pequenos (4 cm de diâmetro externo) por maiores (6 cm de diâmetro, como os que correm na posição vertical).

Uma junção imperfeita.

Com baques e pressão excessiva (no carrinho, duas pessoas adultas, com peso total de 150 kg), aqui a madeira (pinho) foi rasgada pelo parafuso.

Aqui o parafuso entortou.

Parte de baixo do carrintrilho, após os testes.

Uma das pontas de eixo, com rolimãs horizontais que não sairam de suas posições. O propósito da haste de metal leve é minimizar o impacto com o primeiro rolimã horizontal, quando uma rebarba maior ou junção imperfeita aparecerem.

Nos testes o carrinho percorreu, entre idas e vindas, cerca de 800 metros.

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Uma resposta to “Carrintrilho”

  1. Gesiel Says:

    Estou transformando um mini buggy para usar tanto em terra quanto em ferrovia.
    __________
    O blog diz:

    Que legal, Gesiel! Não esqueça de pedir a alguém que filme os seus testes. Sempre rende imagens interessantes!

Comentários encerrados.


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