O Cantinho Manoel de Barros

Inaugurado em agosto de 2010, o “Cantinho Manoel de Barros” situa-se na quadra da sede da Prefeitura de Campo Grande, bem próximo ao paço municipal. O blog foi lá no domingo, 17 de outubro.

Vista geral do pequeno e aconchegante espaço.

Ao fundo, pequena área coberta onde aparece, em escultura, Manoel de Barros sentado com um livro aberto.

A placa não combina com o resto, e já está danificada. Além disso, nem se trata de uma praça (quando muito um recanto), nem o ambiente é pantaneiro (falta muita água para isto). E não pensem os leitores que o refeito municipal se chama Neon Trailho...

Outro aspecto do recanto.

A escultura do consagrado poeta. O autor deste trabalho e das outras esculturas do Cantinho (todas feitas em concreto armado) é o artista plástico Levi Batista.

Aves comuns no Pantanal sul-matogrossense.

O artista plástico exagerou a fome do Tuiuiú...

Finalmente uma porção de água um pouco maior. E com peixes de verdade.

Outro aspecto do recanto.

Considerações sobre as primeiras obras de Manoel de Barros

Foi lançada recentemente, por Texto Editores Ltda., de São Paulo – SP, a obra Poesia Completa de Manoel de Barros. Ali estão reunidos os textos e poemas de 21 livros do poeta cuiabano, dos quais 4 destinados ao público infantil.  O blogueiro já leu as duas primeiras obras da lista, “Poemas Concebidos Sem Pecado”, de 1937, e “Face Imóvel”, de 1942.

A impressão que ficou é a de uma sequência aleatória de visões fugidias, da infância e da juventude do autor, permeadas por sentimentos vagos que não se querem mostrar por inteiro (e nem mesmo pela metade). Coisa talvez de um poeta indeciso, ainda à procura de suas Musas ou do Universo que irá construir ou recriar.

Menos nebulosos, destacam-se os textos Maria-Pelego-Preto (“A gente pagava para ver o fenômeno”), na primeira obra, Dorowa (“Dormi com a Dorowa, que está dentro da Doroty”) e Balada do Palácio do Ingá (“Senhor, não é tanto deste emprego que eu preciso tanto…”) na segunda.

Essas obras lembram muito pouco o tema central e o estilo das obras posteriores que iriam consagrar o escritor…

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