Filosofia, Artesanato e Mangás

Tenho negligenciado um pouco no fazer as postagens deste blog, em parte pelo excesso de ocupações e em parte por uma dessas crises existenciais que às vezes nos afetam a nós, seres humanos. Para levantar o moral, nada como um bom livro antigo, um mangá novo ou um passeio pela arte ou pelo artesanato.

Quanto ao livro antigo, cito o de Henry Thomas, “A História da Raça Humana”, lançado em julho de 1938, com o autor cheio de esperanças mas (sem saber) à beira do precipício da Segunda Guerra Mundial. Ele, acertadamente, considera Grandes Heróis não os conquistadores sanguinários (e há algum que não o seja?!) e os grandes pilantras, mas os filósofos e os homens e mulheres que fizeram a Humanidade avançar em direção a um mundo de Fartura, Paz e Sabedoria. Mostro aqui uma “palhinha” do conteúdo, transcrevendo o comentário de Thomas acerca da República Perfeita imaginada por Platão:

Os advogados da República são um mal desnecessário. Onde reina o saber não existem causas litigiosas. As leis que regem o povo são poucas e fáceis de interpretar. Os dirigentes do Estado sabem que toda lei nova pode dar origem a uma nova classe de criminosos. Por isso, ensinam aos cidadãos a se governarem a si mesmos, de modo que a necessidade de policiamento seja reduzida ao mínimo.

Artesanato fui ver na Casa do Artesão. Gostei muito das peças mostradas abaixo, que vão de mandalas a bonecas, passando por outros objetos como cestos e peneiras.

Quanto aos quadrinhos, os japoneses são imbatíveis com os seus mangás. E sempre há novidades, como as histórias de Hikaru, o destrambelhado e forçado jogador de Go (série Hikaru no Go), e as histórias sutilíssimas de Nanocha na série Eensy Weensy Monster. No primeiro mangá, a roteirista é Yumi Hotta, com desenhos do Takeshi Obata; no segundo, roteiro e desenhos correm por conta da também excelente Masami Tsuda.

Anúncios

2 Respostas to “Filosofia, Artesanato e Mangás”

  1. pimentinha Says:

    A Bíblia, no livro de Mateus, capítulo 5, verso 3, arrola entre os bem aventurados os pobres de espírito, entendidos como tais os seres humanos intelectualmente despretensiosos. E como as necessidades desses tais se resumem, quase que unicamente, às fisiológicas, fica fácil concluir que suas aflições sejam mínimas frente àquelas dos ditos pensadores.

    Pouco se dá a qual das classes mencionadas pertença o indivíduo, teorizo que todos os humanos se dividem em dois grupos: os que se importam e os que não se importam (com a verdade, com seus semelhantes, com a natureza, etc.). Esses últimos representam a grande maioria, para os quais ser esperto é levar vantagem sempre e a qualquer custo. Os ‘que se importam’ carregam o peso de fazer o mundo girar. Mas ai daqueles que, além de pertencerem a esse grupo, se atrevem a pensar! A esses, as crises existenciais rondam, com certa regularidade, até, diante da ‘verdade’ que se apresenta.

    Mas essa agonia, longe de ser estéril, produz e reproduz a beleza da vida e, tal qual canto do pássaro da lenda com a qual Colleen McCullough inicia o magnífico “Pássaros Feridos”, ‘ o mundo inteiro pára para ouvi-lo, e Deus sorri no céu’.

    A propósito, Timblindim, de que materiais são confeccionadas as bonecas que fotografou?
    _____
    do blog:

    Belo texto, Pimentinha! Você desvelou um ponto importante, que nunca tinha me ocorrido: dialogar (com as pessoas, animais, coisas) é bom e saudável, mas simplesmente pensar (isto é, fazer com que idéias dialoguem com idéias) pode ser extressante, aflitivo e… inócuo. Por outro lado, não acho possível alguém (ou milhares, milhões de “alguéns”) fazer o mundo girar; quando muito, pode se colocar em harmonia com o giro do mundo.

    A propósito das bonecas artesanais, as das duas primeiras fotos foram feitas com palhas (de milho e outras plantas); a da última foto, com cabaça (coité), fruto de uma árvore, do qual foram extraídos cuidadosamente as sementes e tegumentos), combinado com moldagens em biscuit.

  2. Rita Says:

    legal!

Os comentários estão desativados.


%d blogueiros gostam disto: