Euforia Natal-Noelina

Frente

Verso


Custos

Campo Grande, 03/12/2009. A chamada Cidade do Natal, que de fato é uma Aldeia de Papai Noel, foi uma boa idéia, embora não se saiba se original ou copiada de outras plagas. O projeto e a realização também se mostram bons e relativamente adequados, embora com algumas restrições.

Poderíamos citar 2 delas:

1) O conjunto de pequenas casas faz de fato lembrar uma vila de algum país nórdico, mas a Casa de Papai Noel peca pelo excesso e por um estilo que não combina muito com as casinhas-de-boneca do vilarejo. E parece-nos que sobressair tanto assim entre a população transforma o Bom Velhinho num mero Senhor Feudal, como existem aos milhares por aí… e talvez por lá.

2) A estrutura de algumas casinhas (aquelas que só têm fachada para a rua) revelam-se preocupantemente frágeis, fazendo temer um vento mais forte que sopre “na direção errada”; e as telhas onduladas de 3mm de espessura, de fibrocimento, fazem temer uma eventual chuva de granizo.

O acabamento da parte voltada para exibição ao público está muito bom, escondendo perfeitamente a baixa qualidade de alguns materiais empregados (placas de madeira compensada).

Perguntamo-nos quanto custou esse projeto, coordenado pela Primeira Dama do Município. A parte de madeira (vigas, caibros, ripas e compensados) é relativamente barata e, juntada aos outros materiais (tintas e revestimentos, aços tubulares e fiação) não alcançariam normalmente valor maior do que 100 mil reais. Colocamos outros 100 mil no pagamento de 100 trabalhadores atuando durante 15 dias, ou seja, 12 mil horas/homem. Outros 100 mil para o pagamento do projeto arquitetônico, de projetos complementares e de gerenciamentos setoriais. Outros 100 mil para equipamentos, esculturas, objetos e adereços, e finalmente 100 mil para o trabalho de guindastes e máquinas pesadas e outros não especificados. Subtotal, 500 mil, que, somados a razoáveis 40% pela coordenação dos serviços e pelos lucros empresariais, perfazem 700 mil reais.

É verdade que ouvimos zunzunzuns de que a verba empregada pelo Poder Público foi 10 vezes esse valor estimado, mas queremos crer que se trata apenas disso : zunzunzuns. Se assim for, eis aí uma boa inspiração para os prefeitos do interior (pelo menos aqueles que não estão tendo problemas com o décimo-terceiro salário de seus funcionários): por um preço razoável pode-se dar uma ajuda ao “Espírito de Natal” e também ao Lucro dos Comerciantes. Não necessariamente nessa ordem…

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