A caricatura demo-pefelista

Fala-se muito mal do PT. Parece que ele é o único partido brasileiro que não está autorizado a assaltar os cofres públicos e a obter votos de cabresto (via compras de cabos eleitorais, terceirizações onerosas e clientelismo). Bom, se fosse o início de um movimento para desautorizar, paulatinamente, todos os partidos a perpetrarem esses crimes, tudo bem. Mas não parece ser o caso. Sugiro aos corpos docentes das universidades que iniciem estudos, e proponham teses, relativos a esse tema candente, procurando respostas para esta pergunta: “Por quê?”.

A antítese do PT (partido que pelo menos não se envergonha de sua ideologia) é o PMDB, uma espécie de partido-ameba do qual o Presidente Lula parece cada vez mais refém, a ponto de apresentar um governo totalmente descaracterizado. Esse partido é cortejado por todos: desde o atual refém até o próximo refém ( PSDB ? ), passando por outros candidatos a refém ou sub-refém, entre estes últimos o PFL, digo, o DEM.

Mas o assunto hoje são os caricatos “Democratas”. A caricatura começa pelo nome, “inspirado” no dos Democratas norte-americanos. E continua em quererem impor uma abreviação que não apenas contraria as regras ortográficas como também contraria o espírito e os sons da Língua Portuguesa. No mundo lusófono não se poderia falar “os DEM” (isto é erro de concordância e de fonologia), sendo notória a adequação da proposta alternativa de “os DEMOs”. Por outro lado, se querem tanto se identificar (missão impossível) com o Partido Democrata norte-americano, por que não partem direto para “The DEMs” ? (lembrando aos marqueteiros do partido que mesmo no Inglês os substantivos sofrem flexão de número).

Mas o antigo Pefelê não pára por aí quanto a despautérios. Os Democratas tem veiculado, em Mato Grosso do Sul, uma “informação institucional” que assevera ser o partido contra o aumento da carga tributária, tendo promovido ações que culminaram na “diminuição dessa carga”. Ora, estando os Demos no MS a reboque do PMDB, fazendo parte da base de sustentação do governo estadual, nós, os eleitores, não vemos que fatos concretos justificam uma tal afirmativa. Vemos, ao contrário, que o atual governo do Estado vem aumentando a carga tributária, através de aumento de alíquotas e pautas fiscais do ICMS, através da mudança onerosa para os contribuintes do cálculo de diversos tributos (como o ITCD) e aumento das taxas do Detran, além, provavelmente, de outros aumentos disfarçados, ainda não percebidos pela população.

Onde os “Democratas” promoveram diminuição da carga tributária? Não é explicado, como se o eleitor engolisse qualquer afirmação vazia veiculada na Mídia. O blog espera uma manifestação desse estranho partido, informando que impostos (e em que percentuais concretos), que taxas (idem) e que contribuições (idem) sofreram redução de incidência. Se não explicar, é caso de propaganda enganosa, que a Justiça Eleitoral deveria averiguar e eventualmente punir…

Outra dos “Democratas” é a espinafração, pelo tristemente notório senador Demóstenes (que não se salve pelo nome), do Piauí, do Projeto de Lei do senador Cristóvão Buarque (anti-Lula no pleito de 2006). Buarque quer que os políticos sejam obrigados a matricular seus filhos nas escolas públicas. É claro que isto resultaria, a médio prazo, numa melhoria dramática do nível do ensino no Brasil (vemos que, nas pequenas cidades, onde não há escolas particulares, certas escolas públicas, que abrigam filhos de políticos e empresários, vão muito bem, obrigado). Pois o Pefelê é furiosamente contra o projeto e o debate, escudando-se numa suposta inconstitucionalidade…

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