Futebol, demagogia e negócios

Tarde semi-ensolarada de domingo. Começa mais um jogo pelo Campeonato Sul-matogrossense de Futebol, entre o Operário, de Campo Grande, e o Costa Rica, da cidade homônima. O Estádio Morenão, que os políticos pretendem seja uma das sub-sedes da Copa Mundial de Futebol de 2014, quase às moscas.

Se o leitor observar bem a primeira foto (clicando nela aparece em resolução maior), vai notar a ausência do prefeito municipal de Campo Grande, Nelsinho Trad. Vai notar a ausência, também, de outros políticos sul-matogrossenses “doidos pelo futebol”. É claro que, enquanto pessoa física, o prefeito pode torcer por quem ele quiser (nada contra o Botafogo do Rio de Janeiro); mas como prefeito ele tem a obrigação de prestigiar os times locais, como aliás fazem os prefeitos de várias cidades interioranas, cujas equipes vão muito bem no campeonato estadual.

É verdade que Operário e Comercial, as duas equipes tradicionais de Campo Grande, estão mal das pernas, quase desaparecendo do cenário futebolístico. Mas está aí uma oportunidade de ouro para o sr. Nelsinho Holofote (ou Nelsinho Sombra, quando aumenta a carga tributária) mostrar competência, se é que a tem. Conhecem-se os bons amigos pela sua atuação nos momentos difíceis. Se o Operário estivesse em boa situação (como já aconteceu no passado, quando chegou a alcançar projeção nacional), o prefeito certamente iria ao estádio (com um séquito de “admiradores” garantindo metade da bilheteria do jogo), para “faturar em cima da glória alheia”.

Mas esperamos que essa situação se reverta, e o prefeito de Campo Grande apareça no Estádio Pedro Pedrossian qualquer domingo desses. E que não esqueça de intimar o séquito a acompanhá-lo, pagando ingresso (são só R$ 10,00, e para as mulheres há gratuidade).

Há muitas formas de incentivar o futebol local. Uma delas seria o prefeito, o governador e os presidentes da Assembléia e da Câmara Municipal assistirem a todos os jogos ocorrentes no Morenão (com os seus respectivos séquitos). Outra seria dar incentivo financeiro aos jogadores locais (aos jogadores e às equipes técnicas, e não aos clubes, quase todos pessimamente administrados). Outra ainda seria incentivar os torcedores (que tal, em cada jogo, o sorteio de uma moto aos pagantes, independentemente do seu número? Se as autoridades “jogam milhões de reais em obras desnecessárias”, por que não gastar uma mixaria, apenas algumas centenas de milhares, com o futebol copantanal ?

Esperamos ser surpreendidos pelas autoridades e pelos políticos, e que eles demonstrem à população que a Copa 2014 não é só uma oportunidade para holofotes, demagogia e principalmente “grandes negócios” (no bom e no mau sentidos), mas sim, uma oportunidade para o congraçamento do povo de Campo Grande em torno do espetáculo futebolístico…

A seguir, cenas do jogo Costa Rica 3 x Operário zero. O fotógrafo não conseguiu captar nenhum dos gols da partida, por inexperiência; mas ele “ainda chega lá”…

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Morenão quase às moscas. Os poucos torcedores, no sol. A parte sombreada, do outro lado, foi reservada aos pernilongos (que não apareceram), e portanto interditada ao público.

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Um bom ataque do Operário. Mas faltou pontaria.

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Uma boa defesa do goleiro costarriquense.

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Um cabeceio arriscado. Quase sai gol contra.

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Apesar do cabeceio defensivo, persiste o perigo na área do Galo.

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Cena do pênalti que resultou no terceiro gol do Costa Rica. O goleiro sai antecipadamente; um átimo de segundo depois a bola vai entrar, no outro canto.

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Uma resposta to “Futebol, demagogia e negócios”

  1. roselene duarte Says:

    as fotos do futebol estao perfeitas, voce estava dentro do campo na area dos fotografos?
    _____
    resposta do blog:
    Roselene:
    O fotógrafo, acompanhado de sua assistente, estava nas arquibancadas. Mas a máquina fotográfica Fuji tem um zoom excelente, de 18 vezes. Dá para alcançar todos os pontos do campo…

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