Avenida do Poeta (1)

Seguindo o exemplo da cidade de São Paulo, Campo Grande agora tem a sua Avenida do Poeta. O poeta aqui homenageado é o cuiabano (mas criado em Corumbá e avoado para o Rio de Janeiro) Manoel de Barros, de 92 anos. Ou Manoel Wenceslau Leite de Barros. Em Portugal os vereadores são mais inteligentes, e sapecam logo o nome do homenageado (aprende-se isto pela Internet: assim, na terrinha existem, possivelmente entre outras, a Avenida do Poeta Mistral e a Avenida do Poeta Joaquim Costa).

Mas, tudo bem. A nossa Avenida do Poeta ganhou esculturas e painéis metálicos (quinze, na minha conta) onde são representadas 30 poesias diversas de Manoel de Barros. De quebra, ilustrações de Ziraldo e de Martha Barros. Descontando a já tradicional má-nutenção dos órgãos públicos (falta de gramado em alguns trechos, falta de pequenos passeios que levem até os painéis e esculturas, fios elétricos cortados, vidros quebrados), o nome da Avenida, que contorna parte do Parque Estadual do Prosa e em certo ponto adentra o Parque dos Poderes, é uma agradável surpresa diante dos nomes impronunciáveis ou injustificáveis de outros logradouros importantes. E, naturalmente, os painéis poéticos estão muito bonitos, se descontarmos os erros de digitação que os produtores culturais deixaram passar (“a” em lugar de “há”, “Aferidos” em lugar de “Aferidor”, José Midlin em lugar de José Mindlin, “com um rei de andrajos” em lugar de “como um rei de andrajos”).

Mas vamos, sem mais delongas, às fotos e aos poemas.

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Uma resposta to “Avenida do Poeta (1)”

  1. Rosangela Says:

    Manoel de Barros realmente mereceu esta homenagem, as suas Poesias são um encanto, é pena que os orgãos públicos não cuidam das suas obrigações, para multar a população eles são muito bons.

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