Cobra Morta

Jardim Veraneio, terras de cerrado, quase sem habitações. Na Rua Rio Claro, 300 metros a leste do anel rodoviário, manhã de 5 de março, esta cobra aparentemente acabava de ser atropelada por um veículo. Disse-me o senhor que me acompanhava, vizinho meu, que se tratava de uma sucuri. Media cerca de 90 cm de comprimento, 4 cm de diâmetro, e tinha provavelmente poucos meses de vida. O estranho é que ela se encontrava a mais de 1 quilômetro da fonte de água mais próxima, o Córrego Pedregulho.

Passando posteriormente de novo no local, constatei que outros valentes cidadãos tinham repassado por cima dela, espezinhando o pobre réptil, que era inocente de haverem os humanos roubado o seu habitat.

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“Lindo animal!”, diria o Richard Rassmussen. Clique na foto para ver em resolução maior.

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Uma criança viu essa foto e comentou: “Ela está sorrindo! Morreu feliz!” Clique na foto para ver a cabeça em resolução maior.

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2 Respostas to “Cobra Morta”

  1. Maria Odete Says:

    Que pena que nenhuma boa alma teve a idéia de tirar o cadáver da pista de rolamento, para um local que lhe permitisse “retornar ao pó” com a merecida dignidade.
    ________
    Observação do Blog: O pior, Maria Odete, é que aquele senhor que me acompanhava, Sr. Joaquim, pegou um pedaço de pau e transferiu a cobra para um montículo de terra fora da pista. Mas veio um veículo off-road e, pensando ser Indiana Jones combatendo ferozes serpentes, saiu da estrada e atacou novamente o cachorro morto, digo, a cobra morta. À tarde desse dia, quando lá passei, lá estavam as marcas da maldade, ou melhor, dos largos e sulcados pneus. Valdir

  2. Maria Odete Says:

    A morte da cobra pode ter sido uma fatalidade (não entrando no mérito da invasão, por todos nós, humanos, de seu habitat), mas o desenrolar desse episódio demonstra que a maldade está sempre pronta a mostrar a cara (e entrar em ação). Que pena!

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