Peculiaridades do Pau-Terra

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Foto 1 (aumento de quatro vezes) : flor com sua pétala, estame (à esquerda) e estilete (à direita). Foto 2 (aumento de 25 vezes) : a pétala e o estame já caíram, permanecendo ainda o estilete; o ovário, fecundado, já aumentou de volume.

Descobri que o Pau-Terra descrito em postagem anterior como “de folhas miúdas” deve, mais apropriadamente, ser chamado de Pau-Terra do Campo. É conhecido também por outros nomes, conforme o livro Árvores Brasileiras, vol. 2, do pesquisador Harri Lorenzi (Instituto Plantarum). Em todo caso, seu nome científico é Qualea Multiflora, Mart.

Na variedade existente no cerrado em torno de Campo Grande, as flores exalam um suave perfume. Sou leigo no assunto, mas me parece que a flor é composta por uma só pétala (branca ou amarela, mas sempre pintalgada), um só estame (com sua antera) e um só estilete (saindo do ovário para recepcionar, no estigma de sua ponta, o grão de pólen). O estame e o estilete mudam de posição em cada flor, estando cada qual, ora à esquerda, ora à direita. Parece uma forma engenhosa de garantir a polinização: o inseto, que não pode ser pequeno, ao procurar o néctar da flor toca ao mesmo tempo nas duas peças florais; na próxima flor que visitar, a parte que tocou na antera vai tocar no estigma, e vice-versa. A pétala também atrai o inseto, e ainda serve como plataforma de pouso.

Para ver outras fotos e informações sobre essa árvore, clique aqui .

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