Um Trecho da BR-262

Freqüentemente percorro a BR-262, no trecho entre Indubrasil e Cachoeirão, ou seja, entre os quilômetros 367 e 424. Esse percurso sempre esteve bem conservado, como mostram as nove fotos que cliquei no dia 9 de setembro, à tarde, rodando no sentido Aquidauana-Campo Grande. A primeira foto, passando pelo marco do km 423, foi esta:

km423

As fotos seguintes incluíram os marcos 419, 417, 415, 411, 407, 403 e 399. Todas elas são bastante semelhantes à foto acima, como mostra a do km 415:

km415

Notem que nesse trecho há pequenas irregularidades na pista, exigindo minúsculos retoques. Em linhas gerais, a estrada merecia nota 8 ou 9. Apenas mais adiante, já na foto de número 9, altura do km 395, irregularidades talvez mais preocupantes haviam sido grosseiramente corrigidas, como mostra a figura abaixo.

km395

Mesmo com esses remendos, a estrada merecia uma nota muito boa, mostrando a solidez de sua implantação. Não havia nenhum, absolutamente nenhum, trecho crítico.

Entretanto, todos esses 56 quilômetros foram recapeados, com mantas de espessuras diversas (em certos locais pareceu-me que foi aplicada apenas uma lama asfáltica).

Ora, sabendo-se que essa mesma BR-262 tem trechos muito ruins, após Aquidauana, e mesmo um trecho de 20 quilômetros não acabado, próximo a Corumbá, perguntei-me o porquê de o Poder Público jogar dinheiro na recuperação (ou seja lá qual for o nome que a burocracia dá a isto) de um trecho que exigiria, quando muito, alguns retoques, como indicam as poucas marcas, freqüentemente nenhuma marca, que aparecem nas primeiras 8 fotos que tirei.

Não parece um caso de má gestão, de desperdício de supostamente escassos recursos públicos?

Lembro-me que há uns dez anos ou mais havia um trecho excelente da BR-262, de cerca de 50 quilômetros, entre a localidade de Mutum e Água Clara. Pois sem mais nem menos resolveram recapear todo o trecho, preterindo trechos realmente em mau estado. Meses depois, como o recapeamento não ficou bem ancorado (já que a superfície sobre a qual foi aplicado estava perfeitamente regular), começaram a sair placas e mais placas desse material sobreposto, de modo que durante os dois anos seguintes o trecho se tornou infernal, com todo o mundo preferindo trafegar pelo acostamento. Lá o governo federal da época pagou para a empreiteira estragar a estrada. Será que vai acontecer o mesmo aqui? Pé de pato, Mangalô três vezes!…

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Esta postagem tem um complemento, com o título O Relatório Rodoviário da CNT. Para vê-lo, favor clicar aqui.

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Uma resposta to “Um Trecho da BR-262”

  1. Ronaldo f neto Says:

    moro em ibatiba esp santo km 157 da br 262 queria saber quantos km tem as br federais juntas
    _____
    do blog:
    Ronaldo:
    Falando das rodovias federais (BRs): elas estão divididas em 5 grupos ( clique aqui para detalhes ):
    1) rodovias radiais;
    2) rodovias longitudinais;
    3) rodovias transversais;
    4) rodovias diagonais;
    5) rodovias de ligação.
    A BR-262, por exemplo, que vai do Espírito Santo até o Mato Grosso do Sul, passando por Minas Gerais e São Paulo, é uma rodovia transversal.
    Você pode fazer a seguinte pesquisa:
    1) Na página cujo link demos acima, há vários links, um para cada tipo de rodovia. Clique, por exemplo, logo debaixo do mapa com exemplos de rodovias radiais, no link denominado “Rodovias Radiais”. Vai abrir nova página, com a relação das rodovias radiais, por quais cidades elas passam, e a quilometragem de cada uma. Some todas as quilometragens (extensões).
    2) faça o mesmo com os outros tipos de rodovias.
    3) some os totais dos cinco tipos de rodovias, e terá a extensão total das rodovias federais do Brasil…
    Espero ter ajudado.

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