Sol Amarelo, Pedra Esculpida

E as queimadas continuam, aqui em Mato Grosso do Sul, no Mato Grosso e na Amazônia. Parece que ninguém, no Brasil, se interessa por fazer um estudo científico sobre a influência dessas cumulativas emissões de CO2 na alteração do clima regional. Preferem achar um bode expiatório, de preferência um bode que esteja bem longe dos eventuais culpados, os desmatadores e incendiários. Assim, os chamados especialistas sempre elegem os fenômenos El Niño/La Niña, o que lhes permite cruzarem os braços (já que “nada pode ser feito”), sem que a sua burocrática auto-estima sofra qualquer abalo.

Sol e fumaça.

Hoje, como nos últimos 15 dias, o sol nasceu amarelo, com um halo vermelho (a foto acima foi tirada às 6:30 horas da manhã). E durante todo o dia tivemos apenas um meio-sol, já que metade da irradiação solar, talvez a melhor metade, era interceptada pela nuvem de fumaça que nos cobre como um guarda-sol maligno.

Mas a Natureza ainda nos dá esperança, com o refolhamento (se os botânicos me permitem o termo) dos angicos e a floração de Ipês Amarelos e Jacarandás Mimosos. E alguns pequenos córregos, quase secos, deixam à mostra os trabalhos de escultura que as águas de verão, ano após ano, vêm fazendo em seu leito rochoso. O cenário abaixo fica 20 quilômetros após a cidade de Corguinho, na estrada que demanda Rio Negro.

Rocha esculpida pelas águas.

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