No Parque NI (02)

Outubro 15, 2009 por Valdir

Belezas

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A árvore que poderíamos chamar de Catavento ( Peschiera fuchsiaefolia ) cria essa magnífica flor em forma de… catavento. Diâmetro de 3 centímetros.

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Este jovem quati saiu de seu habitat, o Parque Estadual do Prosa, à procura de comida no Parque Ni.

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Esta jabuticabeira já apresenta uma grande quantidade de frutos em formação, mas promete dobrar a safra com uma nova e poderosa florada.

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À frente de Mamãe Capivara, dois filhotes observam os visitantes mais próximos.

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Ipês brancos. Depois de uma esplendorosa floração, uma frutificação prá ninguém botar defeito.

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Mamãe Quero-quero e outros do grupo familiar mantém o filhote dentro de um círculo de proteção.

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Um pequeno bosque recebendo os raios de Sol da tardinha.

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A coruja (supostamente o macho) vigia a entrada da toca.

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O lago do parque, visto da ponte, quase ao por-do-Sol.

Problemas

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A má nutenção continua. O Poder Público não sabe o que fazer com esses grupos de construções (em número de 5, projetados para abrigarem lanchonetes). Dos 5, este e mais um estão depredados. Não obstante, do terraço da construção arredondada…

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… tem-se esta bela vista da cidade.

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Tratores resolvendo problemas inexistentes. Aqui, um deles iniciando o trabalho.

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Aqui, o trabalho já foi realizado. Percebe-se que havia pouco o que roçar. Entre a roçada anterior e esta, não deve ter decorrido mais do que 10 ou 15 dias. Como praticamente ninguém, a não ser algum fotógrafo e acompanhantes, percorre os pastos, é injustificável esse tratamento, que só faz compactar o solo, abrindo caminho para futuras erosões (que já acontecem em algumas áreas do parque).

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Aqui um problema resolvido. Presumivelmente, alguns animais vinham “roendo” as cascas das árvores, levando-as à morte. O telado resolve o problema das árvores, embora não o dos bichos que parecem estar carentes de alimentação adequada.

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Este jovem quati saiu de seu habitat natural, as matas do vizinho Parque Estadual do Prosa, em busca de alimentos. Parece haver uma super-população para esses animais, o que exigiria um deslocamento de parte do grupo. No Parque NI a super-população atinge as capivaras. O blog observou a existência de dois animais doentes: um manquitolando penosamente, o outro com a pelagem quase toda caída.

Poema

Ah, a Poesia das construções abandonadas! Nesse item (o das grandiosas obras inacabadas), Mato Grosso do Sul deve ser imbatível. Só está faltando um Poeta para cantá-las. E para que ele se sinta mais estimulado, o blog informa que o poema será musicado por uma das orquestras que atuam nas águas paradas junto às construções.

Abaixo, a futura Casa do Pantanal, com a construção iniciada no segundo semestre de 2006 e as paredes levantadas no segundo semestre de 2008. Pela sacrossanta Magia dos Anos Pares, no segundo semestre de 2010 as três ONGs encarregadas de executar o projeto (Fundação Manoel de Barros, UNIDERP e Centro de Ensino Superior de Campo Grande S/S Ltda.) devem nos brindar com contra-pisos e telhados…

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Um Poema de Manoel de Barros

Outubro 10, 2009 por Valdir

Se você tem veleidades poéticas, ou seja, se gostaria, em tese, de escrever poemas, tem pelo menos duas opções. A primeira é ter algum conhecimento de Inglês e desembolsar 420 Libras (na cotação de hoje R$ 1.159,96) fazendo, na Open University ( http://www3.open.ac.uk/study/undergraduate/course/a175.htm ), o curso Start Writing Poetry. A segunda é grátis, mas nem porisso menos valiosa. Consiste num exercício de imaginação (e como se sabe, imaginação é quase tudo, em Poesia) com um poema de Manoel de Barros.

Nesse poema, denominado “Eras” (desinência nada ortodoxa do verbo Ser, no universo infantil do poeta), o bardo matogrossense, que acaba de receber um prêmio internacional (“Grande Prémio Sophia de Mello Breyner Andresen”, da Câmara Municipal de São João da Madeira, Portugal), traça um paralelo entre o “faz-de-conta” infantil e proposições mentais muito parecidas, solenemente perpetradas por adultos. Na primeira parte do poema, Manoel de Barros conta como os infantes de sua vida rural (ou suburbana) faziam uma pedra virar sapo ou um menino virar tatu. Por essa Mágica, o sapo (na verdade pedra), eras, e o tatu (possivelmente um menino desvalido mais dócil) também eras. E depois lança uma frase “adulta”, para comparar e perguntar, perplexo, se tudo “não é o mesmo faz-de-conta?”.

Pois bem: o desafio é fazer-de-conta (coisa muito compatível com o universo manoeldebarriano) que o poema só tem uma versão – constante em painel na Avenida do Poeta, em Campo Grande (que na verdade suprimiu um verso da obra). Mais. Fazer-de-conta que dessa versão só existe um manuscrito, achado numa garrafa boiando no Rio Paraguai, próximo de Corumbá, e que em tal manuscrito dois versos (e parte de um terceiro) aparecem totalmente ilegíveis, manchados por alguma infiltração d’água (bom, não seria poético dizer “infiltração de água”…).

O leitor-futuro-poeta vai ter que completar o poema furtado e manchado. Abaixo, o poema de Manoel de Barros, sem o verso “esquecido pelos insondáveis meandros dos processos licitatórios governamentais-onguiásticos-capitalistas” e sem os versos borrados pela má vedação da garrafa:

ERAS

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Antes a gente falava: faz de conta que

este sapo é pedra.

E o sapo eras.

Faz de conta que o menino eras um tatu.

A gente agora parou de fazer comunhão de

pessoas com bicho, de entes com coisa.

A gente hoje faz imagens.

Tipo assim:

“ … … … … … … … … … … … “

“ … … … … … … … … … … … “

[Mas na verdade] A [(ou O)] . . .  eras [ou seja,

é mero fruto da imaginação].

Então é tudo faz de conta como antes?

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Bom, para quem preencher, com a sua experiência e imaginação, a parte reticenciada (ops, baixou o espírito do poeta!), o blog vai premiar com uma pequena lembrança. E para quem fizer a melhor frase (ou frases), supondo-se que haja mais de um participante, o blog dará uma lembrancinha um pouco mais valiosa (se não for um tatu, o premiado deverá considerar que eras um tatu…).

Uma dica: o verso, ou versos, deve descrever uma frase (ou frases) comumente dita por nós, adultos, e que esconda uma ficção do tamanho de um mamute.  Seria mais ou menos do tipo: “O Sílvio Santos é São Francisco de Assis” (onde São Francisco eras), porém de caráter mais genérico, sem a citação de uma pessoa em particular e, importante, utilizando imagens e metáforas, e não simples adjetivos.

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Observações:

(1) No trabalho “A Representação da Infância na Poesia de Manoel de Barros”, de Maria Tereza Scotton, da PUC-RJ, consta uma frase a mais: “Estavas um caramujo – disse o menino.” Link: http://www.anped.org.br/reunioes/27/gt07/t075.pdf . Para ver o texto disponível no painel, clique aqui .

(2)  -  Como apresentador, o Sílvio Santos é bom, e o blog até curte. Aliás, o blogueiro assiste muito o SBT: é fã também do Roberto Justus (“Um contra 100″) e do Jornal da Band (o Joelmir Beting lembrou outro dia como o MST, além de municiar a Extrema-Direita de (maus) argumentos,  faz brilhantemente, com o esquema “Índices de Produtividade”,  o jogo… das multinacionais transgênico-agentelarânjico-tratorais) …

(3) – Ops, não há na observação anterior uma licença poética em relação às redes SBT e Band?!…

Passeio pelo Morro do Paxixi

Outubro 6, 2009 por Valdir

O Morro do Paxixi não tem um perfil característico como outros (Morro Azul, Morro do Chapéu) da região. Do distrito de Camisão, município de Aquidauana (MS), vai-se subindo lentamente até o seu topo, onde existem 3 grandes antenas de comunicação. No percurso ocorrem, em vários pontos, escarpas e despenhadeiros. A estrada até o topo, mantida pelas empresas de telecomunicações e pela Prefeitura do município, recebeu concretagens e asfaltamento precário, ambos com guias laterais (mas sem as necessárias microbacias), nos trechos mais íngremes ou beirando precipícios.

A meio-caminho topa-se com o Córrego do Morcego, com duas belas quedas d’água, uma com 3 metros e a outra com 36 metros de altura.

Este passeio foi realizado na manhã do dia 4 de outubro de 2009, domingo.

Clique nas fotos (5 delas de autoria do estudante Rafael Lopes) para aumentar.

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À esquerda, na estrada-parque, próximo à localidade de Camisão, vê-se o Morro do Chapéu.

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Do mesmo ponto de vista, uma cena bucólica: cavaleiros na estrada, um Tarumã florido à direita.

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Pouco adiante, já nos limites do Camisão, vista do Morro das Araras.

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Passada a localidade, toma-se o rumo do Paxixi. Não ficamos sabendo do nome do morro adiante.

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O mesmo morro, visto mais de perto.

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Início calçado de um trecho íngreme.

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Outro trecho íngreme, com asfalto grosseiro.

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Mais adiante, a estrada margeia um despenhadeiro.  Dali se tem esta vista.

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Novamente calçada, a estrada atravessa o Córrego do Morcego, atualmente com pouca água. Dizem os ambientalistas que o Córrego, como curso d’água permanente, está com os dias contados, em face do desmatamento (para transformação em pastagens) morro acima.

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Esta é a primeira queda (margeando a  estrada), com cerca de 3 metros de altura.

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A mesma queda (vista lateral).

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Vinte metros abaixo, num curso em pequeno desnível mas extremamente perigoso, pois o leito é escorregadio, as águas despencam para o vale, numa queda de 36 metros.

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A segunda queda, com 36 metros de altura.

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Vista parcial da mesma queda.

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A base da cachoeirinha.

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O fotógrafo Rafael Lopes teve, na volta, de enfrentar esse ponto cheio de raízes expostas e pedras pouco seguras.

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De novo seguindo para o alto do morro do Paxixi. À frente, novo trecho íngreme, precariamente asfaltado.

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As três torres de comunicação no alto do morro.

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Vista a partir do topo do morro, olhando-se na direção do Pantanal. Como outros morros da região, o Paxixi alcança pouco mais de 600 metros de altura em relação ao nível do mar. As terras mais baixas aqui visualizadas ficam na cota de 200 metros.

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A parte esquerda, mais aproximada, da mesma vista. O azulado da paisagem se deve ao tempo seco e aos incêndios e queimadas da região.

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A parte direita da mesma vista.

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Um exemplar da árvore Didal (ou Dedal, ou Dedaleira).

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À esquerda, exemplares recém-folhados de Barbatimão; à direita, exemplares de Pequizeiros.

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Vista a partir de outro ponto, olhando-se para o lado oposto ao do Pantanal. À esquerda, entrada para uma fazenda de gado.

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Descendo o morro. Neste trecho o bom calçamento tem guias e desvios para a água da chuva. Mas após esses desvios não há micro-bacias para retenção parcial das águas e diminuição da força das enxurradas. Essas micro-bacias poderiam ser feitas manualmente, por um único trabalhador. Que tal alguma ONG se oferecer para o trabalho voluntário? O blogueiro topa ajudar.

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Novamente nas terras mais baixas, uma bela cena campestre.

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No fim do passeio, e já no distrito de Piraputanga, enquanto os adultos conversam e tomam uma cervejinha, a garota Luísa espera o almoço traçando arabescos digitais.

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A Floração dos Ipês Brancos

Setembro 29, 2009 por Valdir

Parque NI (“das Nações Indígenas”), em Campo Grande. Manhã enevoada do dia 29/09/2009. É a vez dos Ipês Brancos (Tabebuia roseo-alba), que carregam, nas flores belíssimas, um leve rosado na parte externa inferior, e a tradicional dupla-faixa amarela em seu interior. E a beleza não está apenas nas flores, mas também na plástica dos frutos que se abrem como aqueles (bem maiores) da Tabebuia caraiba (Paratudo)…

(Clique nas fotos para aumentar).

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Abaixo, um ninho de Juritis (Leptotila verreauxi) abrigado num Ipê Branco: a fêmea choca e o macho vigia. Na segunda foto, clicada do outro lado, apenas o macho aparece; mas a fêmea continua ao seu lado, chocando.

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Cenas Campestres

Setembro 22, 2009 por Valdir

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