Arquivo da categoria ‘Trânsito’

Acidente: Moto contra Moto

abril 29, 2012

Campo Grande – MS. Domingo, 29/04/2012. Às 7 horas e 50 minutos da manhã, no cruzamento da Rua Antonio Maria com 25 de Dezembro, semáforo funcionando, duas motos se chocam. Uma vinha com sinal verde; a outra avançou no vermelho.

Um motoqueiro continua caído. O outro, que teve a ponta da bota rasgada e um dedo do pé deslocado, vai até ele. “Desculpa, Cara, eu sei que estou errado. Mas fique calmo; eu vou pagar o conserto da tua moto”. Constatando porém que a situação do rapaz caído  poderia ser mais grave, avisa que “vai encostar” a sua moto. Levanta o veículo,  mas de repente monta, liga o motor, acelera e some do local. Alguns motoristas ainda tentam alcançá-lo para anotar a placa, mas em vão.

Outros populares se juntam à mulher que ali já estava desde a fala do fujão. O motoqueiro caído se queixa de fortes dores.  Com o chuvisco que cai, ele tirita de frio e de nervoso.

Às 7 e 57 chega um carro da Polícia Militar. Às 8 horas em ponto chegam os Bombeiros.

7 h 51 min.

7 h 51 min.

7 h 56 min.

7 h 58 min.

8 h 00 min.

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P.S. 06/05/2012:

1. O motoqueiro caído teve uma clavícula fraturada. E o fujão ainda não foi identificado pela Polícia.

2. Parece que Timblindim foi o único a noticiar esse acidente.

Ônibus caro : a iniquidade é da Prefeitura

março 27, 2009

Parece que a maioria da população está revoltada contra o último aumento nas tarifas do transporte coletivo em Campo Grande. Com esse aumento, a passagem de ônibus na capital sul-matogrossense (R$ 2,50 para pagamento em dinheiro e R$ 2,30 para pagamento com cartão pré-pago) mantém-se na posição de uma das mais caras do país.

Fala-se muito das cinco concessionárias. Fala-se de ganância empresarial e de lucros exorbitantes. Os empresários se defendem, assegurando que a margem de lucro praticada (e garantida pelos contratos de concessão) é de “apenas” 12%, não sendo informado sobre que montante esse percentual tem aplicação, e nem se o cálculo é feito “por dentro” ou “por fora” (terminologia contábil).

Mas o blog acha que os clientes, ou melhor, as vítimas do sistema de transporte coletivo de Campo Grande, estão atacando o bode errado. Está certo que esses empresários não cheiram muito bem, mas no caso o bode maior, bem maior, e muito mais fedido, é o Poder Público Municipal.

A Prefeitura de Campo Grande criou, dentro do sistema citado, dois impostos.

O primeiro imposto, disfarçado de “pagamento pela outorga dos serviços”, obrigou as empresas, em 2006, a repassarem à Prefeitura 10 milhões de reais. É claro que esse valor (que triplicou se acrescido de prováveis juros módicos de 3% ao mês) entrou como custo operacional, a ser diluído pelos 8 anos de duração do contrato de outorga. Admitindo-se 6 milhões de viagens por mês, ou 576 milhões durante os 8 anos, percebe-se que esse “custo adicional” encarece cada passagem paga em pelo menos R$ 0,05. Sem esse imposto, a passagem atual poderia custar R$ 2,45 (em dinheiro) e R$ 2,25 (em cartão pré-pago).

Parece pouco ao leitor? Mas é pouco, mesmo. E irrisório se comparado com o segundo imposto. Neste caso o usuário do transporte coletivo que paga pela viagem, paga também por uma coisa que não recebeu nem lhe propiciou qualquer benefício, ou seja, a viagem de terceiros (estudantes, idosos, funcionários e outros). Quando o Poder Público determina que você pague alguma coisa sem que tenha recebido, direta ou indiretamente, qualquer benefício mensurável, tem-se um imposto. É claro que no presente caso o imposto é disfarçado, tanto que nem chega a entrar nos cofres municipais; fica direto com as empresas de ônibus. Na prática, é como se o cidadão entregasse o imposto ao prefeito, e este imediatamente o repassasse à empresa de ônibus para integrar o pagamento de passagens “gratuitas”.

No ano de 2008 as empresas transportaram em média (conforme Campo Grande News, notícia de 27/02/2009) 6.885.000 passageiros por mês, dividindo-se esse total em 4.910.000 pagantes (71,31%) e 1.975.000 não-pagantes (28,69%). Isto quer dizer que os 4.910.000 pagantes desembolsaram o suficiente para pagar 6.885.000 viagens, ou seja, para cada viagem que fizeram, pagaram 1,4 passagem. Dividindo-se R$ 2,50 por 1,4, obtém-se R$ 1,79 , que é o valor justo da sua passagem; a diferença entre R$ 2,50 e R$ 1,79, isto é, R$ 0,71, corresponde ao imposto que o otário usuário paga.

Um imposto, aliás, com uma das alíquotas mais altas do mundo: 40% (é isto mesmo: quarenta por cento!). E o pior é que quem paga a conta é apenas o povo mais pobre, sendo aqui violentado o princípio tributário que manda cobrar impostos respeitando-se a capacidade contributiva do cidadão. Sem contar que é ilegal (e principalmente imoral) cobrar impostos disfarçando-os de outra coisa, e ainda por cima com base-de-cálculo e alíquota flutuantes como pluma ao vento.

Se a prefeitura quer fazer bonito com as tais gratuidades, faça-o às suas próprias custas (ou melhor, às custas de todos os cidadãos, que para isso pagam uma infinidade de impostos, taxas e contribuições, além de outras rubricas variadas, veladas e mal-cheirosas). Vemos que sem esses dois impostos ilegais a passagem de ônibus poderia custar apenas R$ 1,74 (ou R$ 1,54 para cartão pré-pago), valor bastante razoável para a população.

Com a palavra o Ministério Público.

Abalroamento

dezembro 21, 2008

Rua José Antônio, esquina com a marginal direita do Córrego Prosa (Av. Fernando Correa), cerca de 7 horas da manhã de 21/12/2008. Com a colisão, a motocicleta derrapou para o meio da rua José Antônio; o condutor foi lançado por sobre o capô do carro e o obstáculo de concreto, chocando-se com um cano de uma cerca protetora e rolando até o leito do córrego. As marcas de sangue, lá embaixo, indicam que para o motoqueiro o acidente foi de alguma gravidade; com o motorista nada aconteceu além do susto e da considerável perda material.

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“Teruel quer obrigar Detran a divulgar arrecadação com Multas”

maio 17, 2008

O deputado estadual Pedro Teruel (PT) [Mato Grosso do Sul] apresentou projeto de lei que dispõe sobre a obrigatoriedade de divulgação dos valores arrecadados a título de multas de trânsito pelo Estado de Mato Gosso do Sul. A divulgação será trimestral no Diário Oficial do Estado.

Conforme o projeto, o Departamento Estadual de Trânsito – Detran, deverá divulgar os valores arrecadados por rodovia estadual, por município, equipamento controlador, tipo e a localização do equipamento eletrônico, o total da receita e os valores impugnados em fase de recurso administrativo.

Teruel explicou que o objetivo é permitir que todos os cidadãos saibam a quantidade de multas, o valor arrecadado e as cidades recordistas em punições. Ele explicou que a medida tem a finalidade de descobrir eventual indústria da multa, identificar falhas na sinalização e se foram adotadas medidas para evitar acidentes de trânsito.

O deputado destacou que a arrecadação deve ser investida na melhoria do sistema viário. Ele disse que a multa deve ter caráter educativo e ser revertida para evitar acidentes de trânsito.

Fonte: ANL – Edivaldo Bittencourt

(transcrito de http://www.pedroteruel.com.br )

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Comentário do blog:

Parabéns ao deputado. Sugerimos, como passo complementar, que proponha uma Lei que determine que toda infração de trânsito seja documentada com a tecnologia do século XXI – fotos eletrônicas, filmagens – para evitar que os agentes da Lei, muitos dos quais se julgam “senhores de baraço e cutelo” inventem infrações e armem armadilhas contra bons condutores. Este blog, naturalmente, é totalmente a favor da punição dos maus condutores. Desde que documentada.

Os Amarelinhos Não Viram !

maio 15, 2008

Esta cena os “amarelinhos” não viram (“amarelinhos”, para os não-campograndenses, são os guardas de trânsito municipais, vorazes aplicadores de multas). Mesmo porque esses funcionários só costumam atuar junto à área de parquímetros, mais ao centro da cidade.

O reluzente veículo estava estacionado, às 10 hs 28 min de hoje ( 15/05/2008 ) numa das entradas do Parque Belmar Fidalgo, mantendo ligadas as setas de “acidente”. O blogueiro, se fosse um Amarelinho, esperaria o cidadão voltar de seu “compromisso inadiável” e perguntaria o porquê dessa afronta à civilidade. Talvez houvesse um bom motivo; não sei. Mas, considerando que nessa hora havia, naquele trecho, pelo menos 6 vagas para estacionar (é claro, para estacionar entre dois carros é necessário ter passado pelos testes de habilidade do Detran), só nos ocorre a hipótese de se tratar de uma “Autoridade” (no Brasil-sil-sil, considerada – a não ser que seja do Partido dos Trabalhadores – “ser superior”, “nobre”, duma nobreza que, ao contrário da européia do século XIX, não obriga a nada).

O blog espera que a Agetran, o Detran, talvez mesmo os Cartórios, investiguem o caso. Pode, o blog, ceder gratuitamente a foto, em resolução 3264 x 2448, para análise. E aproveita para sugerir à Agetran que municie seus agentes fiscalizadores com uma câmera fotográfica, para documentar a infração cometida, pelo menos no caso de estacionamento em local proibido, fila dupla, celular ao volante, etc. Afinal, estamos no século XXI, não ? O único inconveniente é que nesse sistema os guardinhas não vão poder “inventar” infrações ou enxergar um celular quando o motorista, parado no sinal, passou um pente pelos cabelos. Modernidade, modernidade !


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