Arquivo da categoria ‘Insetos’

Uma Abelha-rainha

janeiro 16, 2012

Colméia pequena instalada numa árvore, junto a uma casa em Campo Grande – MS. O morador, temeroso, fez uma tocha e com ela incendiou o ninho das abelhas africanizadas. Depois, com uma vara, derrubou-o. Muitas abelhas esparramaram-se atordoadas pelo chão, inclusive a abelha-rainha, que foi colocada pela filha do morador num vidro com tampa ventilada. O blogueiro levou-a para a chácara, mas a abelha-rainha estava muito debilitada e não conseguiu voar. Morreu, inerte, 24 horas depois.

As abelhas da colméia tinham cerca de 2 centímetros de comprimento. A abelha-rainha, cerca de 4 centímetros.

Abaixo, o vídeo dessa rainha destronada:

Outras fontes sobre Apis mellifera:

Produção de Mel (Embrapa)

Abelha (Saude Animal)

Insetolândia (05)

agosto 25, 2011

Chuva de 13 milímetros depois de longo estio. No cerrado, brotações e florações por todo lado. E os insetos reaparecem.

Este inseto tem 1 cm de comprimento. Não consegui definir se é uma abelha ou uma mosca.

Dois hemipteros num fruto quase maduro de Peixotoa cordistipula. Eles têm cerca de 2 cm de comprimento.

Pulgões (meio centímetro de comprimento) num ramo floral de Connarus suberosus.

Inseto (comprimento de meio centímetro) para mim indefinível. No mesmo ramo de Connarus suberosus, ele convive ou preda os pulgões da foto anterior.

Formiga translúcida, com aspecto robotóide, em ramo floral de Peixotoa cordistipula.

A mesma formiga da foto anterior. Tem cerca de 1 cm de comprimento.

Um gafanhoto padrão madeira. 6 cm de comprimento.

O mesmo gafanhoto da foto anterior.


O Gafanhoto Patriota

janeiro 17, 2011

Muitos acham que se trata de obra de ficção, mas não é. Ele existe mesmo, geralmente em regiões de pastagens. Os exemplares mostrados abaixo (a fêmea com 6 cm de comprimento, o macho com 5 cm) foram fotografados em 16/01/2011, no município de Terenos – MS, a 500 metros do Rio Aquidauana. O leito nupcial é uma folha de Caraguatá. Têm como nomes populares “Gafanhoto Soldado” e “Gafanhoto Camuflado“, e como nome científico Chromacris speciosa. Clique nas fotos para aumentar.

Içás (Tanajuras) e Bitus

novembro 27, 2010

Na Primavera, depois de uma boa chuva, os formigueiros de saúvas costumam liberar formigas de constituição especial, sexuadas e com asas. São as Içás (ou Tanajuras) e os Bitus. Após a saída do formigueiro essas formigas aladas secam e fortalecem as asas e depois iniciam o chamado Voo Nupcial, onde ocorrem, em pleno ar, os acasalamentos. Uma vez fecundadas, as fêmeas (Içás) voltam ao solo, livram-se de suas asas e cavam o chão para iniciar um novo formigueiro. Os machos (Bitus)  também voltam ao solo para definhar e morrer.

Essas revoadas de Içás e Bitus são uma festa para os pássaros pequenos, para os quais esses insetos são um excelente alimento. Assim, apenas pequena parte desses insetos escapa dos predadores e volta ao solo. Em minha chácara a revoada neste ano ocorreu há poucos dias, e além dos passarinhos também os gatos se deliciaram com os petiscos.

Abaixo, fotos de Içás (comprimento do corpo, cerca de 3 cm) e Bitus (um pouco menores). Parece que se trata de formigueiro da espécie Atta sexdens rubropilosa.

Lançados no balde, macho (Bitu, menor e mais escuro) e fêmea iniciaram acasalamento.

Dentre muitas fêmeas, dois machos (os menores e mais escuros).

Esta içá começa a bater asas, preparando-se para voar.

Aqui intensifica a frequência das batidas.

Para saber mais sobre saúvas, acesse o saite de Joana Fava Alves (clique aqui), que tem texto, fotos e um vìdeo sobre esses interessantes insetos.

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No Parque NI (04)

julho 18, 2010

Em 15 e 16 de julho de 2010 o blog esteve de novo no Parque das Nações Indígenas ( ou Parque NI ), em Campo Grande. Desta vez, além das belezas habituais (mas sempre renovadas), deparamos com uma incrível lagarta cor-de-rosa e seus incríveis “lacinhos de fita amarela”. Mas vamos começar com um pássaro pouco comum por aqui, e depois com as indefectíveis capivaras.

Uma Ararimba-da-Cauda-Ruiva ( nome científico, Galbula ruficauda ). O ruivo está na parte inferior da cauda, levemente visível na foto seguinte.

A mesma Ararimba, em galho mais distante. É um macho (identificável pelo peito branco), com cerca de 20 cm da ponta do bico à ponta da cauda.

Bichos mansos, mas assustados. Ao entrar no campo visual deles, não faça movimentos bruscos, não corra e não grite, ou todo o bando fugirá para a mata e o córrego.

Em outro local, uma jovem capivara.

A incrível lagarta cor-de-rosa (com cerca de 5 cm de comprimento) ...

... com seus lacinhos de fita amarela.

Aqui a linda lagarta se movimenta para fugir da proximidade da lente da câmera.

Encontramos arvoretas com muitos espinhos, mas ...

... com belíssimas flores.

Uma flor isolada, mostrando como contraponto seus estames brancos.

O Córrego Prosa, no começo do Parque NI, próximo à divisa com o Parque Estadual do Prosa.

O mesmo córrego, poucos metros acima do ponto da foto anterior. Câmera apontando para montante.

Ainda o Prosa, pouco mais acima, próximo a ponte de concreto. Câmera apontando para jusante.

A torre inacabada. Faltava pouco, muito pouco, mas nenhum governo posterior ao de Pedrossian viu qualquer utilidade na obra...

A mensagem na obra inacabada está sendo lentamente dissolvida pelo tempo.

Há vários pés de Ingá Branco (nome científico, Inga laurina) com generosa quantidade de frutos maduros.

Um dos vários pés de Pau-Brasil (nome científico, Caesalpinia echinata), que crescem próximo à Avenida Afonso Pena. Este tem cerca de 1,5 metro de altura.

O mesmo exemplar da foto anterior. Detalhe das folhas.


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