03/setembro/2009. O biólogo aventureiro, Richard Rasmussen, até há pouco astro do quadro “Selvagem ao Extremo”, no “Domingo Espetacular” da TV Record, e recém-contratado do SBT, esteve em Campo Grande, por conta de campanha de uma indústria de calçados esportivos (a Macboot). As fotos abaixo foram feitas no estabelecimento e no estacionamento da loja Anita da Avenida Mato Grosso. No estacionamento Richard posava ao lado de fãs de todas as idades e distribuia mudas de árvores nativas (o blogueiro, que aparece na última foto, ficou com uma Saboneteira e um Pau-Brasil; a fotógrafa Rosangela Rohewedd, na terceira foto, com uma Acácia).
Arquivo da categoria ‘Gente’
Richard Rasmussen em Campo Grande
Setembro 3, 2009Euforia Futebolística
Fevereiro 3, 2009No Brasil, como em muitos outros países, o Futebol desperta um enorme interesse. No povo, pelos jogos em si; entre os políticos e mandatários, como pretexto para grandes e supérfluas obras. Em Mato Grosso do Sul, mais especificamente em Campo Grande, não poderia acontecer de outra forma. Já falamos do “interesse” dos governos estadual e municipal pelo Futebol; mostraremos hoje o interesse do povo, esse realmente autêntico.
Os poderes estadual e municipal armaram uma grande campanha publicitária para estimular o povo a ir às ruas nesta terça-feira, 3 de fevereiro de 2009. Além disso, boa parte dos funcionários públicos (principalmente os municipais) foram liberados de seus serviços no período da tarde. É que às 15 horas chegaria uma comitiva composta por dirigentes e técnicos da FIFA e da CBF, e prefeito e governador acham que a participação popular pode impressionar os visitantes (juntando-se essa boa impressão àquela produzida pelas grandes e caras obras prometidas), fazendo-os escolher Campo Grande como uma das 12 sub-sedes da Copa do Mundo de 2014.
Pois é, o povo correspondeu à expectativa e quem pôde (vinte mil pessoas, estimativa do blog, contraposta à maluquete estimativa da Mídia, que falou em duzentas mil), foi às ruas. As fotos abaixo mostram o movimento no ponto mais central da Av. Afonso Pena. (CLIQUE NAS FOTOS PARA AUMENTAR).
1) Multidão
2) Pessoas
3) Destaques
4) Ônibus FIFA
P.S. – O cidadão dançante, em duas fotos do ítem “Destaques”, acima, é Paulo do Radinho, ou Paulinho do Rádio. Para mais informações sobre o personagem, clique aqui .
“Crianças Mimadas”
Dezembro 22, 2008Transcrição de artigo de Christian Rocha, publicado em 04/12/08 originalmente no site Gropius mas disponível agora aqui :
Crianças mimadas II*
Suponhamos que você discuta com seu vizinho porque ele ouve música alta nas horas mais inconvenientes do dia e da noite. O som do vizinho não deixa você dormir em paz, atender o telefone ou ver TV. Você tenta conversar com ele, sem resultados. Sem chances de uma solução pacífica, você decide recorrer à polícia e descobre que pouca coisa pode ser feita. Inconformado, você decide apelar à Câmara Municipal e se desdobra para colocar em discussão um projeto de lei que obrigue todos ao silêncio — inclusive seu vizinho. Surpreendentemente, a lei é bem recebida pelos vereadores, discutida e aprovada. Com uma cópia da lei em mãos, você aciona a fiscalização municipal, que notifica seu vizinho. Para sua alegria, vem o silêncio. Dias mais tarde vem também um oficial de justiça, que bate à sua porta para convocá-lo: seu vizinho decidiu processá-lo porque, no calor das discussões de outrora, em determinado momento você o xingou, o que caracterizou injúria.
Repare: você recorreu ao poder legislativo, propôs a elaboração e a aplicação de uma lei porque o barulho do vizinho o incomodava. Seu vizinho sentiu-se ofendido e, supostamente, invadido em seu direito de ouvir música alta e por isso recorreu ao poder judiciário. Os dois se comportaram como crianças mimadas: incapazes de resolver um desentendimento por vocês mesmos, recorreram ao onipotente poder público, apostando que ele engrossaria a voz e resolveria os seus problemas rápida e definitivamente. Os dois foram chorar para a mamãe e para o papai, essa é a verdade. Não importa qual é o problema — som alto, um acidente de trânsito, uma ciclovia inacabada, sujeira e esgoto nas praias —, a estratégia é sempre a mesma: jogar-se no chão, chorar, espernear e gritar.
Recorrer ao poder público significa dar-lhe dinheiro, calar a boca e aprovar tudo que ele determinar. Em outras palavras, significa dar-lhe um poder real, político e econômico, que nem você nem seu vizinho jamais terão porque recorrem às instituições e autoridades públicas ao menor sinal de que um problema não será resolvido através de esforço próprio.
Não pretendo fazer apologia da justiça pelas próprias mãos. Quero apenas lembrar ao leitor que o inchaço do poder público (qualquer um dos Três Poderes, em qualquer esfera, municipal, estadual ou federal) começa na confiança exagerada que as pessoas depositam nele como árbitro de todos os conflitos e solucionador de todos os problemas. Se as praias estão sujas, a culpa é do poder público, que não fiscalizou despejos irregulares de esgoto. Se o trânsito é insuportável, a culpa é do poder público, que não disciplina e fiscaliza o trânsito. Se a cidade é culturalmente decadente, a culpa é do poder público, que não investiu em cursos e espaços culturais. Se um profissional erra, você recorre ao conselho de classe e a um advogado (i.e. Ministério do Trabalho), a um juiz (i.e. Poder Judiciário), às leis (i.e. Poder Legislativo) e processa o sujeito; isto não é você agindo, é você gritando e esperneando para que o poder público aja em seu lugar.
Decerto o poder público tem sua parcela de culpa e responsabilidade nesses problemas, mas devemos perceber também que essa transferência de responsabilidade e autoridade significa amarrar as próprias mãos e tornar-nos crianças mimadas à espera do Pai-Estado ou da Mãe-Prefeitura que virá resolver todos os nossos problemas. Só que isso não acontece de graça. Custa dinheiro e, principalmente, custa liberdade. Pagamos impostos cada vez mais caros e submetemo-nos cada vez mais e mais facilmente a tudo que é determinado pelo poder público. Dizemos amém a tudo que vem das esferas públicas do poder.
É bem fácil prever o destino de um país ou de uma cidade cujos cidadãos confiam cada vez menos no próprio esforço e cada vez mais nas graças do governo. É para se jogar no chão e chorar mesmo — desta vez não por histeria, mas por desgosto.
* Nota: O primeiro artigo com esse título pode ser lido aqui. Ele trata o mesmo assunto de uma forma um pouco diferente; talvez os dois textos se complementem. Por algum motivo que eu ainda desconheço, meu site não o listou entre os artigos relacionados, acima e ao lado direito deste artigo.
Revendo a Santa do Mel
Dezembro 17, 2008Ontem, domingo, 16 de dezembro de 2008, o “fenômeno” do mel escorrendo do rosto de uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, num pequeno santuário particular, em Campo Grande, completou 19 meses.
Ao contrário das comemorações de aniversário, presenciadas pelo blog em maio p.p. (clique aqui para ler), desta vez havia pouca gente, como se pode constatar pela primeira foto, abaixo, feita às 16 horas (o início, certamente mais concorrido, ocorrera às 15 horas, com a celebração de uma novena).
Como da vez anterior, foi confeccionado um grande bolo para ser repartido entre os fiéis, juntamente com refrigerantes. Havia ainda disponível, e igualmente grátis, boa quantidade de cachorros-quentes.
Vista geral das dependências do pequeno santuário, às 16 horas.
O santuário, visto mais de perto.
A imagem, vista de perfil.
A mesma imagem, vista de frente. Percebe-se que o rosto inteiro é recoberto pela camada de mel, o mesmo acontecendo com a parte visível dos cabelos, o pescoço e as roupas sob o manto.
Um crente, digamos assim, mais racional, concluiria que a parte da imagem que está sob o manto exsuda mel em toda a sua superfície, tal como um corpo humano eventualmente exsuda suor. O mel exsudado pelo imaginário “corpo” da imagem penetra e atravessa os “tecidos” que com ele têm contato. Mas há aqui uma incoerência. Se o contato com o “corpo” faz o “tecido” absorver o mel, por que está seca a parte do “tecido” do manto que no alto da cabeça contata diretamente os cabelos?
A Santa do Mel
Maio 16, 2008Há exatamente 1 ano, numa casa de bairro classe média, em Campo Grande, uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, devoção da família Rezek, começou a exsudar um líquido, que lhe escorria pelo queixo e por um dos braços. Feita uma análise química, comprovou-se que o líquido tinha composição igual à do mel de uma pequena abelha (parece que Jataí).
A Igreja Católica não admite a hipótese de milagre, pelo menos até que seja provado que não há uma explicação científica para o fenômeno. Propôs a realização de exames na própria imagem, mas o casal Rezek não concordou com a retirada da “santa” de sua residência. Isto criou um atrito entre Igreja e casal, que persiste até hoje.
A imagem é colocada dentro desse oratório para exibição aos fiéis. À noite é retirada e guardada no interior da casa.
No queixo da imagem, uma gota de mel, prestes a desprender-se. Na manga do braço esquerdo, o mesmo fenômeno. Na mão direita, faltam as pontas dos dedos.
A imagem, vista de frente.
Na comemoração do “aniversário”, uma renovação do interesse pelo fenômeno ou “milagre”, como preferem os fiéis. Na reunião dessa tarde, havia cerca de 400 pessoas.
Na missa oficiada por um padre da Igreja Católica Apostólica Brasileira, os fiéis participam ativamente. Juntamente com os hinos habitualmente ouvidos nos templos católicos, agora há um hino especial para a “santa”, que começa com estes versos: “Nossa Senhora do Mel apareceu, numa casinha humilde … “.
Sônia Miranda Diniz, 49 anos, guardiã (juntamente com seu marido, José Rezek) da imagem. Ao lado, um dos muitos voluntários que colaboram na organização dos eventos e visitas. A casa fica no bairro Vilas Boas, Rua Domingos Marques, 1623.
.



























