Domingo chuvoso (12/02/2012), em chácara na periferia de Campo Grande – MS. Um jovem caracol, com menos da metade do tamanho de um adulto (que chega aos 15 cm de comprimento ou mais) , fugindo do excesso de umidade procurava um local mais alto e abrigado. Como não encontrou o abrigo, resolveu voltar para o chão e tentar novo roteiro.
O molusco é um gastrópode da espécie Megalobulimus intertextus. Foi identificado, através de fotos e vídeos, pelo geógrafo (e pesquisador em áreas da Biologia como a da Sistemática Zoológica) Aisur Ignacio Agudo Padrón, que atua nos Estados do Sul.
Abaixo, o vídeo do molusco, espécie que se encontra em perigo de extinção.
Em outubro de 2011 havíamos fotografado um par desses gastrópodes, adultos, quando iniciavam um ritual de acasalamento:
Pode-se imaginar que o jovem caracol foi um dos frutos desse encontro gosmento…
Outras imagens e informações sobre moluscos terrestres:
Catálogo dos Caracóis Terrestres Nativos do Gênero Megalobulimus…
E abaixo, outro vídeo, do canal hispânico elfoexplorador, de uma outra espécie (oblongus) do gênero Megalobulimus:


março 22, 2012 às 7:49 am
Parabéns ao produtor deste blog, li sobre o caiaque – visto que estou interessado aqui no SAM’S Club de Curitiba, não sei a marca e nem o modelo, só sei que é inflável e custa em torno de R$400,00. Me impressionou a concisão e clareza do texto do caiaque, muito bom! Mais uma vez… Parabéns e obrigado!
abril 5, 2012 às 2:54 pm
Caro Valdir:
Nossos moluscos terrestres nativos estão muito ameaçados.
Devido a seu endemismo e grande número de espécies, algumas espécies podem mesmo ter já sido extintos.
Os Megalobulimus (“aruás” dos indígenas) são típicos das matas e cerrados, alimentando-se de plantas rasteiras ou até uns dois metros de altura. Apresentam marcada predileção por acantáceas.
Recentemente provou-se que, em caso de encontro de populações de Megalobulimus oblongus com o “caramujo-gigante-africano” (Achatina fulica, exótico), os caracóis nativos morriam em poucos dias.
“Aruás” que aparecem nos quintais e jardins podem ser alimentados com plantas de sua preferência, reproduzindo-se e se adaptando com facilidade.
São recurso educativo importante, especialmente para crianças, que os manipulam encantadas.
O desmatamento generalizado e a rápida destruição dos cerrados está dizimando as populações desses caracóis gigantes e inofensivos.
Celso
Celso do Lago Paiva
Instituto Pró-Endêmicas
http://br.groups.yahoo.com/group/proendemicas/
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O blog Diz:
Obrigado, Professor Celso, pelas valiosas informações e dicas.
abril 5, 2012 às 4:43 pm
Prezado Valdir:
Você notou algo muito relevante quanto à ecologia de muitas espécies de Megalobulimus, que é sua aversão a ambientes excessivamente úmidos.
Apesar de somente se movimentarem em dias de chuva ou nos dias seguintes, eles normalmente evitam charcos, beiras de córregos e de valas de irrigação.
No estação estival (inverno) os “aruás” se enterram para conservar alguma umidade, mas sempre em locais bem drenados.
Por isso, nos quintais, devem haver áreas mais secas, pois o excesso de umidade pode ser fatal para esses moluscos.
“Camarões”, “sanquézias”, “boldo” e “boldo-gambá” (ambos Plectranthus) e “rami” são alimento para eles, bastando algumas plantas dessas espécies (e de outras plantas) para tê-los conosco nos jardins e quintais.
Parabéns por seu interesse por nossa fauna e por divulgar informações sobre esses animais tão interessantes!
Que tal nos mostrar uma criança manipulando um desses gigantes?
Grande abraço,
Celso
Celso do Lago Paiva
Instituto Pró-Endêmicas
http://br.groups.yahoo.com/group/proendemicas/
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O blog diz:
Ótima idéia, professor! Dias atrás voltei a encontrar o indivíduo jovem do vídeo, mas normalmente eles se escondem muito bem. Em todo caso, vou tentar melhorar o ambiente para essa espécie, plantando os camarões e boldos sugeridos por você. E espero, num futuro não distante, poder fazer a matéria criança-manipulando-caracol…