Posts de março \29\UTC 2011

Rebimboca da Parafuseta

março 29, 2011

Se não fossem os inocentes e otários, o que seria dos espertos? Certamente passariam necessidades. Ou virariam assaltantes menos desonestos. Ou seriam obrigados a trabalhar honestamente.

Há muitos espertos por aí, mas hoje vamos falar das oficinas mecânicas, muitas delas (e bota muitas nisso) verdadeiras arapucas.

Casos Anteriores

Há alguns anos o blogueiro, que não é de fazer revisão nas concessionárias de veículos (por justificada desconfiança), resolveu fazer uma, esporádica, antes de sair para uma longa viagem de férias. O esperto de plantão, numa das agências Volkswagen da cidade, embora o carro não apresentasse mau desempenho (apenas a necessidade de substituir pastilhas de freio e fazer o tradicional alinhamento das rodas) me apresentou uma conta de R$ 3.000,00 ou pouco mais. Como o carro já fora parcialmente desmontado, fiquei entre recusar as trocas e serviços desnecessários (e arcar com um possível boicote, tipo substituição de peça boa por outra mais velha) e pagar no sistema “roubado mas com um carro seguro para a viagem”. Optei pela autorização e pagamento das trocas e serviços, tendo de amargar, ainda, seguidos atrasos em relação aos horários e dias previstos para entrega do veículo.

Até aí, tudo bem. Mas a viagem deu chabu: em Nova Alvorada do Sul, a 110 quilômetros de Campo Grande (íamos para as praias paranaenses), o meu Gol seguia outro carro, que freou bruscamente numa lombada. Os freios do meu veículo, pretensamente em perfeito estado, não foram eficientes e acabei abalroando a traseira do outro veículo. A viagem teve de continuar com outro carro, e tudo acabou bem, se descontarmos o pagamento do conserto do meu carro e do carro do motorista distraído.

Esse mesmo carro, tempos depois, teve de ir à oficina porque inventei de emprestar “um pouco” de gasolina a um parente, e ele resolveu secar completamente o tanque, o que ocasionou o entupimento da bomba de gasolina ou de um de seus condutos. Uma oficina do bairro não deu conta do problema e eu, evitando aquela concessionária onde comprara o veículo, fui a outra concessionária. Mas a conta ficou em R$ 1.500,00, pois o esperto dessa outra firma, talvez obedecendo a algum secreto Código de Desonra, aproveitou para trocar peças que estavam em bom estado. Jurei nunca mais voltar a uma concessionária dessa marca de veículos, e nunca mais comprar um veículo com sotaque alemão.

Um Caso Atual

Até há pouco tempo eu ouvia dizerem que mecânicos desonestos gostavam era de enganar as mulheres. Bastava falar que o carro tinha problemas com a Rebimboca da Parafuseta, e isto autorizava a substituição, ou a simulação desse ato, de uma série de peças em perfeito estado. As mulheres “engoliam” a estória, altamente impressionadas com uma explicação tão técnica e assustadora.

Bom, vimos que agora os mecânicos desonestos enganam não apenas as mulheres, mas também os velhos. Talvez enganem toda pessoa que mostre cara melhor do que a de um Pitbull…

Pois é, vamos falar de uma mulher que, ao estacionar num dos pátios do Shopping, foi alertada de que um dos pneus do seu carro estava meio murcho. A mulher dirigiu-se ao Shopcar Pneus Centro Automotivo e pediu para consertarem o pneu. Saem roda e pneu, abre-se o capô do motor, um funcionário zanza para cá, outro zanza para lá, e os espertos decidem que era necessário fazer uma série de outros serviços emergenciais, sem apresentar orçamento e sem especificar o valor de cada item. Advertida de que poderia ocorrer desastre iminente, a mulher concordou com os serviços propostos, que julgou corriqueiros e baratos. Qual não foi a sua surpresa quando, depois de 2 horas, lhe apresentaram uma conta de R$ 447,00! A foto abaixo descreve os serviços efetuados:

Por quanto saiu o remendo de 1 pneu...

Vejam que coisa interessante:

  1. foi retirada apenas uma das 4 rodas do veículo, mas a “receita de vendas” aponta a troca de 4 (quatro!) válvulas dos pneus.
  2. Muitas oficinas (honestas) fazem caster de graça quando o motorista encosta seu carro para fazer o alinhamento das rodas. No Shopcar, o serviço menor (caster) custa quase o quádruplo do serviço maior (alinhamento).
  3. Após descrever os serviços prestados, cada um deles cobrado separadamente, a esperta Shopcar entra com uma “mão de obra completa”, sapecando mais R$ 80,00 na conta, que subiu para os citados 447,00. Quer dizer, cobrou separadamente por cada serviço, e cobrou uma segunda vez, pelo “conjunto da obra”…
  4. Na concessionária Renault, com mecânicos altamente especializados, cobra-se cerca de R$ 100,00 por hora trabalhada. No Shopcar, com “mecânicos” mirins (ou pouco mais do que isso),  a hora trabalhada saiu por R$ 167,50!

O gerente, jovem com impassível cara-de-paisagem e discurso decorado de operador de telemarketing, certamente tem garantidas boas noitadas com o lucro da gerência (pelo menos até topar com um marido violento).  Depois da intervenção do marido da “cliente” deu um falso desconto de R$ 72,00 (que corresponde a 90% daquele valor cobrado pelo “conjunto dos serviços”).

Acresce que o carro fora revisado recentemente (a mulher, ao contrário do blogueiro, ainda confia nas concessionárias, pelo menos nas da Renault) e estava em ótimo estado. Foi o conserto de pneu mais caro de que o blogueiro tem notícia!…

Sugestões do Blog:

1. Sugerimos à senhora ludibriada que procure o Procon. Se não conseguir reduzir a fatura a R$ 5,00 (preço do remendo de pneu nas borracharias a mais de 100 metros do Shopping Campo Grande), pode ingressar com ação no Juizado de Pequenas Causas, inclusive exigindo indenização por danos morais.

2. O citado marido notou, no balcão do “centro automotivo”  (às 18 hs 10 min, na saída do veículo) uma pilha de cerca de 40 ou mais “orçamentos”; e a Nota Fiscal 0771 só foi emitida por exigência da “cliente”. Seria interessante o serviço de fiscalização da Prefeitura dar uma olhada para ver quantos dos 40 serviços desse dia mereceram a emissão de Nota Fiscal. Afinal, quem engana mulher vai poupar os cofres municipais, só por causa dos belos bigodes  do Prefeito?!…

Chuvas Demais

março 25, 2011

Nunca choveu tanto num mês de março. Venho fazendo registros pluviométricos nas Chácaras dos Poderes, em Campo Grande, há cerca de 20 anos. Nesse local, periferia nordeste da cidade, choveu todos os dias entre 1º e 8, somando um total de 290,5 mm! E entre os dias 10 e 22, mais 96,6. Número total de março, até aqui: 387 mm.

Estivemos anteontem no entorno da Estação Guavira, 15 km a sudoeste de Campo Grande, e encontramos  estradas barrentas, terras ainda alagadas e lavouras perdidas…

Aqui o alagamento do terreno próximo à estrada e o encharcamento das outras áreas impossibilitaram a colheita da soja.

A mesma área, câmera voltada para a esquerda.

Do outro lado da estrada, outra lavoura de soja perdida.

Solo encharcado, alta umidade, infestação de pequenos caramujos (pontos brancos no solo e nas plantas).

Um trecho da estrada que demanda a Estação Guavira, nos 6 quilômetros entre a rodovia BR-060 e a linha ferroviária. À esquerda, canavial em crescimento.

Esta propriedade, que não plantou soja, teve tempo de plantar o milho safrinha.

Mesmo cenário da foto anterior. Ao longe, Campo Grande.

Entrada de uma fazenda.

Defronte à Estação Guavira, um atoleiro. A Prefeitura de Terenos está despejando britas e promovendo a drenagem do local.

P.S.  04/04/2011

Depois do dia 25 de março tivemos outras chuvas, somando 121 mm. Assim, o total para março de 2011 ficou em 508 milímetros! Em outro ponto da cidade (campus da Universidade Anhanguera) o índice chegou a 534 mm.

Aristolochia esperanzae

março 15, 2011

Nome científico: Aristolochia esperanzae Kuntze.

Nomes populares: Patinho, Jarrinha, Papo de Peru, Buta.

Flores:

Uma flor em início de formação.

Flor em estágio intermediário de formação.

Flor em estágio final de formação, prester a abrir.

A mesma flor.

Ainda a mesma flor.

Flor recém-aberta.

 

Flor começando a murchar.

Devorando quase toda a pétala, a lagarta deixa à mostra o interior, com a coluna ou ginostêmio. Externamente as abas brancas funcionam como estames, abrigando os depósitos de pólen (parte amarela).

Frutos:

Fruto em estágio intermediário de formação.

Fruto em estágio final de formação.

Folhas:

Em primeiro plano, uma folha; mais atrás, no ponto de que sai o pecíolo da folha, uma pseudo-estípula.

Fontes consultadas:

1. Plantas do Pantanal,  edição CPAP 1994, de Arnildo e Vali J. Pott, pág. 47.

2. Estudo Fitoquímico de Aristolochia esperanzae Kuntze.pdf, de Alison Geraldo Pacheco, pág. 72.

Aristolochia ridicula

março 5, 2011

Nome científico: Aristolochia ridicula Brown.

Flores:

As duas primeiras fotos mostram flores em crescimento (a segunda, em estágio mais avançado do que a primeira). As fotos seguintes, flores já formadas.

48 horas depois da abertura, as abas da flor começam a se fechar:

Frutos:

Sementes:

O fruto é composto por 6 cápsulas; em cada uma, 40 ou 50 sementes crescem empilhadas.

Folhas:

Caule:


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