Nos dias 18 e 21 de junho de 2010 o blog percorreu a rodovia federal BR-262, no longo trecho entre Campo Grande e Corumbá. Comentávamos com os outros passageiros como essa estrada estava em excelentes condições, tanto com referência ao piso de rolamento quanto com relação às sinalizações horizontais e verticais. A exceção era um trecho de 30 quilômetros, já no município de Corumbá, que estava sendo refeito após muitos anos de abandono.
Poucos dias depois, em 29 de junho, fomos até Terenos, a 20 km de Campo Grande, percorrendo a mesma rodovia. Fomos surpreendidos pelas obras de recapeamento que estavam sendo realizadas nesse trecho, e que provavelmente se estenderão até Aquidauana, 100 km adiante de Terenos. O trecho já foi objeto de reportagem anterior do blog ( veja aqui ). Ora, se naquela época (outubro de 2007) o trecho Campo Grande – Aquidauana já estava bom, não carecendo de recapeamente, agora estava melhor ainda, quase se aproximando da avaliação de excelente. Um trecho que dá de dez em muitas rodovias paulistas pedagiadas (como a Raposo Tavares e a Marechal Rondon).
Ora, quem viaja muito sabe que há, no Estado de Mato Grosso do Sul, BRs que não recebem recapeamento decente há mais de 30 anos (é o caso da BR-267, trecho entre Bataguassu e Casa Verde). Por que, então, esses contínuos e desnecessários recapeamentos nos trechos em torno de Campo Grande ? Seria o caso do TCU – Tribunal de Contas da União, ou o Ministério Público Federal averiguar. Qualquer cidadão que paga impostos sabe a explicação, mas parece que em muitos casos e circunstâncias a cegueira toma conta dos órgãos encarregados da fiscalização…
Fotografamos ao acaso vários trechos da BR-262 entre Campo Grande e Terenos, alguns já parcialmente recapeados. Notem os leitores como estava bem conservada a rodovia. Mais um caso de desperdício do dinheiro público. É preciso notar que, embora obra do governo federal (DNIT), esse recapeamento envergonhado (não informa nem o nome da empreiteira que abiscoitou o prêmio de fazer o trabalho fácil) ocorre sob a esfera de influência da administração estadual.
Interessante notar que em certos trechos foram efetuados, na fase pré-recapeamente, “remendos” mais extensos, o que pode induzir o analista a pensar que ali havia pequenas crateras. Não havia. Havia apenas pequenas rachaduras que, nas estradas conservadas sob critérios técnicos, apenas justificam a aposição de um líquido colante nas frestas.
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V o l t a






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