Chuvarada e Imprevidência

By Valdir

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Do cruzamento com a Rua João Crippa, vistas do Córrego Prosa, em 11 de outubro p.p. (acima) e hoje (abaixo).

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Depois dos mais de 100 mm que choveram ontem, a Prefeitura Municipal de Campo Grande deveria contratar os serviços de um Especialista em Bom Senso, que teria, entre outras, a função de desautorizar o início de obras contra enchentes… na época das enchentes.

Alguém aqui do lado argumenta que as obras nos leitos dos córregos Prosa e Sóter dependeram de aportes federais, e que essas verbas devem ter chegado com atraso. Isto, porém, à parte indicar que o Governo Federal também precisa dos serviços daquela nova especialidade, não justifica a intempestiva empreitada aquática (ou subaquática). Exemplos de que com o clima não se brinca existem aos milhares, mas eu cito apenas os casos de Napoleão e Hitler, que, em épocas e circunstâncias diferentes, menosprezaram a iminente chegada do inverno, invadiram a terra dos russos e … bom, o resto vocês já sabem.

Nos dois casos clássicos a conta foi cobrada dos cidadãos comuns, respectivamente da França e da Alemanha, que pouco ou nada tinham a ver com as decisões errôneas de seus “líderes”. No caso presente, em que a empreiteira afundava o leito do Prosa e displicentemente afrouxava o solo dos barrancos, a conta chegou primeiro às árvores do pedaço. Mas o cidadão contribuinte não perde por esperar, pois essa enchente “imprevisível” certamente propiciará à executora das obras algum Termo Aditivo cheio de evanescentes tecnicidades e tilintantes generosidades. E como nós, os contribuintes, ganhamos dinheiro fácil, podemos, devemos e seremos acionados para fornecer o dindim. Indiretamente, é claro, de forma que nem iremos perceber quem nos tirou o dinheiro e muito menos qual o método empregado …

Raizes expostas

2 Respostas para “Chuvarada e Imprevidência”

  1. Walden Disse:

    Aparentemente, a preocupação dos políticos, de todos os políticos, não é aplicar criteriosamente os recursos públicos, mas sim, “torrar” logo o dinheiro com as empresas e ongs amigas, todas muito “carentes” e esfomeadas. Quanto às pessoas realmente carentes e esfomeadas, sai quase que a fórceps (quando sai) alguma esmolinha muito rala e chorada…

  2. Álvaro R. Santos Disse:

    Estou lançando um novo livro, “Diálogos Geológicos”, no qual gostaria muito de reproduzir as fotos da reportantem “Chuvarada e Imprevidência”.
    Seria possível para tanto ter essas fotos em arquivo com boa resolução para reprodução gráfica? Peço indicar os créditos de autoria para que sejam devidamente registrados.
    Atenciosamente,
    Geól. Álvaro Rodrigues dos Santos
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    Dr. Álvaro: para nós será uma honra colaborar. Vou verificar as fotos que tenho em arquivo e logo entrarei em contato. Valdir.

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